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Memórias da Viagem: Sydney (por Michel Zylberberg)

O Memórias da Viagem de hoje conta com a participação do Michel Zylberberg, autor do blog Rodando pelo Mundo, que conta um pouco do seu intercâmbio para Sydney, na Austrália. Confira aqui as memórias que ficaram desta época tão especial no país dos cangurus!

Veja também os outros posts da série Memórias da Viagem, feitos por convidados. Quer participar? Entre em contato conosco.

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  • Memórias da viagem para… 

…a Austrália, país que escolhi para estudar e trabalhar em 2005, depois de ter acabado a faculdade no Brasil. Foi lá que acabei conhecendo minha esposa italiana e um paraíso que me reservou apenas belas surpresas. Uma delas foi ter conhecido pessoalmente uma tal Patricia Takehana, vocês que acompanham o Bagagem de Memórias devem saber quem é ela 😉

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  • Roteiro na bagagem

Como tinha um amigo morando em Manly Beach (Sydney), acabei indo morar na mesma casa. A minha escola também era em Manly e para fazer uma grana acabei arrumando vários bicos na região. Já aconselhei vários amigos a morarem lá e todos gostaram muito. Caminhar pelas praias ao redor, fazer um churrasco em Shelly Beach, nadar em Collins Beach ou Little Manly, ir para outras praias famosas, pegar um ônibus e passear pela região ou pegar o ferry e ir até a Opera House e a Harbour Bridge… enfim, era só sair de casa em qualquer direção que a o passeio já valia o dia!

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  • Compartilhando memórias

Fui sozinho, mas fiz muitos amigos na escola e nos lugares nos quais trabalhei. Existem muitos brasileiros morando lá e a maioria dos amigos que fiz (inclusive os gringos) mantenho o contato até hoje. Foram meses super especiais e, como havia falado, acabei encontrando minha alma gêmea italiana e hoje moramos na Suíça e temos uma gringuinha linda de 2 anos.

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  • Transporte da bagagem

Nunca viaje com as Aerolineas Argentinas para a Austrália, foi o pior voo da minha vida em todos os aspectos. Tanto que chegando lá eu liguei pro meu pai e a primeira coisa que disse foi que não voltaria para o Brasil com a Aerolineas de novo. A única coisa que salvou foi ter viajado – literalmente – até o outro lado do mundo. Teve uma escala no Chile e uma na Nova Zelândia, parecia interminável. Não tenho problemas com voos, mas talvez tenha sido o único aspecto negativo de toda a viagem. O retorno foi bem mais tranquilo, já que viajei para Cingapura, Bali e Tailândia antes de desembarcar na Europa.

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  • Por que Sydney?

Um sonho realizado, acho impossível definí-lo de uma outra forma. Minha mãe mesmo me falou um tempo atrás “agora eu sei porque você queria tanto ir para a Austrália”, foi o lugar onde amadureci, onde aprendi o que é viver do próprio suor, como é importante trabalhar e como é difícil cuidar de tudo sozinho – ainda mais sendo um imigrante e não dominando a língua local. E foi onde encontrei minha esposa, a outra metade da laranja na outra metade do mundo. O clima, o estilo de vida (praia, calor, festas…), o crescimento econômico, a experiência de outros amigos… são tantas coisas que nos influenciam, mas sempre fez e vai sempre fazer parte do meu DNA, quem sabe eu tenha sido um prisioneiro Inglês que foi deportado lá em uma outra vida. 🙂 Um dia ainda volto pra terra dos cangurus…

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  • Principais memórias

Como falei acima, tudo por lá é turístico, tudo é legal de se visitar. É como viver de férias, poder curtir desde as atrações mais “batidas” até as pequenas supresas do dia a dia. Um lugar que me marcou muito foi uma ilhazinha perto da Opera House onde fomos em uma festa fechada, era um lugar incrível, com uma vista privilegiada do famoso panorama de Sydney. Mas lugares menos imponentes como Freshwater, Curl Curl, Dee Why, Narrabeen e Palm Beach têm um charme super especial. Procure conversar com quem já mora lá e conhece bem a região, é quase impossível entrar em furadas. O cuidado fica encondido só dentro do mar, com tubarões e águas vivas, mas é só ficar ligado que nada acontece.

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  • Memória do estômago

Trabalhei em alguns restaurantes lavando louça e pude experimentar alguns pratos (ganhávamos refeições muito frequentemente) e um lugar que me marcou foi – em mais uma coincidência do destino – um restaurante italiano chamado Pilu, em Freshwater. Não sei se ele ainda existe, mas era um restaurante meio chique, o dono era um italiano muito gente boa. A cultura gastronômica australiana é pobre como a Inglesa, com muito fast food e muita porcaria, mas uma boa pedida (com bom preço) era um restaurante asiático na Manly Wharf (estação de ferry de Manly). Também trabalhei alguns meses no Steyne Bar Hotel e nele tem uma parte com um restaurante onde você pode comer bem também – a carne é muito boa.

