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Museu do Amanhã, o futuro que vamos construir

O novo queridinho do Rio abriu suas portas no final de 2015. Mais que um museu de ciências, o Museu do Amanhã chegou para revolucionar, sendo o primeiro museu de terceira geração do mundo. Baseado nos pilares da sustentabilidade, tecnologia e inovação, ele nos conduz por um percurso cheio de perguntas que nos levam a pensar no amanhã, que é construído por todos nós a partir de agora.

A construção

O prédio por si só já é um monumento. Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava com uma proposta moderna e sustentável, o desenho foi inspirado nas bromélias do Jardim Botânico da cidade e em costelas de baleia.

O Museu do Amanhã possui certificação Leed, concedida pelo Green Building Council, que atesta a construção sustentável. A água da Baía de Guanabara é utilizada na climatização do museu, em seguida a mesma, ainda refrigerada, vai para o espelho d’água antes de ser devolvida para o seu local de origem. Além de deixar o lugar visualmente bonito, esse espelho esquenta a água para que a diferença de temperatura não cause danos ambientais.

O telhado do prédio possui pás com placas solares que se movimentam para proporcionar maior captação de luz, que é convertida em energia elétrica. As grandes janelas de vidro e a disposição de seu interior foram pensadas para que a iluminação natural fosse melhor aproveitada.

O museu é uma das âncoras do projeto Porto Maravilha, que visa revitalizar a área portuária do Rio de Janeiro. Também fazem parte desse projeto o MAR (Museu de Arte do Rio) e a implantação da linha do VLT que liga o aeroporto de Santos Dumont à rodoviária.

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Arquitetura, inovação e sustentabilidade em uma mesma construção

 

O que queremos para o amanhã?

Essa é a principal reflexão que a visita ao museu gera. Pensar no amanhã como um futuro em que vamos chegar e que todos colaboramos ativamente para construir. A proposta é exatamente esta: mudar a nossa forma de pensar, transformando-nos em pessoas mais conscientes da consequência de cada ato.

São cinco áreas na exposição principal que proporcionam a reflexão de cada tema, sempre de forma interativa. A primeira delas, o Cosmos, nos questiona de onde viemos, com um filme 360graus que inicia com o Big Bang e nos mostra que estamos conectados ao universo.

A segunda área, chamada Terra, divide-se em 3 grandes cubos com os temas matéria, vida e pensamento. A reflexão aqui é sobre quem somos, a partir de imagens do planeta, da obra de arte Oceanos, que mostra que tudo está em constante movimento, de informações sobre o ecossistema e de sentimentos e momentos em comum, retratados em diferentes culturas.

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Diversidade cultural também é abordada na visita

O Antropoceno é a área que carrega a principal mensagem e traduz onde estamos. São 6 totens em formato de pirâmide com conteúdo audiovisual atualizado em tempo real e que mostram a grande evolução da humanidade, principalmente nos últimos 70 anos, o quanto utilizamos de recursos do nosso planeta e qual o impacto que isso tem. Mudanças climáticas, degradação ambiental, espécies em extinção, colapso social etc.

A pergunta da área Amanhãs é para onde vamos. Com foco nas grandes tendências globais, explora temas como mudanças climáticas, o aumento da população mundial, a integração e diversidade cultural, a alteração dos biomas, produção e consumismo e expansão do conhecimento, tudo por meio de jogos. 

A última área, Nós, exercita a imaginação com seu objeto principal: um churinga, uma ferramenta utilizada pelos aborígenes para associar o passado ao futuro. Que legado deixamos para as próximas gerações? A construção do futuro começa agora, com as escolhas que fazemos hoje.

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Todo o conteúdo é apresentado em português, inglês e espanhol. Durante todo o percurso há displays com informações complementares. Além da exposição principal, o museu possui 3 espaços para exposições temporárias.

Como presente final, o percurso termina com a vista do espelho d’água e da escultura Puffed Star II, do artista norte-americano Frank Stella.

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Puffes Star II e o espelho d’água

 

Museu do Amanhã

Site oficial: www.museudoamanha.org.br 

Endereço: Praça Mauá, 1 – Centro. Rio de Janeiro, RJ

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h

Entrada: Inteira: R$ 10,00 | Meia-entrada: R$ 5,00 | Gratuidade: estudantes e professores da rede pública, menores de 5 anos e maiores de 60 | Entrada grátis às terças-feiras
Bilhete Único dos Museus – Museu do Amanhã + MAR (Museu de Arte do Rio): R$ 16 inteira | R$ 8 meia
Mais informações sobre entrada aqui  | Venda de ingressos online

Como chegar: de metrô até a estação Cinelândia + VLT até a estação Parada dos Museus
Não há estacionamento no local. O museu possui 120 vagas para bicicletas.

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Museu do Amanhã, visto do terraço do MAR

 

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The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

14 Comments

  1. 13/09/2016 at 17:27 — Responder

    Querendo viajar novamente pro Rio só por conta desse museu lindo!

    • 14/09/2016 at 12:58 — Responder

      Vá sim, Daiana! O museu vale a visita. =]

  2. 31/12/2016 at 10:48 — Responder

    Além da arquitetura impressionante, é boa a proposta do museu para nos levar a refletir sobre o futuro.
    Muito interessante as exposições. Esta na minha lista numa proxima visita ao Rio.

  3. 01/01/2017 at 15:05 — Responder

    Esse museu parece ser sensacional mesmo, cada vez que leio sobre fico com mais vontade de conhecer fico de longe passando vontade haha A última vez que estive no Rio foi em 2009 e numa proxima vez vou com certeza querer conferir essas novas atrações.

  4. 01/01/2017 at 16:07 — Responder

    Eu tô me devendo uma visitinha nesse museu desde a inauguração. Tentei logo que abriu, mas as filas estavam impossíveis, então fui deixando pra depois e acabou que não fui ainda. Mas seu post me deixou cheia de vontade de ir urgentemente! A proposta do museu é incrível, acho a proposta arquitetônica fantástica, e quero muito poder aproveitar isso ao vivo o quanto antes!

    • 02/01/2017 at 12:13 — Responder

      Esse museu me impressionou!
      Logo que abriu, realmente as filas estavam impossíveis, mas a gora está bem mais tranquilo.

  5. 01/01/2017 at 16:15 — Responder

    Esse museu é mesmo um espetáculo, quero muito conhecê-lo assim que voltar ao Rio. Achava essa parte da cidade bem caída, mas com a revitalização ficou tudo muito lindo! Gostei também que o preço é bem convidativo!

    • 02/01/2017 at 12:14 — Responder

      Essa revitalização foi fantástica, né? Transformou um lugar super abandonado e perigoso da cidade em um local agradável e cheio de atrativos.

  6. 01/01/2017 at 17:20 — Responder

    Quero voltar para o Rio de Janeiro só para ir nesse museu. Espero que museus como este conscientizem mais as pessoas sobre a importância da preservação do nosso planeta e sobre essas mudanças climáticas que tanto nos afetam 🙁 Adorei
    Feliz 2017. Beijos

    • 02/01/2017 at 12:15 — Responder

      Essa é a ideia. Se todos fizerem um pouquinho, nosso mundo vai sofrer muito menos.
      Feliz 2017 para vc tbm!

  7. 01/01/2017 at 18:15 — Responder

    acho a estrutura desse museu animal, mas nunca tinha me perguntado realmente sobre a questão do “amanhã”. achei legal como vc explicou, ficou bem claro como são as seções!

    • 02/01/2017 at 12:16 — Responder

      =]
      O museu é lindo por fora e por dentro, super tecnológico e com uma proposta muito bacana. Tem que ir!

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