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Top 5 Restaurantes na Liberdade (na minha opinião)

Qual a imagem que você tem ao pensar em restaurantes na Liberdade, o bairro japonês de São Paulo? Se você pensou apenas em rodízio de sushi e sashimi (peixe cru) está na hora de rever seu conceito de comida oriental. Existe essa alternativa também, mas as opções vão muito mais além. Nem tudo é feito com peixe e nem tudo é 100% saudável como se imagina.

A culinária oriental, principalmente a japonesa, se popularizou muito em São Paulo (o que é ótimo), mas isso trouxe algumas adaptações que passam longe de poderem ser chamadas de “comida japonesa”. A grande vantagem da Liberdade é que você ainda encontra lugares mais tradicionais e inclusive chefs que vieram ou estudaram no outro lado do mundo. É como ter um pedacinho do Japão há alguns minutos de casa, ainda que com algumas brasilidades. Além dos japoneses, há muitos restaurantes chineses também e alguns poucos coreanos.

Veja abaixo a lista de 5 restaurantes na Liberdade que eu frequento e recomendo:

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1. Porque Sim

Para mim o Porque Sim é o melhor custo x benefício da Liberdade. É um restaurante simples, sem sofisticação, porém a comida é muito gostosa, o prato é bem servido e o preço é justo (dá pra comer um belo prato por menos de R$ 30). A apresentação também lembra bastante os restaurantes do Japão. Para quem gosta de soltar a voz, no andar de cima tem um karaoke box com serviço, ou seja, além de cantar você ainda vai experimentar as delícias que a casa prepara.

O cardápio é bem variado e tem opções para todos os gostos. Empanados (carne, porco, frango ou peixe), ramen (tipo de macarrão ensopado), domburi (arroz por baixo, carnes por cima) etc. Sushis e sashimis também fazem parte do menu deles, além de outros pratos.

O meu preferido são os kares – uma porção de arroz japonês com um molho delícia a base de curry. Há ainda a opção de pedir carnes empanadas de acompanhamento (minha sugestão é o karague – frango empanado). Outro que gosto muito é o chahan gyoza, esse da foto abaixo. Chahan é esse risoto chinês que  leva ovo, carnes e vegetais, já o gyoza é o pastelzinho japonês feito na chapa. A maioria dos pratos acompanha saladinha e misoshiru (sopa de soja).

O restaurante não é muito grande e costuma ter fila para conseguir uma mesa. O giro de pessoas é rápido, mas por via das dúvidas, tente chegar cedo, principalmente nos finais de semana. Durante a semana o movimento costuma ser mais tranquilo.

Dá pra ir andando do metrô Liberdade. O local não tem vallet, mas tem convênio com os estacionamentos da rua.

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Porque Sim
Rua Tomaz Gonzaga, 75 – Liberdade
Tel.: (11) 3277-1557
www.karaokeboxporquesim.com.br
 
 

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2. Portal da Coréia

Nem só de restaurante japonês vive a Liberdade. Apesar de muitas pessoas não saberem diferenciar uma pessoa com descendência japonesa da chinesa ou coreana, na culinária tudo é bem diferente. O Portal da Coréia é um restaurante bem típico, tanto que não é difícil encontrar grupos conversando em coreano por lá. O cardápio é todo em coreano escrito em português e com a descrição de cada prato, mas pode ser um pouco difícil de pronunciar os seus nomes. A comida é muito boa, bem temperada e a dona super simpática sempre está por lá.

O forte da casa é o churrasco coreano, quase todas as mesas são equipadas com um fogareiro, onde eles colocam uma chapa para preparar as carnes na mesa (elas vêm cruas), e um exaustor. Há uma boa variedade de carnes, a minha preferida é o bulgogi – uma carne bem fininha e um pouco adocicada. Delícia! Um monte de tigelinhas que acompanham o prato principal – arroz, kimuchi (acelga bem temperada e  apimentada), tofu (queijo de soja), legumes etc. Os acompanhamentos variam de dia para dia, mas arroz e kimuchi estão sempre lá (esses são a base da culinária coreana, como se fosse nosso arroz com feijão). Algumas carnes acompanham alface, que não é para ser comido como salada, mas sim para recheá-lo com as opções que estiverem na mesa, fazer uma trouxinha e comer desta forma.

Outro prato que recomendo é o Dolsot Bibimbap, o que eles chamam de risoto coreano. Não é bem um risoto, mas ok. É uma tigela cheia de arroz coberto por vegetais, cogumelos, carne moída e uma gema de ovo crua. Misture tudo com um pouco de óleo de gergelim e pasta de pimenta e aproveite! Ainda fazem parte do cardápio sopas e porções que parecem pasteizinhos ou panquecas.

Alguns dos pratos são bem apimentados, então se você não gosta de pimenta, pergunte. Antes de ir verifique o dia e horário. Eles fecham cedo, às 22h, e não abrem aos domingos. Tem um senhor na porta que guarda vagas na rua para os clientes do restaurante ou use o estacionamento que fica na mesma rua.

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Portal da Coréia
Rua da Glória, 729 – Liberdade
Tel.: (11) 3271-0924
www.facebook.com/portaldacoreia
 
 

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3. Lamen Kazu

O ramen é um prato bem popular no Japão. Alguns dizem que é um miojo melhorado, mas está longe de ser isso. O Lamen Kazu conseguiu trazer o autêntico sabor do outro lado do mundo para cá. O ramen é importado, é claro que vem do Japão, e é preparado com produtos de qualidade para uma experiência bem próxima a de lá.

