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Os templos de Bangkok

Vai para Tailândia? Então provavelmente você deve passar por Bangkok, a capital do país. A cidade é vibrante, cheia de cores, cheiros e sabores e tem uma grande influência cultural e religiosa, mesmo com a grande quantidade de estrangeiros que vivem por lá.

Sugiro que você foque o tempo que tem no país no norte ou nas praias do sul (ou nos dois), mas a capital com certeza merece uns 2 ou 3 dias. Dedique um deles para conhecer os templos, os principais ficam todos concentrados na mesma região, o que facilita muito. Se tiver só 1 dia na cidade, este é o seu roteiro!

A principal atração de Bangkok é o Grand Palace e o Wat Phra Kaew, eles ficam um ao lado do outro e você visita os 2 com o mesmo ticket. Logo atrás fica o Wat Po e do outro lado do rio o Wat Arun.

 

Como chegar?

Isso depende muito de onde você estiver. Da Khao San Road e arredores dá para ir andando, cerca de 20 – 30 minutos. De qualquer outro lugar da cidade você pode recorrer ao transporte público.

Taxis e tuk-tuks são opções mais fáceis, porém não as recomendo. Além de serem mais caras, elas dão um certo trabalho e dor de cabeça, dependendo do caso. No caso dos taxis, insista para que o taximetro seja ligado, para os tuk-tuks tenha uma noção do que seja um valor justo a ser pago pela corrida. Em ambos os casos, não é raro que os motoristas façam paradas no meio do caminho em lojas com preços inflacionados onde eles vão ganhar comissão sobre tudo o que você comprar.

A melhor forma é pegar o BTS (Skytrain) ou o MTS (metrô) mais perto de onde você estiver e seguir em direção a estação Saphan Taksin, que fica na Silom Line (verde escura) do Skytrain. Esse trajeto vai custar entre 25 e 50 baht ($0,75 – $1,50), o valor varia conforme a distância. Chegando na estação, siga as placas que indicam Sathorn Pier para pegar o ferry que leva até o  Tha Tien Pier.

Existem 3 tipos de ferries: o público, o turístico e o engana turista. O público é a opção mais lotada (dependendo do horário) e demorada, uma vez que ele vai parando em todos os piers ao longo do rio. É uma boa alternativa para uma experiência local, pois é esse meio de transporte que os tailandeses usam, e a viagem custa 15 baht ($0,45). O turístico para em 2 ou 3 pontos antes de chegar no Tha Tien, muito mais rápido, e inclui um guia que fala sobre as construções que ficam ao longo do rio, dá informações de transportes locais, lugares para visitar etc. O valor é de 40 baht para uma viagem ($1,20) ou 150 baht para o passe de 1 dia ($4,50). Apesar de mais caro, vale pegar esse barco uma vez pelas informações, caso você seja novato em Bangkok. Ambos os tickets (ferry público ou turístico) são comprados direto no guinche que fica no próprio píer ou dentro do barco, caso alguém te aborde em outro lugar oferecendo transporte para o Grand Palace (e isso pode incluir passeio pelos canais, floating market etc) há grandes chances de que você acabe parando no barco engana turista, cujo valor vai ser entre 300 e 1.000 baht. Fuja dele e fica dica: o passeio até o floating market de Bangkok não vale a pena (não confunda com o tour que leva ao floating market nos arredores da cidade, que apesar de bem turístico é interessante).

Uma vez no Tha Tien, caminhe até o Grand Palace ou Wat Po. Para o Wat Arun é preciso pegar outro ferry que parte do mesmo local e crua o rio, a passagem custa 3 baht ($0,09) cada trecho.

 

Dicas

Existem regras de vestimenta para entrar nos templos, respeite os locais, a religião e a devoção que eles tem a Budha. É preciso cobrir os ombros e as pernas, porém tenha em mente que o calor de Bangkok é insuportável. Vista roupas leves e confortáveis, esqueça a calça jeans a não ser que você queira cozinhar durante o dia. Se não quiser passar o dia “vestido para o templo”, compre uma calça de malha nas barraquinhas da rua (antes de ir, não deixe para comprar nos arredores que os preços são mais altos), que tem um tecido mais leve, ou garanta um sarong para amarrar na cintura e cobrir as pernas. Para os ombros, pode ser uma camiseta de manga curta ou um lenço mesmo. Em último caso, na entrada dos templos existem roupas que podem ser alugadas (eu acho um gasto perfeitamente evitável se você se preparar antes) ou emprestadas (você deixa um depósito e o recebe de volta quando retornar a roupa). O detalhe é que essas roupas são passadas de uma pessoa para outra, duvido muito que elas sejam lavadas a cada uso e lembre-se que faz calor e as pessoas transpiram. Tudo depende do seu nível de nojo de usar uma roupa suada de um desconhecido.

Em algumas áreas dos templos é preciso tirar os sapatos para entrar. Só um aviso para você não ir com aquela meia suja e furada ou com aquele sapato que te toma 10 minutos para calçar mais 10 para tirar. Chinelos são perfeitamente ok, inclusive a maioria das pessoas por lá tem eles nos pés.

