BolíviaMundo

Roubada por um “policial” boliviano

Situações como furtos ou roubos nunca são boas, mas quando acontecem durante uma viagem são ainda piores. Estragam os planos, nos dão dores de cabeças e acabamos deixando de aproveitar o que o lugar oferece para resolver problemas. Torcemos sempre pelo não, mas infelizmente vez ou outra acontece e passar por toda essa burocracia faz parte.

Nesta semana comemoramos o Dia Internacional da Paz (21/09) e, ironicamente, também nesta semana eu tive meu celular e alguns documentos roubados em São Paulo. Foi uma correria para bloquear linha, cartões e trocar todas as senhas de email, facebook e demais apps. No meio da confusão, lembrei de uma ótima história (ótima hoje, não no momento) que aconteceu comigo alguns anos atrás e que, de alguma forma, me ajudou a resolver os problemas dessa vez.

Minha primeira viagem para Bolívia foi em 2010 e foi também uma das minhas primeiras viagens sozinha e por conta própria (vivendo e aprendendo. Leia para entender). Apesar de 6 anos não parecer nada tão longínquo, é um tempo considerável e muita coisa mudou de lá para cá. Naquela época os celulares não acessavam a internet, o facebook não era popular no Brasil, o whatsapp não existia, comunicação online era feita basicamente por email e pelo MSN, o messenger da Microsoft (aquele que tinha os dois bonequinhos).

Com os fatos dispostos no tempo, vamos a história. Em um dia qualquer de 2010 eu embarquei para o meu mochilão para a Bolívia. Fui sozinha, apesar de pessoas que conheciam o país terem me recomendado não ir ou tomar muito cuidado com scams (golpes em turistas). O principal objetivo era conhecer o Salar de Uyuni, mas aproveitar o caminho para passar por outros lugares do país.

Desembarquei em La Paz, a capital boliviana, pela manhã. Cheguei no hostel ansiosa para aproveitar cada segundo das férias, tirei o money belt (onde estava meu dinheiro e passaporte) e guardei dentro da mochila, coloquei tudo dentro de um armário com cadeado, peguei minha bolsa do jeito que ela saiu de casa e fui pra rua.

Estava hospedada perto da Plaza de Armas – toda cidade da América do Sul tem uma praça central com uma igreja que sempre é ponto de referência e marco histórico. Fui para lá, dei uma volta pela praça e entrei para conhecer a igreja.

Neste momento, um homem que devia ter seus 30 e tantos anos veio falar comigo. Se apresentou como policial e me mostrou distintivo e documentos para comprovar. Turistas são sempre alvos fáceis nesse caso, porque muito provavelmente a maior parte deles não sabe dizer se uma identificação policial é verdadeira ou não. É claro que eu não sabia.

O suposto policial me pediu um documento de identificação. Na ansiedade de sair para bater perna pela cidade eu não arrumei minha bolsa. Deixei o passaporte e o RG dentro da mochila (a ideia era andar com o RG, que é um documento válido na Bolívia, e deixar o passaporte sempre guardado e usar só no aeroporto), ou seja, estava sem nenhum documento. Geralmente também ando com um cartão de crédito e deixo outro guardado para casos emergenciais, mas naquele momento estava com os 2. Além disso, estava carregando coisas desnecessárias na bolsa, como escova e pasta de dente (vim de um voo noturno e escovei os dentes no avião).

Disse que não tinha documento e ele insistiu que eu deveria me identificar. Sem ter muito o que fazer, disse que poderia buscar no local onde estava hospedada. Ele concordou e disse que ia me acompanhar. Logo que saímos da igreja ele parou um taxi, abriu a porta e me empurrou pra dentro. Foi tudo tão rápido que eu demorei pra entender como eu fui parar dentro de um carro. A única coisa que eu sabia era que estava em uma grande encrenca em solo boliviano.

O carro não andou muito. 2 ou 3 minutos, talvez. O suposto policial pediu para o motorista parar em uma rua deserta. Ele pediu minha bolsa, abriu e começou a ver tudo o que tinha dentro. Acho que o taxista percebeu o que estava acontecendo e saiu do carro, acredito que para não criar nenhum envolvimento. Ele revirou cada bolso e olhou cada objeto, até a pasta de dente ele abriu para conferir, ainda alegando que era policial e esse era o trabalho dele. Depois que a revista terminou, ele me devolveu a bolsa e pediu para eu descer do carro. Sair daquele lugar era o que eu mais queria fazer!

