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Onde se hospedar em Ubud

Se você não leu o post onde eu falo de Ubud, clique aqui e leia, pois ele está cheio de dicas sobre a região. Eu passei uma semana em Ubud e fiquei hospedada em um hostel que valeu muito a pena! Limpo, barato e ótimos staffs.

O lugar  chama Hostel Ubud. Veja aqui a minha avaliação do local:

O Hostel Ubud fica na Jalan Dewisita. Uma característica dos endereços de Bali é que você vai ter só o nome da rua, não existem números, então foi um pouco difícil encontrá-lo por este fato e também porque eu cheguei lá a noite e bem em um dia que a região estava sem luz. Tenha como referência o restaurante Bamboo, o hostel fica no segundo andar, e um campo de futebol que fica em frente.

A região central de Ubud não é muito grande, então a localização não é lá um grande diferencial. Mesmo assim, existem ótimos restaurantes há 5 minutos ou menos de caminhada (convenhamos que andar 20 minutos para jantar e mais 20 para voltar todo dia não é lá muito bom, tem dia que dá preguiça). O Ubud Market fica na rua do lado e o Ubud Palace, onde acontecem shows de dança, há 2 quadras.

Do aeroporto é uma viagem de cerca de 1 hora e um taxi custa Rp 250.000 (20 dólares). Vale lembrar que taxis são negociáveis e vale pechinchar com o motorista. No aeroporto mesmo me ofereceram por Rp 300.000 e como eu não sabia dessa política da pechincha acabei pagando.

Escada que dá acesso ao hostel, no andar de cima do restaurante

 

O hostel é super novo, eu fiquei lá no mês de julho/2014 e a propriedade tinha 3 meses apenas. São 2 donos, uma japonês e um balinês, que são super simpáticos e estão sempre por lá para ajudar no que for preciso. Eles me adoraram e teve noites que me chamaram para tomar chá ou cerveja com eles, além de me darem diversas dicas de passeios, locais para comer etc. Os staffs não são diferentes, super gentis e sempre de bom humor e com um sorriso no rosto.

Há apenas um quarto com 8 beliches e o banheiro é compartilhado. Os 2 chuveiros tem água quente e as camas são arrumadas todos os dias. Teve dias em que eu acordei tarde ou passei a manhã no hostel e vi eles limpando os banheiros, o quarto e arrumando as camas. É tudo limpinho e organizado.

O quarto
O quarto

 

O wi-fi é gratuito, rápido e funciona no quarto se você estiver em uma cama perto da porta. Como eu fiquei na última cama do quarto o sinal era bem fraquinho, mas nas áreas comuns ele funciona perfeitamente (com exceção do dia que eu cheguei que estava sem luz).

Há também toalhas e pequenos lockers, mas são cobrados a parte. Minha dica para todos que se hospedam em hostels é: leve sempre a sua toalha, pois nem todos oferecem sem custo, e guarde suas coisas de valor sempre! Se não quiser pagar o locker, guarde dentro da sua mala e tranque com cadeado. Hostels geralmente são lugares com uma segurança ok, mas você nunca sabe quem está dormindo do seu lado e tenha certeza de que o local não vai se responsabilizar por nada que sumir. Eu nunca tive problemas, mas também nunca dei chance para o azar.

O hostel não tem muitas opções de serviço. Para lavanderia eles indicam um local que fica na rua do lado e é barato, Rp 15.000/kg (cerca de 1 dólar). Também não têm serviço de alimentação próprio, o que quer dizer que o café da manhã não está incluso. O restaurante Bamboo, no andar de baixo, serve café da manhã por um preço justo e há outras opções de restaurantes pela região também.

Vale um adendo para esse restaurante. A comida é local e gostosa, eles têm opções de pratos ocidentais também, mas não provei nenhum. Os preços são bons, talvez um dos menores da região, porém a limpeza deixa a desejar. E horários de menos movimento não é difícil ver baratas e ratos passando por lá. Não tenho nenhum problema com comida, mas todos com baratas, depois que as vi parei de comer nesse lugar. Vale ressaltar que nunca vi nenhum desses bichinhos no andar de cima, onde fica o hostel.

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Outro ponto sobre o restaurante é que em alguns dias tem uma banda que toca lá. Todo o som chega no andar de cima, principalmente nas áreas comuns. Nos quartos ele chega bem abafado, mas assim chega. Então pode ser que em algumas noites seja um pouco barulhento (impossível fazer uma chamada no Skype, eu comprovei isso), mas a banda toca até umas 10h ou 11h da noite, não vai madrugada a dentro, e não são todos os dias.

Restaurante Bamboo, no andar debaixo do hostel

 

Uma coisa que vale muito a pena é usar e abusar da mocinha que fica na recepção durante o dia (a recepção é 24 horas). Ela é uma fofa e me ajudou muito! Todo dia eu ia falar com ela com uma lista de dúvidas. Pedi para ela reservar diversos passeios e transportes e eles já têm preços negociados, o que para mim é ótimo, pois eu odeio ficar pechinchando. No começo é divertido, mas depois de um tempo vou dizer que cansa, isso não faz parte da nossa cultura. Vou dizer que para mim essa é a maior vantagem do hostel e eu economizei uma bela grana sem saber.

