Oceania

Mudaram as estações…

…nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre sem saber que o pra sempre sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em vocês
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar, agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
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Voltei para assistir a Copa aqui do Brasil, porque com certeza vai ser muito melhor! Aliás, viram que engraçado? Brasil, Japão e Austrália no mesmo grupo. Já me perguntaram pra quem eu vou torcer, a resposta é óbvia, não? Pra Croácia!
Hoje é o meu sexto dia no Brasil. Fui matar as vontades de comer comida brasileira, esse é o melhor lugar do mundo pra comer, sem discussões! E não existe lugar como Sampa… trânsito, filas, favelas, já vi um policial descer armado do carro e prender uma pessoa. Pois é, bem-vindo a São Paulo!
Muitos me perguntaram se eu estou feliz aqui. É sempre bom viajar, mas é muito bom voltar pra casa também! Mas eu estou triste por não estar mais lá, parece que acordei de um sonho e estou de volta a realidade. Depois que se se está adaptada a algum lugar, é difícil abandonar tudo. A intenção de ir pra lá foi dar a cara pra bater mesmo, afinal, a melhor escola é a escola da vida, não?
 
Mas eu nunca imaginei que fosse pra Austrália para aprender koreano (muito pouco, na verdade) e pra comer comida indiana. Agora eu sou 1/4 japonesa, 1/4 koreana, 1/4 indiana, e o outro 1/4 quem sabe brasileira. Conhecer outros lugares e outras culturas é muito interessante, mas o melhor de tudo é conhecer as pessoas que vivem nessa cultura “diferente”.
E essas pessoas… o grande problema de viajar é fazer amizades com pessoas de muito longe. Não que isso seja realmente um problema, mas manter contato é mais difícil. Bom, hoje a internet ajuda muito, mas não é a mesma coisa. Mas eu acredito que vou encontrá-los de novo, algum dia, em algum lugar. Com certeza algumas amizades que fiz lá são para vida toda!
Não só as amizades, mas as memórias! Quantos lugares, viagens, festas e churrascos (muitos!), mesmo as aulas (de ressaca!). Até as coisas ruins e momentos difíceis, hoje são engraçadas de lembrar. O tempo que fiquei na NZ vai ficar na memória pra sempre, o tempo que fiquei na Austrália vai ficar no coração.
Para as pessoas que pensam em viajar, mas estão em dívida, segue meu conselho: se tiverem a oportunidade, não pensem 2 vezes. Arrume logo as malas e vá embora! Não se prenda a amigos, trabalho, namorados(as), família, ou seja lá o que for. Uma coisa que me disseram antes de eu sair daqui: O que você tem aqui já é seu. Você tem o resto do mundo pra conquistar! E hoje eu digo: O Brasil é minha casa, o mundo é o meu quintal. E o meu quintal é grande, tenho muitos lugares para conhecer ainda!
Mas eu não terminei de contar o final da viagem. Sai da NZ dia 24/05 às 17h, cheguei no Chile 12h30 do mesmo dia (quem disse que é impossível voltar no tempo?) e depois de 2 horas de espera, embarquei rumo a SP.  depois de 18 horas de viagem, cheguei em Guarulhos às 19h40 do dia 24/05, pouco mais de 2 horas depois do horário que eu sai. Isso que é economia de tempo!
 
Dessa vez não procuraram bombas na minha bolsa, não perguntaram se eu tinha drogas, não me pararam no raio-x. Nem olharam meu passaporte – “você é brasileira? Pode passar”.
So sorry para quem me pediu koalas, cangurus, ovelhas, kiwis, etc. Eles ficaram por lá, não me deixaram embarcar.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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