O taxi partiu e eu fiquei na rua deserta. Não sabia onde estava, nem para onde deveria ir, mas imaginei não estar muito longe da Plaza de Armas, porque o carro não andou muito. Fui para um lado qualquer e pedi informações para a primeira pessoa que encontrei. Consegui me localizar sem grandes problemas e voltei para o hostel.

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Sabendo que estava em um lugar mais seguro, fui verificar a situação da minha bolsa. O saldo foi uma máquina fotográfica, um celular, 2 cartões de crédito e uns trocados a menos. Eu tinha um ipod novinho e ele incrivelmente ainda estava comigo (acho que o policial não sabia o que era aquilo). Meu corpo inteiro foi tomado por uma raiva que eu nunca tinha sentido na vida. Eu não sabia se chorava, se gritava ou se dava um soco na parede. Por outro lado, senti um enorme alívio por não ter nenhum documento comigo naquele momento.

Eu não sabia o que fazer. Nunca tinham me levado celular e cartões de crédito e, apesar de saber que providências deveriam ser tomadas, não fazia ideia de por onde começar. Pedi ajuda para o pessoal do hostel e eles me recomendaram ir à delegacia mais próxima e fazer um B.O. Foi isso que eu fiz, morrendo de medo de por o pé na rua novamente, mas fui.

Na volta, parei em um lugar parecido com uma lan house, onde eles tinham cabines telefônicas que faziam ligações internacionais. Liguei para minha mãe, contei o que tinha acontecido e pedi ajuda para bloquear cartões e linha telefônica. Eu também ia tentar fazer isso online assim que voltasse para o hostel. Combinamos de voltar a nos falar a noite pelo MSN para ver o que cada uma tinha conseguido fazer, já que o lugar que eu estava estaria fechado e eu não ia conseguir telefonar.

Passei o resto do dia dentro do hostel que, por sorte, tinha um restaurante onde eu pude almoçar e jantar. Perto do horário combinado tentei me conectar para falar com a minha mãe. Na época não tinha smartphone e pouca gente viajava com notebook. O hostel tinha 3 computadores que eram usados de forma compartilhada por todos os hóspedes e com um aviso em letrar grandes dizendo que cada um tinha apenas 30 minutos. Entrei na fila e consegui um lugar, conectei meu MSN e fiquei esperando minha mãe entrar e…. nada.

Meu tempo acabou e tive que ceder lugar para outra pessoa. Pelo visto todos estavam mais entretidos com a balada que rolava no bar que com a internet, então não demorou muito para eu conseguir me conectar de novo. Minha mãe não estava, então comecei a falar com todas as pessoas que estavam online e o primeiro que me respondeu foi um amigo próximo (ainda bem). Pedi para ele ligar em casa e avisar minha mãe que eu estava esperando. O problema era que ela não sabia usar o bendito MSN, mas meu amigo fez um suporte remoto e conseguiu ajudar.

Eu tinha conseguido cancelar um dos cartões e ela o outro e a linha telefônica. Ela também tinha pedido o envio de um cartão provisório, que chegaria em 3 o 4 dias. Tudo parecia estar resolvido e eu dispensei a balada e fui dormir para me despedir desse meu caótico primeiro dia na Bolívia.

 

Calma que tem mais!

Os perrengues não terminam por aí. O segundo dia foi ótimo, fiz um passeio para Tiwanaku, um sítio arqueológico pré-colombiano super importante. Tudo lindo, com a exceção de que eu não podia tirar fotos (lembra que minha câmera se foi?). Voltei para o hostel e fui agendar outro passeio para o dia seguinte. Queria ir para o Lago Titicaca.

– Esse passeio você não consegue fazer amanhã.

– Por que não?

– A estrada que vai para o lago está fechada.

– Ah, que pena. E esse outro passeio?

– Esse também não dá. A estrada também está fechada.

– E que estrada está aberta?

– Nenhuma. Estão todas fechadas.

– Como assim?

– O país está em greve.

– Desde quando?

– Desde hoje.

– E por quanto tempo?

– Ah, isso eu não sei dizer. Pode ser por 2 dias, pode ser por 2 meses. Mas você pode visitar esses lugares que ficam dentro da cidade.

Ela pegou um mapa e marcou um monte de locais, mas a última coisa que eu queria fazer era andar sozinha pela cidade. Queria pegar um tour que me garantisse que estaria com um guia local e com outras pessoas. Passei meu terceiro dia lendo um livro no sol do jardim do hostel e ouvindo quase toda a playlist do meu sobrevivente ipod. Mais no final do dia fui me informar sobre a greve e ela continuava.

