Alagoas (AL)MaceióMemórias da Viagem

Memórias da Viagem: Maceió (por Kaori)

O Memórias da Viagem de hoje conta com a participação da Kaori, minha amiga há mais de 10 anos, que foi passar as férias em Maceió, conhecer as lindas praias e veio aqui nos dar todas as dicas para quem quer ir para lá. Confira aqui as memórias dessa viagem!

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  • Memórias da viagem para… 

Maceió/AL – de 19 a 26 de março de 2015

 

  • Roteiro na bagagem

Dia 1 – Chegamos à tarde e a fome batia forte. Fomos de táxi até a Pajuçara, onde almoçamos no Parmeggiano (sugestão da guia que nos recebeu no aeroporto como “bom e barato”) e conhecemos as feiras de artesanato da Pajuçara – tem duas, uma em frente a outra, que oferecem uma variedade de produtos com qualidade a preços diversos.

Dia 2 – Hibiscus Alagoas – esta praia é situada dentro de um condomínio fechado e é cobrada a taxa de R$25 para day use. A estrutura é boa e a praia tranquila. Na volta do passeio, passamos na Casa Nordeste, que oferece produtos regionais, em que era possível fazer degustações. À noite, fomos conhecer o Parque Shopping Maceió e jantar por lá. Entre as opções de restaurantes, busquei por uma que não havia em SP: Pittsburg, que é uma rede de lanchonete de Natal/RN.

Dia 3 – City tour e Praia do Francês (litoral sul) – Passamos pelos pontos turísticos e históricos de Maceió, com parada para fotos no Mirante de São Gonçalo. Quando chegamos, vieram alguns vendedores ambulantes, que nos deram cinco sementes de piriquiti e nos explicaram a tradição: duas são guardadas para si e três, uma a uma, deve ser jogada ao mirante, de costas, com um pedido para cada uma.

Depois, seguimos até a cidade de Marechal Deodoro para conhecermos a Praia do Francês. Esta praia é bastante movimentada e com muitos ambulantes, só que pra mim, isso não tirou a beleza do local. Lá fizemos o passeio de barco. Na volta do passeio, conhecemos o Pontal da Barra, onde conhecemos a rua das rendeiras.

Dia 4 – Paripueira (litoral norte) e passeio a Praia do Carro Quebrado – Paripueira é uma praia linda. Optamos pelo passeio a Praia de Carro Quebrado e, no trajeto de ônibus, conhecemos o “Coisado”, que nos deu informações turísticas e também canta, faz piadas, é uma coisa de tão engraçado, rs. Depois do ônibus, de lancha fomos rumo a Praia de Carro Quebrado. Nesta praia não há estrutura nenhuma, mas pra quem gosta de natureza, a vista das falésias é maravilhosa. O banho de mar lá não foi possível pela incidência de águas vivas. Após o passeio, ficamos em Jatiuca, nas barracas de tapioca.

Dia 5 – Praia do Gunga – A vista do ônibus, já de cima é linda. Fizemos o passeio de buggy, em que andamos pelo extenso coqueiral e conhecemos as falésias. No jantar, fomos ao Imperador dos Camarões.

Dia 6 – São Miguel dos Milagres – Fomos a São Miguel dos Milagres e das praias que visitamos esta foi a mais tranquila. O ponto de apoio (Pousada Recanto dos Milagres) ficava a uns 100 metros da praia e oferecia cadeiras e guarda-sol. Lá fizemos o passeio de jangada às piscinas naturais.

Sao Miguel dos Milagres - maceio AL
São Miguel dos Milagres

 

Dia 7 – Foz do Rio São Francisco – Este passeio começa com um trajeto de ônibus (foi nossa viagem mais longa) e, do ponto de apoio (Restaurante Maraná), localizado em Piaçabuçu, fomos de barco navegando pelo Rio São Francisco, ou “Velho Chico”, como foi apelidado, até a Foz, onde pudemos avistar o encontro do rio com o mar e lá haviam barracas com artesanato dos nativos

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Dia 8 – Malas prontas e retorno à São Paulo.

