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Preparativos para Torres del Paine

A viagem de Punta Arenas para Puerto Natales foi bem tranquila. Apenas umas 3h, sem cheiro de banheiro, sem paradas em aduana e sem transporte em balsas. O hostel dessa vez não ficava do lado, mas dava para ir andando. Umas 4 quadras.

Com minhas coisas acomodadas, fui ver logo a passagem de ônibus até El Calafate, a última viagem por terra. O próprio hostel fez contato com a agência e foi buscar o ticket. Cômodo, né! Se fosse assim desde o começo, teria ficado mal acostumada.
Eles me pediram alguns dados para comprar a passagem e a mulher da recepção ficou supresa por eu ser brasileira (até aí, nada de novo), mas gostei do comentário dela “Vc é brasileira? Mas o seu espanhol é fantástico! Nem parece os brasileiros que ficam aqui”. Não acho que meu espanhol seja tudo isso, mas já fico feliz por eles me entenderem bem.
 
Passagens resevadas, tive o resto da tarde para relaxar, arrumar minhas coisas e avançar no livro que trouxe. No final da tarde, um grupo se reuniu para que ela (a mesma mulher) explicasse sobre o parque Torres del Paine, a principal atraçao turística daqui.
O parque é enorme, mas apenas uma parte dele é aberta para visitação dos turistas. Na última semana de 2011, um incendio “acidental” foi provocado por um israelense (é o que dizem até agora) e com os ventos, que chegam até 130km/h, o fogo se espalhou rapidamente e cerca de 10-15% do parque foi queimado, boa parte da área aberta para a visitaçao dos turistas. Por esse motivo, grande parte do parque está fechado.
 
Quando planejei meu roteiro, estava decidida a fazer o tour no parque de ônibus. Sabia que as trilhas eram bem pesadas e de ônibus conseguiria ver muito mais pontos que a pé, apesar da experiência não ser a mesma. Porém, o passeio que seria de um dia todo foi reduzido a menos de uma manha, já que boa parte do parque está fechado, o que tornou o passeio caro e não valia mais a pena. Sem outra opção, decidi por fazer uma parte do parque apenas, e andando!
Decisão tomada, fui ao mercado comprar as coisas necessárias para o dia que viria. Água e alguma coisa para comer, que fosse leve, fácil e não precisasse de prepraro nem refrigeração, mas que sustentasse – sanduiches de queijo com salame.
 
De volta para o hostel, hora da janta. Era o dia da lasanha! Lasanha de salmão, bruschetas com creme de abobrinha e pimentão e uma taça de vinho, por 5 mil pesos (o que deve dar uns 17 reais). Chique e barato, para quem jantou cup noodles na noite anterior! Nesse jantar conheci as pessoas que iriam para a trilha no dia seguinte – um indiano e 2 americanas. E também um casal que está viajando com sua filhinha, um baby de 8 meses (como conseguem fazer uma viagem dessas com uma criança tão pequena??). Depois, hora de arrumar as coisas e descansar para o dia seguinte, que já sabia que seria longo e cansativo.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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