No jantar, ouvi histórias de viajantes que conseguiram chegar em Uyuni, mas não conseguiam sair e tiveram que fretar um helicóptero. Não quero imaginar quanto saiu essa brincadeira. Também disseram que algumas regiões estavam ficando violentas e até mortes estavam acontecendo.

Quarto dia na Bolívia e a greve não deu sinais de que ia terminar. Decidi não esperar, pedi um número de cartão de crédito para minha mãe (afinal, eu fiquei sem cartão) e comprei uma passagem de volta para o Brasil pela internet (minha passagem de volta estava marcada para sair de Santa Cruz de la Sierra e eu estava presa em La Paz). Perguntei no hostel qual a situação das estradas para o aeroporto e eles disseram que fechadas, mas se fosse cedinho um taxi conseguiria passar.

Deixei minhas coisas todas arrumadas, um taxi agendado e fui dormir morrendo de medo de perder a hora. Sem o despertador do celular, coloquei o alarme do relógio de pulso (aquele que toca e a gente nem percebe, sabe?) e dormi com ele quase amarrado na minha orelha. Nem preciso dizer que acordei várias vezes no meio da noite achando que estava atrasada até que uma hora desisti de dormir. Consegui chegar no aeroporto e pegar o voo de volta pra casa. E foi assim que minha suposta viagem de 20 dias pela Bolívia durou apenas 5 longos e traumáticos dias. Nem preciso dizer que passei bem longe de chegar no Salar de Uyuni, o principal objetivo de ter ido para lá.

Essa história ainda se estendeu, pois um valor foi debitado de um dos meus cartões e demorou uns 3 meses para o banco me ressarcir. Não foi um valor alto, mas ainda assim indevido. Só consegui o dinheiro de volta porque tinha feito o B.O.

Semanas depois, fiquei sabendo que a greve realmente durou cerca de 2 meses e que sair do país foi uma ótima escolha! E, apesar de tudo, só posso agradecer pelo suposto policial não estar armado, não ter me agredido fisicamente e não ter encostado um dedo em mim (só na hora que me empurrou pra dentro do carro). Foram-se os bens materiais, ficou o trauma, a dor de cabeça e minha integridade física. Poderia ter sido bem pior.

 

Fica a dica:

Depois desse episódio, algumas lições ficaram.

  • Não deixe de fazer coisas que você sabe que deve fazer pela ansiedade por conhecer o lugar. Os pontos turísticos não vão sair correndo. Um dos meus cartões deveria ter ficado guardado no hostel.
  • Nunca ande com coisas importantes (documentos, dinheiro e cartões de banco) no mesmo lugar. Se um se for, vão todos juntos. Sempre tenha um cartão de crédito extra por segurança e não o carregue com você (deixe na mala ou no cofre). Atenção redobrada com o passaporte (carregue uma cópia ou outro documento válido, a não ser que o passaporte original seja realmente exigido).
  • Deixe alguém avisado sobre os lugares que vai passar, se hospedar, seus planos etc. Se alguma coisa acontecer com você, isso vai ajudar muito. Tenha alguém de confiança que possa te ajudar em casos de emergência. (Obrigada mãe!)
  • Desconfie de ações suspeitas. Pessoas extremamente simpáticas e oferecendo ajuda que você não pediu, convites muito fáceis e inesperados de desconhecidos, supostos policiais que pedem seu documento etc.
  • Saiba os procedimentos para bloquear cartões e linhas telefônicas.
  • Apesar de tudo, não deixe situações como esta atrapalhar sua viagem ou sua vida. Existe muita gente boa e bem intencionada neste mundo!

 

E você? Já passou por algo parecido?

 

* Imagem destacada: visualhunt.com 

 

Leia mais:

O dia que quase perdi a mala

Era pra acontecer!

Perrengues de viagem: a hospedagem em Cameron Hihlands

O que eu perdi mochilando

 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

30 Comments

  1. 03/02/2017 at 14:52 — Responder

    Ai, Patrícia, que dó! Ninguém merece uma estreia dessas, que bom vc não ter se abalado a ponto de mão enfrentar viagens sozinha.

    • 05/02/2017 at 13:12 — Responder

      Foi meio tenso no dia, mas hoje vejo que foi algo que aconteceu para me fazer prestar mais atenção a esses detalhes e evitar que se repita ou que coisas piores aconteçam. Fica a lição!
      Não podemos nunca deixar que pequenos obstáculos nos impeçam de realizar as coisas que queremos. Isso vale para tudo na vida. =]

  2. 04/02/2017 at 15:39 — Responder

    Que louco, Patrícia! Ainda bem que nada aconteceu com você fisicamente, mas o pior de tudo é realmente o trauma psicológico, a raiva que fica. Ainda bem que essa experiência ruim logo no começo da sua vida viajante não te tirou a coragem e a vontade de desbravar o mundo 🙂

    • 05/02/2017 at 13:14 — Responder

      Eu agradeço sempre por estar bem fisicamente. O trauma com certeza iria ficar, se fosse diferente.
      Como foram só coisas materiais, acho que é um fato superado já. Hoje vejo como uma boa história para contar e ficaram as lições aprendidas.

