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Saindo de casa…

Terça fui no niver da minha amiga, estavam 4 japas, 3 koreanas e eu!
E elas queriam que eu as ensinasse a sambar. Foi muito engraçado! E eu comi muito!
Cheguei em casa e minha janta estava me esperando ainda, então tive que jantar 2 vezes de novo! Isso já esta virando rotina.
Queria falar com a velhinha q me deu carona de novo, mas não lembro o nome dela e nem onde ela mora. Vou sair batendo de porta em porta? Aliás, estou batendo de porta em porta, mas não pra procurar ela… preciso achar um emprego urgentemente! Algumas lojas e restaurantes colocam avisos na porta de “staff required”, mas os horários não me ajudam, nem o tempo. Liguei pra alguns telefones que achei no jornal, mas eles não me retornaram também.
 
Que triste foi ontem a noite! Tive o jantar de despedida e todo mundo de casa disse que esperou o dia todo só pra me ver cantar, e eles ainda queriam que eu dançasse também.
Ainda bem que não cantei “atirei o pau no gato” porque depois eles pediram pra eu explicar o que a musica dizia (e tem 2 gatos na casa). 
 
Depois as 2 crianças me deram presentes! Bonitinhas! Foi apenas uma foto,  uma carta, e uma “escultura” feita com um pregador de roupas, mas elas fizeram especialmente pra mim! E elas falaram que gostavam de brincar comigo, que vão sentir minha falta, e que eu posso ir sempre visitar elas!
 
Vou me mudar hoje! Depois que sair da aula volto pra casa, arrumo minhas malas (tentei fazer isso ontem, mas como coloquei minhas roupas pra lavar elas continuavam molhadas pra colocar dentro da mala), e minha host mother vai me levar até minha nova casa. Boazinha, né? Assim eu não preciso  gastar com taxi pra carregar minhas pequenas malas.
 
 
CURIOSIDADE DO DIA: essa semana tive uma aula falando sobre os aborígenes, os nativos daqui (como os índios no Brasil). Eles são conhecidos, principalmente, pela arte, pelas pinturas e etc. Várias lojas vendem artes aborígenes aqui, e são caras. Ouvi dizer que tem um museu na Europa que está fazendo uma seção apenas pra arte aborígene.
 
O que eu não sabia é que eles são muito descriminados! A imagem que os australianos tem deles é de um povo alcoólatra, drogado, violento. Eles moram nas partes mais pobres e afastadas da cidade, vivem na sua própria cultura (vivem no passado), e morrem muito cedo porque não tem cuidados médicos. Alguns aborígenes são negros, mas alguns (devido à grande influência estrangeira) são ate loiros. Para ser considerado um aborígene, é preciso ser aceito pelo “cacique” local.
 
Eu preenchi uma ficha de emprego no Mc Donalds, e uma das perguntas era “você tem descendência aborígene?”
 
Essa curiosidade não foi muito feliz, né? Não sabia que era assim, apesar de ser um país de primeiro mundo, acho que tem problemas muito parecidos com o Brasil.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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