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Sua saúde x sua viagem – Medicina do viajante

Você planejou sua viagem. Roteiro feito, passagens compradas, malas prontas! Todos os preparativos ok para curtir o mundo. Mas e a sua saúde? Você também a preparou? Sabe quais cuidados precisa tomar?

Sua saúde merece atenção em todas as viagens. Um kit primeiros socorros com alguns remedinhos básicos não faz mal a ninguém e um seguro viagem é indispensável para quem sai do país, mas dependendo do tempo e dos locais visitados os preparativos mudam. É claro que ninguém quer ficar doente durante a viagem, mas imprevistos podem acontecer.

Existe um serviço que é muito pouco conhecido e super útil, chamado Medicina do Viajante. Em resumo, é uma consulta médica com foco na sua viagem, onde você vai descobrir quais cuidados tomar antes de ir e receber orientações de saúde, vacinas, a quem recorrer caso aconteça alguma coisa etc.

Para quem mora em São Paulo, esse serviço é oferecido pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas, via SUS, ou seja, é gratuito. Basta agendar sua consulta por telefone  ou por e-mail (mais detalhes aqui). Para quem é de outra cidade, basta checar no site da Anvisa, lá tem uma lista com todos os centros do Brasil que oferecem esse serviço.

Como foi a minha experiência: No geral, as pessoas enxergam o serviço público como algo que demora, não funciona bem e com atendimento ruim. Pode até ser que isso se aplique para alguns casos, mas com certeza não foi este. Fiz o agendamento por email, super simples, a resposta foi rápida e minha consulta foi marcada para 5 dias após o contato. Esse prazo depende muito da agenda deles, pode ser até mais rápido dependendo da época.

O hospital fica perto da estação Clínicas do metrô (e não tem estacionamento no local). Chegando na recepção é preciso fazer um cadastro (aqueles de rotina, só entregar um documento com foto) e logo você será encaminhado para a área de medicina do viajante.

Cheguei no local e tinha bastante gente, todos estavam lá apenas para tomar vacina, então avise alguém que você foi para a consulta ou vai ficar na fila sem necessidade. Precisei preencher uma ficha com o roteiro e algumas informações sobre a minha saúde – doenças, cirurgias, remédios em uso etc, e logo entrei na sala para falar com os médicos. Quem me atendeu foi o Dr. Jessé e a Dra. Patricia, médica residente.

Eles perguntaram bastante sobre o roteiro, pois cada destino tem orientações diferentes. Além das recomendações específicas dos locais, tem também as gerais como sempre tomar água mineral, cuidados com a alimentação, uso de protetor solar, repelente etc. Ele inclusive me indicou um site da Sociedade Internacional da Medicina do Viajante, onde posso encontrar os locais com esse serviço no mundo todo (nem todos são públicos).

Outro ponto que eles orientam muito bem é sobre vacinas. Leve sua carteirinha de vacinação para eles analisarem. Algumas delas você pode tomar lá mesmo, sem custo (eu tomei 3 – febre amarela, tétano e anti-rábica), já para outras, como hepatite A e febre tifóide, é preciso ir em uma clínica particular. Para entrar em alguns países é exigido o certificado internacional de vacina da febre amarela, que você pode tomar lá e já sair com o documento. Vale lembrar que essa vacina precisa ser tomada 10 dias antes do embarque e que ela costuma dar algumas reações como febre e dor de cabeça. Eles também recomendaram a vacina para encefalite japonesa, uma doença transmitida por um mosquito na Ásia, mas que seria necessário tomar fora do Brasil, pois não temos essa vacina aqui.

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Falando em Ásia, essa é uma região com índice alto de malária e não existe vacina. A proteção é feita com o uso de repelentes. Esqueça esses que você usa na praia e no sítio, precisa ser um mais potente com concentração ideal de icaridina, picaridina ou DEET. A recomendação é mais para quem vai para áreas rurais ou para trilhas, os centros urbanos tem uma incidência menor.

Fui super bem atendida e recomendo o serviço! Eles foram muito gentis e atenciosos. Acabei esquecendo de pegar o certificado internacional da febre amarela e me dei conta logo quando sai do hospital. Voltei lá para buscar e eles já tinham me ligado para avisar. Atendimento nota 10!

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Mas acho que essa consulta não é para qualquer viagem, não há necessidade se for uma viagem curta e para grandes cidades. Já para viagens longas, para zonas rurais ou regiões florestais é recomendado, assim como se seu roteiro incluir trilhas, contato com animais, esportes de aventura ou países da África e sudeste asiático. Prevenir nunca é demais!

 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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