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Era para acontecer!

Nem toda viagem é perfeita, as vezes temos alguns acontecimentos que hoje rendem boas histórias, mas na hora foram uma grande dor de cabeça. Sabe aquela história de estar no lugar certo e no momento certo? Pois é…

Na verdade, o perrengue não aconteceu exatamente comigo, mas… veja a história que você vai entender.

Eu tinha acabado de chegar em Hanoi, capital do Vietnã, em um ônibus vindo de Sapa. Éramos 4 pessoas e isso eram 4 da manhã. Após dizermos não para uns 2 taxistas e uns 3 motoqueiros, fomos andando até o hostel onde estávamos hospedados antes.

Cada um tinha um plano diferente. Um ia ficar por ali, outro ia mudar hostel e eu ia para o tour em Ha Long Bay naquela mesma manhã. O horário agendado para me pegarem era às 8h e esse intervalo de 4 horas era o suficiente para me preparar para a próxima parada – fui para Sapa com uma mochila pequena (a grande ficou no hostel) e foi o tempo de desfazer uma mala, arrumar outra, tomar um banho e esperar o horário.

E lá estávamos todos sentados na recepção do hostel matando tempo conversando e mexendo no celular, quando minha amiga J, que estava no Brasil, me manda uma mensagem pelo facebook:

– Em que cidade do Vietnã você está?

–  Estou em Hanoi, por quê?

– Tem uma amiga minha ai na cidade e ela acabou de ser assaltada. Você pode ajudá-la?

– Claro! Como faço para encontrar com ela?

– Vou te passar o endereço que ela está.

 

Peguei o endereço e perguntei na recepção do hostel para ver se eles conheciam. A pessoa me disse que conhecia o lugar, mas era longe e como a essa altura eu tinha cerca de 1 hora antes de sair para Ha Long, fiquei meio sem saber o que fazer. Mandei essa informação para J, quando o pessoal que estava comigo no hostel decidiu sair para tomar café da manhã ali pertinho. Quando voltei tinha uma nova mensagem da J (eu dependia do wi-fi do hostel para me conectar):

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– Qual o endereço do seu hostel?

Passei o endereço para ela, que logo respondeu:

– Em quanto tempo você sai? Posso pedir para minha amiga passar ai?

– Pode, mas ela chega a tempo? Saio teoricamente em 10 minutos, se o transfer for pontual, o que duvido que aconteça.

– Pelo mapa vocês estão perto uma da outra. Vou falar com ela

–  Ok! Eu devia ter olhado o mapa e não ter perguntado na recepção!

 

Em alguns minutos chegou a K, toda afobada. Contou que voltou no ônibus das 4h da manhã de Sapa (provavelmente o mesmo em que eu estava) e pegou um moto-taxi para voltar pro hostel dela. Na hora que foi pagar o motoqueiro pegou a carteira dela e foi embora. 🙁 Com isso ela ficou sem dinheiro, sem cartão e com um grande problema para resolver.

Fica a dica: nunca carregue todo o seu dinheiro na carteira, deixe uns trocados para o dia e o restante em um lugar seguro (no cofre, na mala com cadeado ou no money belt). Tenha também um cartão reserva para emergências.

Peguei meu cartão do banco, atravessamos a rua e fomos no ATM que ficava do outro lado. O limite de saque no Vietnã é equivalente a 100 dólares por dia, então foi tudo o que consegui deixar com ela para pagar as contas até que o novo cartão chegasse.

Voltamos para o hostel e ficamos conversando. Ela parecia mais tranquila! Quando o transfer chegou, me despedi do pessoal e parti para Ha Long Bay. Achei uma coincidência incrível estar na mesma cidade, no mesmo dia e tudo ter acontecido nas exatas 4 horas que eu tinha em Hanoi. Aquilo que dizem de estar no lugar certo e no momento certo fez todo sentido. Era para acontecer!

 

Fica a dica: as cidades grandes do Vietnã, como Hanoi e Ho Chi Minh, não são lugares super seguros. Eu fui super advertida pela recepção dos lugares que fiquei – cuidado com suas coisas, ande com a bolsa cruzada no corpo, não deixe o celular no bolso da roupa, não mostre dinheiro e coisas de valor no meio da rua etc etc… A quantidade de avisos foi meio assustadora, mas na prática não achei tudo isso, basta ter os mesmos cuidados que é preciso para andar pelas ruas de São Paulo e não dar bobeira. O que choca de verdade nessas cidades é o trânsito! E não vá achando que qualquer paulista está acostumado com trânsito ruim, porque lá é insano mesmo (até você se acostumar).

Vietnã: motos em todo lugar
Vietnã: motos em todo lugar

 

 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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