Detalhe do Wat Arun

 

Não dê atenção para pessoas que vierem falar com você nos arredores, principalmente motoristas de tuk-tuk. Muitos vão te oferecer ajuda e durante a conversa dizer que o templo está fechado, mas que ele pode te levar para fazer outro passeio. Isso é mentira e o seu passeio vai acabar em uma loja cara em que ele ganha comissão. Cuidado com as ofertas de visitas guiadas na rua também, saiba muito bem o que você está contratando na rua. Se quiser as explicações, junte-se a um tour de alguma agência, pegue um audio-guide, contrate um guia oficial nos templos ou chegue nos horários das visitas guiadas gratuitas.

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Preste atenção aos horários. No geral os templos fecham às 18h, mas o último ingresso para o Grand Palace é vendido às 15h30. Programe-se para ir pela manhã ou no começo da tarde.

 

 

Wat Arun

Esse é o templo que fica do outro lado do rio. A entrada tem o valor de 50 baht ($1,50) e o templo não é muito grande, porém vai te exigir um certo esforço físico.

Sua arquitetura é mais rústica e em tons de marrom, não demonstra tanta ostentação quanto os outros, mas vale a visita. São 3 lances de escada até o topo, o primeiro é bem fácil, o segundo é ok e para o terceiro você vai precisar de força nas pernas e ajuda do corrimão, mas o desafio mesmo é descer. Os degraus são altos, estreitos e a inclinação é bem considerável. Se você tem problemas com altura, vertigens etc, considere ficar no segundo estágio. Lá de cima a vista do rio é bem bonita, especialmente a noite, quando a cidade se ilumina.

Wat Arun. Repare nas escadas.

 

 

Wat Po

Também conhecido como templo do budha deitado ou reclinado (ou sleeping budha). A entrada custa 100 baht ($3,00) e inlcui uma água gelada de graça.

Logo ao entrar, siga para o local onde fica o budha e prepare-se para falar: wow! Mesmo sabendo que ele é grande, não tem como não dizer wow! na hora. O local perto dos pés é o mais disputado para fotos, pois é de onde se tem uma visão do seu corpo por inteiro e não deixe de reparar nos detalhes incrustados em madrepérola. É possível trocar 20 baht por um monte de moedas para colocar uma em cada um dos 108 potes que ficam atrás do budha, esse ritual lhe trará boa sorte e ajudará na manutenção do local.

Há ainda outras áreas que podem ser visitadas no mesmo templo, como uma cheia de chedis (são torres em forma de sino).

O Budha Reclinado gigante do Wat Po

 

 

Wat Phra Kaew e Grand Palace

Esse é parada obrigatória para todo mundo que passa por Bangkok. O lugar é lindo! A entrada é um pouco salgada, 500 baht ($15,00), que inclui também acesso a 3 museus. Lembre que o local fecha cedo, às 15h30.

Planeje-se para ir uma das visitas guiadas gratuitas (em inglês), pois assim dá para conhecer um pouco do significado dos inúmeros detalhes e história de cada construção. Elas partem às 10h, 10h30, 13h e 13h30, depois que passar pelo controle do ingresso procure o balcão que fica do lado esquerdo para se inscrever, basta assinar uma lista com seu nome e país de origem.

O que mais impressiona no Wat Phra Kaew é a mistura harmônica entre construções de diferentes épocas e diferentes estilos, entre eles estão os da Tailândia, Camboja, Sri Lanka e China. Algumas delas são do reinado do Rama I (1782 – 1809), outras são mais recentes. Apesar de antigas, tudo parece muito bem conservado, pois o local está em constante restauração e muitas das peças originais estão nos museus para serem preservadas.

Os demônios que protegem o Wat Phra Kaew

 

A principal atração do templo é o Budha Esmeralda. Na verdade ele é feito de jade e não é grande em tamanho, mas é uma das peças mais importantes da Tailândia e fica exposto sobre uma “montanha de ouro”, um altar com milhões de detalhes e oferendas. Ele troca de roupa a cada estação – inverno, verão e estação de chuvas (tenha em mente que no inverno a temperatura média é de 30 C) – em cerimônias conduzidas pelo rei. Algumas das construções fecham aos finais de semana, outras só abrem em datas específicas e comemorações especiais.

Ao sair do Wat Phra Kaew, siga para o Grand Palace. Não é possível voltar para o templo depois, certifique-se de que sua visita está completa. O lugar foi residência da família real e é pura ostentação, mas hoje é usado para cerimônias oficiais apenas. Mesmo a família não estando lá, as formalidades e tradições permanecem, como o ritual da troca de guardas, pro exemplo. Não é possível entrar no palácio, mas apenas sua arquitetura em estilo britânico com telhado em estilho tailandês e o super bem cuidado jardim valem a pena.

O ingresso dá direito a visitar 3 museus. Eles ficam um pouco escondidos e muita gente não vai. São eles: Queen Sirikit Museum of Textiles, Wat Phra Kaew Museum e The Royal Thai Decorations and Coins Pavilion.

Grand Palace com sua arquitetura britânica e tailandesa

 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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