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Weekend Market e Chinatown

Acordei, tomei café da manhã e fui descobrir como chegar no Weekend Market (uma feirinha que só tem aos finais de semana. Aliás, feirinha não, feirona!). Com as coordenadas em mãos, fui andando até a estação de trem, comprei meu bilhete, fiz baldeação e cheguei lá!

Em Bangkok existem alguns meios de transporte: ônibus, taxis, tuk tuks, barco (um rio atravessa a cidade), metrô e Skytrain. A passagem do Skytrain é paga pela distância percorrida, ou seja, quanto mais longe, mais caro. Tão caro que atravessei a cidade para ir no Weekend Market e paguei 40 bath. Isso é mais ou menos 1,5 dólares.

Cheguei no market e sai andando sem direção nenhuma. Aquilo é gigante! Dizia a placa que é o maior mercado a céu aberto do mundo. Lá tem de tudo – roupas de todos os tipos (de camisetas falsificadas a vestidos de festa, incluindo vestido de noiva!), comida, frutas, plantas, móveis, sapatos, bolsas, cachorros, esquilos (de verdade!) etc. E como faz calor! Eu não sei se é pior ficar nos corredores de dentro, super abafados, ou nos principais, mais largos e arejados, mas com o sol na cabeça. 

 
As coisas são baratas. Uma camiseta custa 100 bath ou +/-3 dólares. Isso é o preco que está nas plaquinhas, mas com a pechincha, sai pela metade. Não estava no meu melhor dia de ficar procurando as coisas, principalmente porque o calor estava me matando. Comprei só uma calça que saiu algo perto dos 10 reais.

Chatuchak Market (ou weekend market)

Imagens de buda a venda

Depois de umas 3 horas, eu não aguentava mais ficar lá (e acho que não vi metade). Não faço ideia de onde eu andei, me perdi várias vezes e voltar para o mesmo lugar era meio impossível! Decidi ir embora e demorei  mais meia hora para me localizar e chegar na saída.
 

Com a tarde toda pela frente, decidi ir para Chinatown. Os trens não vão até lá, então fui até a estação mais perto para pegar um tuk tuk depois. Desci na estação de Siam e, para minha surpresa, bem na frente de um shopping! Era tudo que eu precisava – um lugar com ar condicionado, com um banheiro limpo e com comida! O shopping chama Siam Center.

Siam Center comemorando o ano novo chines

 

Foi como sair da 25 de Março e ir para Oscar Freire. O shopping era super chique! As 2 lojas que tinham bem na entrada: Emporio Armani e Channel.  Dei uma voltinha, mas é claro que depois do lugar que eu estava achei tudo caro. Aproveitei para comer. Achar um lugar que não fosse um restaurante chique foi bem difícil. Depois de andar e olhar os mapas, cheguei no KFC. Parece que o frango foi frito em pura pimenta! Apesar de forte, estava bom. Comi e terminei com a cara pingando de suor (me lembrei da primeira refeição que eu tive no restaurante indiano que trabalhei. Quase chorei com a comida que meu chefe me deu. Quem mandou falar que gostava de pimenta para um indiano?)
 
Depois de alimentada, com o banheiro em dia e até com um pouco de frio, peguei um tuk tuk para Chinatown. Até isso eles pechincham. Perguntei quanto era a corrida e a resposta foi: quer pagar quanto? Pedi 100, ele 200. Fechamos em 150.
 
A Chinatown é uma mistura de lojas saindo de todos os cantos de todas as ruas, que são tão pequenas que passam 2 pessoas de ladinho, e olha lá. Tem camelôs pra tudo que é lado e uma mistura de bolsas com comida e um trilhão de barraquinhas de brincos. Foi mais uma caminhada sem rumo nenhum. Mesmo com o mapa na mão eu não sabia onde estava, nem pra onde estava indo. O mapa até tinha uma rota sugerida, mas não faço ideia se passei nesses pontos ou não. Entrei umas 5 vezes nos Seven Eleven da rua só para aproveitar o ar condicionado. 

Chinatown

Achei um templo escondido no meio dos camelôs e tive a maior conversa com um monge, sem nenhum dos dois falar uma palavra. Ele me mostrou o templo, tirou fotos minhas e até saiu em uma foto também. Eu o entendi e ele me entendeu. É o mimiquês em ação!

 

Andei o dia todo e meus pés já estavam doendo. Na busca de uma rua maior para procurar um tuk tuk, achei outros templos e sai tirando fotos. De repente, vi que um deles estava cheio de coroas de flores. Acho que eu estava num velório. 
 
Negociação para o preço da corrida de novo, cheguei no albergue e fui logo tomar um banho gelado! Lavei minha roupa toda suada de hoje e fui até a estação de trem comprar minha passagem para Chiang Mai. Na verdade são duas passgens, uma até Ayuthaya e outra para Chiang Mai, mas a de Ayuthaya eu só posso comprar no dia da viagem.

Com essa parte definida, acabei de fazer minha reserva em um albergue lá em Chiang Mai, para ter onde chegar pelo menos. De lá, decido o que fazer nos próximos dias. Ainda preciso ver as passagens internas de avião. Como não tenho muito tempo, o jeito vai ser voar mesmo, muito mais caro, mas não perco um dia todo no ônibus ou no trem.
Ainda fechei um passeio para amanhã cedo, para os mercados fluantes, e pedi para me deixarem nos templos, no caminho de volta. Os floating markets são meio afastados da cidade, então assim vai ser mais fácil com o transporte já arranjado. Depois me viro nos templos.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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