  3. 05/02/2017 at 18:47 — Responder

    Que pena que você foi assaltada por esse suposto policial, estou chocada com essa estória Patricia, pois um conhecido ficou na mesma situação quando viajou pra Bolívia em 2010, essa greve pegou muita gente, ele me contou praticamente o que você descreveu. Um pena que você não teve a oportunidade de conhecer o Salar, que pra mim é um dos lugares mais espetaculares do mundo! Espero que algum dia você volte a Bolívia e vire essa página!
    Beijos

    • 06/02/2017 at 17:10 — Responder

      Acho que 2010 não foi um bom ano para ir para a Bolívia, né?
      Eu voltei para o país alguns anos depois, exclusivamente para conhecer o Salar. Entrei pelo Chile, dessa vez e deu quase certo.
      Peguei outra greve, mas o importante é que consegui chegar no destino! (Acho que eu atraio greves…)

  4. 05/02/2017 at 19:08 — Responder

    Nossa Patricia, que perrengue! Parece história que a gente vê em filme, que sacanagem! Ainda bem que o cara não te machucou; é o mais importante, né? Fico feliz em saber que ao invés de deixar essa má experiência definir a sua visão/vontade de viagens, você resolveu aprender com ela e não desistir de viver as próprias aventuras. Parabéns!

    • 06/02/2017 at 17:22 — Responder

      Obrigada, Ju!
      O importante é que fisicamente fiquei bem. O material a gente recupera com o tempo, certo? E as viagens e aventuras continuam firmes e fortes!

  5. 05/02/2017 at 20:30 — Responder

    Nossa que perrengue! Muito tenso esse golpe do falso policial, não sei se eu conseguiria ter calma para resolver tudo depois de passar por uma situação como essa. E o lance da greve tbm, que chato!
    Todo cuidado é pouco em viagens, ainda mais quando se está sozinha, num pais que não é muito seguro.

    • 06/02/2017 at 17:24 — Responder

      Algumas precauções são sempre bem-vindas, né? Melhor evitar a dar chance para o azar.
      Nessas horas precisa manter a calma. Sei que é fácil falar e na prática não é simples assim, mas o desespero não ajuda em nada. Muito pelo contrário.

  6. 05/02/2017 at 21:15 — Responder

    Cara, que infernal isso tudo. Você ainda teve paciência e “tranquilidade” pra resolver tudo. Eu me imagino chorando largada no meio da rua, hahaha.. Mas que bom mesmo que nada de mais grave aconteceu, e restaram somente os aprendizados.

    • 06/02/2017 at 17:25 — Responder

      hahahahaa…. sabe que a vontade que eu tinha era de chorar e passar a vida xingando esse tal policial. Mas isso não ia ajudar.
      Estava sozinha e a única pessoa que podia resolver as coisas era eu mesma. Os aprendizados sempre ficam!

  7. 06/02/2017 at 00:25 — Responder

    Nossa, Patrícia, uma viagem que era para ser bacana se transformou neste pesadelo, imagino a sua tristeza e decepção na época. Imagino também a preocupação da sua mãe aqui no Brasil tentando te ajudar em condições tão difíceis como era na época. Ainda bem que você não perdeu o pique por viajar e esta vale mesmo como um alerta para você e todos nós.

    • 06/02/2017 at 17:27 — Responder

      Tem coisas que a gente não tem controle nenhum, né? Tem que dançar conforme a música.
      Minha mãe quase surtou no Brasil. Acho que ela ficou mais tensa e mais desesperada que eu. hahahahha

  8. 06/02/2017 at 10:22 — Responder

    meodeos que loucura ele te empurrar pra dentro do taxi, te assaltar e o motorista sair do carro aheuahe como assim gente! essa viagem foi só azar né, já passei por varios perrengues nessa ultima viagem pro chile, mas vou te dizer que tive sorte se comparar com a sua viagem…uma pena que sua experiencia foi pessima!

