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O Lago Titicaca

Cheguei em Puno 3 dias atrás. No comeco não senti os efeitos da altitude, mas na hora de dormir achei que minha cabeça ia explodir! Pequeno detalhe perto de eu não conseguir respirar. Lembrei das minhas aulas de mergulho com 1 tonelada de equipamentos nas costas (quem disse que oxigênio não pesa?) afundando na água e eu não conseguindo respirar, nada que inspirar bem fundo e contar até 10 não resolva (isso pq já tinha tomado umas 4 xícaras de chá de coca). Desesperos a parte, fomos jantar em um restaurante de comida típica e com show de música e dança. Foi bem legal!

O Lago Titicaca

No dia seguinte fizemos o passeio pelo Lago Titicaca. O lago é gigantesco! 3 horas de barco e chegamos na Isla Taquile, onde a comunidade local nos mostrou como eles utilizam as plantas locais, utensílios de agricultura feitos por eles mesmos e os costumes da ilha. É incrível ver que as pessoas pararam no tempo! Eles tem um hospital local, mas não usam pq existe um chamam. Outra curiosidade é que eles diferenciam casados e solteiros através do chapéu que usam. Almoçamos por lá mesmo (uma truta ótima!), e fomos dar uma  voltinha pela ilha. Considerando a minha super resistência e a altitude, até que aguentei bem a 1 hora e meia de caminhada, e o visual compensou. Maravilhoso! 
O Lago Titicaca

O Lago Titicaca

O Lago Titicaca

O Lago Titicaca

O Lago Titicaca

Depois disso fomos para uma outra comunidade. Chegando lá fui descascar batatas! Tivemos que ajudar a preparar nossa janta, e depois de comer eles nos vestiram com roupas típicas e tivemos uma festinha com muita música (que eles mesmo tocaram) e dança em volta da fogueira! Foi bem divertido! Dormimos nas casas da propria comunidade. Homestay no Peru! Era tudo bem simples. Me deram uma garrafa de água quente para tomar banho (que eu usei só para lavar as mãos) e a descarga do banheiro funcionava a base de baldinhos de água.
O Lago Titicaca
Acho que nunca dormi em um lugar tão silencioso, e para minha surpresa quando fui ao banheiro no meio da madrugada, a água do balde estava congelada! (não passei frio durante a noite, aliás, mal conseguia me mexer com o peso de tantos cobertores em cima de mim). 
Aproveitei para parar por um momento entre o quarto e o banheiro (uma casinha do lado de fora) para olhar para cima. Estava em um lugar isolado da civilização, longe das luzes das cidades, sem poluição, sem barulho, e a 4 mil metros acima do nível do mar. Lá o céu parece mais estrelado, e as estrelas maiores e mais brilhantes! 
 
Tomamos o café da manhã (omelete com batatas e chá) e nos despedimos da nossa familia.
O Lago Titicaca
O Lago Titicaca
A manhã foi para conhecer as ilhas  flutuantes de Uros. São ilhas de plantas,feitas pelos próprio moradores. A ilha é toda feita de planta mesmo, e as casas e barcos também! Tudo isso se decompõe dentreo de algum tempo, então é preciso repor as plantas todos os meses, antes da casa desaparecer e todos afundarem no lago! Curiosidade moderna – andei no barco feito de plantas, e para deixar mais leve, durar mais tempo e ajudar a não afundar, eles utilizam 2 mil garrafas PET embaixo do barco!
O Lago Titicaca

O Lago Titicaca

O Lago Titicaca

O Lago Titicaca
A tarde fomos em um local onde a alta classe dos incas era “enterrada”. Não eram enterrados, assim como os egípcios, eles eram mumificados e “gurdados” nas “pirâmides” junto com seus pertences. Nesse caso as pirâmides eram como torres. E ainda tivemos tempo de conhecer uma fazenda local, onde vi as primeiras lhamas!
O Lago Titicaca
No outro dia fomos para o Condor Hill, um lugar lááá em cima (bota em cima nisso), que tem uma ótima visão da cidade e do lago Titicaca. Sobrevivi a mais uma etapa, mas é óbvio que tive que parar umas 10 vezes no meio do caminho para respirar um pouco. Além das ladeiras, tinha uma escadaria gigantesca para chegar!
O Lago Titicaca
O Lago Titicaca
Continuo em Puno pq os peruanos resolveram fazer uma greve, as estradas estão fechadas e não conseguimos sair da cidade. Já deveria estar a caminho de Cusco, mas vamos tentar ir hoje a noite.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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