O cardápio tem algumas combinações que variam basicamente na escolha do sabor do caldo – shoyu, misso (pasta de soja) ou shio (sal) – e dos ingredientes que acompanham – cebolinha, verduras ou mais carne. Há outras opções como o picante ou o tradicional da região de Hokkaido (norte do Japão) e também é possível adicionar itens extras. Na hora de comer, além do macarrão e dos acompanhamentos, tome também o caldo, que é o mais saboroso do prato. A porção de gyoza para acompanhar vai super bem!

O restaurante é pequeno e apertado. É bem provável que você escute toda a conversa da mesa ao lado, mesmo sem querer. Se estiver sozinho ou com mais uma pessoa, peça para sentar no balcão, pois de lá você vai conseguir ver toda a agilidade do pessoal da cozinha e como a comida é preparada.

Para chegar, caminhe do metrô Liberdade. Se for de carro, há estacionamento na mesma rua.

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Lamen Kazu
Rua Tomás Gonzaga, 51 – Liberdade 
Tel.: (11) 3277-4286 
www.lamenkazu.com.br
 
 
 
 

4. Yamagá

Seria no mínimo injusto falar de restaurantes na Liberdade e não citar um que sirva os tão conhecidos sushi e sashimi. É muito fácil encontrar restaurante japonês ruim por aí, que colocam cenoura ou banana no meio do arroz e dizem que é um sushi. Eis que o Yamagá tem o melhor sashimi da cidade, na minha opinião.

Os peixes são  frescos e bem cortados e o chef que prepara tudo fez curso no Japão. A apresentação é um ponto importante da culinária japonesa e lá eles seguem isso à risca. O misoshiru é uma especialidade da casa, com casquinhas de tempurá. Ah! E nada de rodízio, lá o serviço é a la carte.

Para uma experiência mais profunda, peça uma das salinhas. Lá você tira os sapatos e senta no tatami, assim como os locais tradicionais do Japão fazem.

Essa é uma opção um pouco mais cara que as outras. Um combinado executivo fica por volta de R$ 40, mas tem outras opções mais completas e maiores para dividir. Para quem não gosta de peixe tem opções como ramens, carnes, tempurá ou domburis.

O pagamento pode ser em cartão, mas eles dão desconto para quem paga em dinheiro. Há estacionamento conveniado na mesma rua ou caminhe do metrô Liberdade.

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Yamagá
Rua Tomas Gonzaga, 66 – Liberdade
Tel.: (11) 3275-1790
www.facebook.com/RestauranteYamagaLtda
 

5. Chi Fu

Para fechar a lista, um restaurante chinês. A Liberdade está repleta deles também, que costumam servir porções generosas cheias de vegetais e carnes por um preço atraente. Chineses costumam comer coisas que os brasileiros não estão muito acostumados, então se você gosta de experimentar sabores e texturas diferentes, este é o seu lugar. Esqueça aquele chinês que vem na caixinha, a comida chinesa não é bem assim.

O Chi Fu é um dos restaurantes mais conhecidos da Liberdade e foi recentemente reformado com paredes decoradas e um grande dragão ao fundo. Limpeza não costuma ser o forte dos restaurantes chineses, mas esse é limpinho (ainda bem!). Além de limpo, a comida de lá é bem gostosa e a variedade é grande, assim como o tamanho dos pratos. Para os mais tradicionais, uma boa pedida é frango frito ao gengibre, lombo agridoce, carne com curry ou o bom e conhecido yakissoba. Para os mais aventureiros, tente o pato de pequim, rãs ou esponja do mar. Eles também têm um refrigerante de abobrinha, que na minha opinião não é o melhor do mundo, mas vale experimentar uma vez. Para a sobremesa peça o leite frito, um bolinho recheado de leite e coberto com leite condensado. Se for em grupo grande, sente em uma das mesas giratórias, o que facilita muito não ter que ficar passando pratos, bebidas etc de uma pessoa para outra e no final tem melancia cortadinha por conta da casa.

Se você não conhece nada da culinária chinesa, tente ir ao Chi Fu com alguém que conheça ou que fale chinês, pelo menos na primeira vez. A maioria das garçonetes falam e entendem pouco português, o que pode gerar algumas confusões ou estresses. Teve gente que pediu uma Fanta e trouxeram um prato de arroz (arroz em chinês = fan). Se não for possível ir com um “guia”, não perca a oportunidade, mas já vá preparado para encarar essas possíveis situações com bom humor. O atendimento não é lá dos melhores.

Ah! Dica importante: eles não aceitam cartão de crédito. O restaurante fica praticamente ao lado do metrô Liberdade. Na região tem estacionamento ou também dá para parar o carro nas ruas próximas.

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Chi Fu
Praça Carlos Gomes, 200 
(11) 3104-2750
(sem site)

Se você foi em algum desses restaurantes na Liberdade, deixe nos comentários a sua opinião sobre eles.

Se tiver outros para indicar, deixe nos comentários também.

 

* Esse post não foi patrocinado. Indico os restaurantes porque gosto e frequento.

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The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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