Vou deixar 2 exemplos de valores de tours que contratei pelo hostel: para a escalada do Mont Batur, um dos vulcões da região (aqui eu conto como foi), eles me cobraram Rp 350.000 (30 dólares), isso foi o primeiro valor e eu nem tentei negociar porque achei que tours tinham preços fixos (depois descobri que não). Quando o transfer passou para me pegar, entreguei o voucher para o guia e ele me disse “não comente o preço que você pagou com as outras pessoas do grupo. Você pagou muito mais barato que eles”. Depois entrei no site da empresa para colocar o link aqui no blog e vi que o preço que eles divulgam lá é de 40 dólares. Vale lembrar que 10 dólares lá é dinheiro e dá pra fazer muita coisa.

Outro exemplo foi o transfer para Gili islands. Contratei com o hostel o trecho de ida e volta, que inclui uma van que me pegou no hostel, me levou até o porto, o barco para Gili T, o barco de volta para o porto e a van de volta para o lugar que eu quisesse – Ubud, Kuta ou Jimbaran. O valor que eles me cobraram foi de Rp 450.000 (38 dólares) para os 2 trechos. Em um dos tours que fiz conheci duas meninas que negociaram o mesmo trajeto por Rp 700.000 (60 dólares) e acharam que fizeram um bom negócio. Na van a caminho de Gili conheci uma americana que disse que contratou o transfer em uma banquinha de rua e o valor inicial foi de Rp 1.000.000 (1 milhão de rúpias = 86 dólares), mas ela conseguiu negociar pelos mesmos Rp 700.000.  Em outros blogs o valor apresentado é de cerca de 50 dólares cada trecho. Se lá em cima eu disse que 10 dólares é dinheiro em Bali, imagina essa diferença toda!

Eles também têm tours próprios, se você perguntar. Disse que queria conhecer os templos e o dono arranjou um dos funcionários para me levar de moto em 3 deles e também no terraço de arroz. O valor foi de Rp 150.000 para meio-dia de tour (13 dólares). O valor que se encontra nas ruas para tours de meio-dia em vans, em grupos de 10 – 15 pessoas, varia entre Rp 100.000 e 250.000. E tour em van quer dizer seguir o roteiro e os horários do grupo. Se você gostou de um lugar e deu o horário, azar o seu, é hora de ir embora. Se quer passar um tempo na lojinha para comprar alguma coisa e deu o horário, azar o seu, não compre ou perca a van. Se não gostou do lugar e quer ir embora, mas não deu o horário, azar o seu, fique esperando.

Caso queira uma opção de tour que eles não tenham, na Jalan Gootama, a mesma dos restaurantes, tem uma banquinha de rua que oferece diversos passeios também e as pessoas que trabalham lá são simpáticas (fica a dica: banquinha na rua é o que mais tem, mas tem umas que o atendimento é péssimo). Contratei alguns tours com eles também.

A melhor parte do hostel é o valor da diária. Na época eu paguei Rp 100.000/dia (cerca de 8 dólares) para um lugar novo, limpo, com bons staffs, bons preços de tours e com boas opções de serviços e restaurante a uma curta caminhada. E vale dizer que fui em alta temporada!

Obs.: A recomendação do hostel é porque eu me hospedei lá e gostei. Paguei minha hospedagem normalmente, sem descontos ou benefícios. Este não é um post patrocinado.

 

Para fazer sua reserva no Hostel Ubud, clique aqui.

 

* O blog Bagagem de Memórias é afiliado do Booking.com, isso quer dizer que recebemos uma comissão a cada reserva feita por meio dos nossos links. Se você acha que o blog traz boas dicas para as suas viagens, uma das formas de nos ajudar é esta. Você não irá pagar nenhuma taxa extra por isso, o valor será o mesmo apresentado em uma pesquisa feita no Booking.com.

 

* As fotos foram retiradas do Trip Advisor.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

2 Comments

  1. Bianca
    07/03/2017 at 18:56 — Responder

    Olá Patrícia, Bali está entre um dos destinos do meu roteiro e estou adorando as suas dicas.
    Comecei a ler tudo agora, vc acha que 3 dias são suficientes em Ubud? Tenho até 6/7 dias em Bali, quero usar 3 dias p/ Gili Islands, vc acha que está bom?
    Quais os lugares mais que vc recomenda?
    Muito obrigada 🙂

    • 08/03/2017 at 14:48 — Responder

      Oi Bianca,

      Fico muito feliz em saber que as dicas estão te ajudando a planejar sua viagem! <3
      Bali é um lugar encantador, Ubud em especial.
      Depende muito o que vc busca. Ubud é mais cultural, vc pode ver templos, dança, fazer aula de yoga, de culinária, pedalar pelas plantações de arroz. Se vc gosta dessas coisas, esse é o seu lugar.
      As praias de Bali são super famosas, mas minha sincera opinião é que as de Gili são mais bonitas, mais preservadas e mais tranquilas.
      Como seu tempo é curtinho, acho que 3 dias em cada é uma boa divisão sim.

      Espero ter te ajudado. Qualquer dúvida, me chama aqui.

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