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  • A memória que ficou na bagagem

A sala de aula de inglês, onde fiquei rodeado por pessoas super especiais que fizeram, e de alguma forma continuam fazendo, parte da minha vida. Sinto falta dessa vida de estudante, porque é algo que une as pessoas. Tínhamos um professor de inglês muito gente boa, que trocava as tradicionais aulas de sexta-feira por churrascos em Shelly Beach, ele sabia que essa interação mais impessoal ajudava muito a aprender inglês com mais facilidade. Era um grupo com pessoas da Suíça, Itália, Croácia, República Tcheca, Suécia, Coréia e Japão, mas ainda sim rolava sempre um feeling incrível.

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  • Atenção com a bagagem!

A Austrália é famosa por ser um lugar seguro, tranquilo, sem perigos. A única coisa que precisava ficar ligado era as porradas que rolavam nos pubs. Mas geralmente é entre australianos e os seguranças acabam rapidinho com a confusão. Fora isso não lembro de nada em especial, outro fator que me fez gostar ainda mais de lá.

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  • Dicas do viajante

A dica é: vai! E se possível para morar um tempo. Tenho muitos amigos que acabaram ficando lá e outros que voltaram contrariados. Nunca vi ninguém falar mal da Austrália ou dizer que não curtiu a viagem. Claro que o processo exige um investimento relativamente alto, mas um lugar onde você ganha 10 dólares/hora (ou até mais) para lavar pratos pode ser uma ótimo pedida, dependendo do teu salário no Brasil. Muitos vão trabalhar em obras, limpeza, pubs e tudo mais que aparece. Empregos que você nunca sonhou em trabalhar no Brasil e que lá o pessoal briga pra pegar. Muitas vezes fico chato de tanto insistir pras pessoas que querem fazer intercâmbio irem pra lá, mas foi um lugar que mudou minha vida, e provavelmente vai mudar a tua também.

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  • Entre em contato:

Tenho um blog de viagem desde os tempos da Austrália, que é o Rodando Pelo Mundo (www.rodandopelomundo.com) e também estou nas redes: Twitter (@rodandoomundo), Facebook (www.facebook.com/rodandopelomundo) e Instagram (www.instagram.com/rodandopelomundo). Recentemente o blog virou uma equipe, entraram mais duas pessoas, mas é lá que vou continuar compartilhando minhas andanças pelo mundo. Seria muito legal ter vocês dando um pulo lá!

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

9 Comments

  1. 04/08/2013 at 13:52 — Responder

    Oi Paty, bom demais ter recebido esse convite pra falar de uma viagem tão especial! Abrir a bagagem dessas memórias foi bom demais, com certeza a melhor viagem da minha vida. Foi muito legal ter te conhecido lá e saber que você está fazendo esse trabalho tão legal, sabe que sempre que precisar pode contar comigo! Bjo e uma ótima semana, Michel

    • 04/08/2013 at 16:33 — Responder

      Oi Michel! Essa época foi mesmo tudo de bom e relembrar é como voltar para lá. Tenho saudades de Sydney. Obrigada pelo apoio, o blog está sempre de portas abertas para você! Bjo

      • 04/08/2013 at 17:43 — Responder

        Pena que perdemos o Patrik, mas continuo em contato com quase todo mundo.. você ainda tem o contato da Sunny (acho que ela se chamava assim)? Bjo grande, sucesso e boas viagens!

        • 04/08/2013 at 20:32 — Responder

          Falo com a Sunny pelo Facebook, de vez em quando. Duas amigas do Japão passaram em casa também, em uma visita ao Brasil. É muito bom manter estes contatos. Quando estiver na Europa vou bater ai na sua porta!

  2. Florentina Cassol
    04/08/2013 at 16:46 — Responder

    Mas que relato contagiante! Quisera ter coragem para ir agora com sessenta anos!
    Hà dez dias fui com uma sobrinha recepcionar um amigo dela, retornando da Australia , jovem que ainda não terminou a faculdade.
    Perguntei a ele porque voltou e a resposta com certeza: porque preciso terminar a faculdade , caso contrario não voltaria ! Amou. Que lindo Michel, que começo fantástico para tornar-te o que és. Felicidades .

    • 04/08/2013 at 17:42 — Responder

      Oi Florentina, muito legal ter você passando por aqui e curtindo esse relato sobre essa minha experiência em terras australianas! Eu tenho certeza que o amigo da tua sobrinha gostou muito, não tem como não gostar de lá! Continue estudando inglês e marque a viagem, vale muito a pena viajar na terra dos cangurús! Grande abraço e uma ótima semana pra vocês! Michel

    • 04/08/2013 at 20:28 — Responder

      Olá Florentina!
      A Austrália realmente é um lugar incrível, não tem como não gostar. Por que você não vai também? Ter sessenta anos não é nenhum impeditivo. Tenha coragem, você não vai se arrepender! E quando estiver lá, passe por aqui para me dizer como foi a experiência!

  3. 17/08/2013 at 11:41 — Responder

    Mundo pequeno: vcs dois estarão na nossa próxima edição, que legal! Adorei o post também. Bjs de Berlim Claudia

    • 17/08/2013 at 15:48 — Responder

      Que bom ver você por aqui Claudia!
      Mal posso esperar para a revista sair! bjo

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