    • 06/02/2017 at 17:28 — Responder

      Sabe aquela viagem que tudo dá errado?? Pois é…
      Já passou, hoje é uma bela história para contar! hahaha

  9. 06/02/2017 at 12:07 — Responder

    Meu Deus, Patricia! Não sei nem o que dizer, que situação horrível! Imagino tua frustração e raiva. Nem imaginaria um assalto desse “tipo”, também reagiria da mesma forma. Ainda bem que no final ficou tudo bem, apesar das perdas. 🙁

    • 06/02/2017 at 17:30 — Responder

      O importante é que eu fiquei bem, né? O material se vai, a gente recupera com o tempo.
      Pelo menos fiquei mais esperta para não acontecer de novo!

  10. 06/02/2017 at 16:30 — Responder

    Que chato, Patrícia! Fiquei super chateada com sua história, mas graças a Deus que nada mais terrível te aconteceu. Morro de medo desses golpes e suas dicas são realmente valiosas, ainda mais pra quem viaja sozinha!
    Não sei se eu também conseguiria resolver tudo, sou muito nervosa, acho que minha viagem já acabaria no primeiro dia 🙁
    Beijos.

    • 06/02/2017 at 17:31 — Responder

      Eu agradeço por não ter acontecido nada de pior. Ficaram os aprendizados e a história!
      Nessas horas tem que manter a calma, deixar o emocional um pouco de lado e racionalizar. Depois que resolver, pode gritar e chorar. hahaha… (não é tão simples assim)

  11. Deisy Rodrigues
    06/02/2017 at 17:40 — Responder

    Que tenso,assalto e ainda greve junto foi para garantir pra não insistir com a viagem, mas apesar das perdas materiais e todo o estresse tudo ficou bem, as suas dicas são ótimas, temos que estar preparados pra tudo.

    • 06/02/2017 at 17:44 — Responder

      É isso! O negócio é sempre tomar cuidado e desconfiar de ações suspeitas. Acho que não era pra eu ter ido para Bolívia em 2010 mesmo. Tanta gente me falou para não ir, eu insisti e deu no que deu. hahaha

  12. 19/04/2017 at 16:32 — Responder

    Nossa, Patrícia!! Imagino o quão tensa você ficou! Eu fiquei só de ler!

    • 20/04/2017 at 12:01 — Responder

      Pois é… Foi tenso mesmo na hora, mas passou. Agora virou história pra contar. hahaah

  13. Rozembergue
    14/02/2018 at 21:01 — Responder

    Caramba Patrícia! Minha primeira vez na Bolívia foi em junho de 2010. Lembro que haviam paros na estrada entre Lá Paz e Copacabana e nós só tivemos certeza que conseguiríamos ir um dia antes, pois a greve terminou. Lembro de avisos no hostel desse golpe do falso policial. Que triste que terminou assim seu primeiro mochilão, mas que bom que você deu a volta por cima e se tornou essa grande viajante. Nós também tivemos um grande contratempo na Bolívia, mas foi questão de intoxicação alimentar (salmonela).
    Vou deixar o link para quem quiser ler o relato completo dessa nossa viagem.
    Um abraço!
    https://mochilaobarato.com.br/mochilando-pela-bolivia-por-15-dias-com-500-dolares-em-2010/

    • 24/02/2018 at 13:32 — Responder

      Roze,
      Bolivia é pura aventura! hahahah
      O importante é superar e tudo vira história pra contar, né?

  14. 13/08/2018 at 20:56 — Responder

    Sabemos que existem pessoas desonestas e más e quase toda parte do mundo e muitas vezes nos arriscamos em nossas viagens!
    Costumo alugar carro e desbravar todo tipo de lugar, muitas vezes isolados. Sei que é arriscado, precisamos ter cuidado, mas afinal temos que correr riscos e se ficarmos pensando muito nisso, nem viajamos!
    Seria um sonho se não existissem pessoas maldosas!

    • 20/08/2018 at 23:26 — Responder

      Seria um sonho mesmo, Jair!
      Mas ainda acredito que os maldosos são minoria e tem muita gente de boa intenção nesse mundo. <3
      Precisamos tomar cuidado, mas não podemos deixar de acreditar.

  15. 21/03/2019 at 14:01 — Responder

    Que tenso Patricia! Ainda bem que nada de pior aconteceu, só bens materiais e dor de cabeça né..
    E a pergunta que não quer calar: você voltou ou voltaria para a Bolívia? Querendo ou não fica um certo trauma né.

    • 24/03/2019 at 00:59 — Responder

      Lais,
      Foi dor de cabeça mesmo, mas o trauma está superado. Hoje ficam os aprendizados e a história para contar mesmo.
      Eu voltei pra Bolivia sim. Fui para Uyuni (via Chile) uns 3 anos depois do acontecido, mas para La Paz eu não voltei ainda. Iria sem nenhum problema.

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