Obs.: Maragogi não está em nosso roteiro, pois já conhecíamos – aos que não conhecem, sugiro incluir este passeio.

 

  • Compartilhando memórias

Fui com a minha mãe.

 

  • Transporte da bagagem

Em São Paulo, fechamos o pacote de viagem com avião, traslado in e out e hospedagem. Quando realizo minhas viagens ao Nordeste, eu prefiro contratar os passeios por meio de uma empresa de receptivo, assim, antes de viajar, pedi orçamento de alguns receptivos de Maceió e percebi que os preços não mudavam muito. Já em Maceió contratamos os passeios que gostaríamos de realizar com o Receptivo Transalagoas que fez nosso traslado – fechando o pacote, ganhamos desconto. O último passeio à Foz do Rio São Francisco fechamos com outra empresa (TVT Receptivo), pois as datas não coincidiram.

 

  • Por que Maceió?

Eu particularmente sou encantada pelo Nordeste e Maceió era um destino que estava em minha lista.

 

  • Principais memórias

Eu posso dizer que fechei minha viagem com chaves de ouro – os locais que mais gostei foram São Miguel dos Milagres e Foz do Rio São Francisco, pois são lugares tranquilos. Durante a navegação pelo Rio São Francisco, fomos acompanhadas por um informante de turismo local, chamado Douglas, que nos deu praticamente uma aula sobre a região e sobre o cuidado com a natureza. Gente, o “Velho Chico” é lindo e é totalmente brasileiro. Apesar da distância, vale a pena a visita.

Rio Sao Francisco - maceio AL
Rio São Francisco

 

  • Memória do estômago

Infelizmente, eu não tenho indicações de muitos pratos regionais, pois em viagens eu evito me alimentar de coisas muito diferentes de minha rotina. A mistura de comida diferente + sol + calor não combina muito comigo.

Indico o restaurante Imperador dos Camarões – lá foi a nossa refeição mais gostosa. O restaurante oferece o serviço de traslado gratuito, sendo necessário o agendamento um pouco antes, para que a van te busque no hotel. O restaurante é lindo, a luz de velas e é conhecido pelo prato Chiclete de Camarão, mas não o experimentamos por não sermos tão fãs de muitos queijos juntos, rs. Escolhemos um prato com camarões. Antes de visitá-lo, li em alguns sites sobre atendimento ruim, demorado, mas o atendimento que recebemos foi ótimo, atencioso e a comida estava deliciosa. Se comparado aos outros restaurantes, o preço é elevado, mas a qualidade oferecida não se discute, rs.

Indico também o picolé caseiro de frutas regionais que são vendidos na Foz do Rio São Francisco. Pedi indicação do vendedor para um sabor regional que fosse doce e ele me sugeriu o de mangaba, que achei uma delícia. Só cuidado na hora de descascar o picolé, para o plástico não sair voando pela areia e pelo rio. Lá também você encontrará cocadas e poderá experimentá-las antes de comprar – os sabores são diversos: maracujá, jaboticaba, café… Hummm…

 

  • A memória que ficou na bagagem

Uma imagem que ficará em minha memória será o das piscinas naturais de São Miguel dos Milagres. Da praia, você vai de jangada até as piscinas. Este passeio não é tão divulgado como o de Maragogi, o que o torna bem calmo e tranquilo. Foi possível ver os peixes, sem precisar dar ração a eles (o que geralmente é feito para atrai-los para perto do turista) e sem máscara, porque a água estava cristalina.

 

  • Atenção com a bagagem!

Desde o momento em que chegamos, fomos alertadas sobre a segurança em Maceió. Estávamos hospedadas em Cruz das Almas e lá é um pouco mais afastado. Fomos orientadas a somente caminhar pela orla, evitar caminhar por dentro e, ao anoitecer, fazer uso de táxi. Nas praias, com exceção de São Miguel dos Milagres (que não oferecia o serviço), decidimos alugar guarda-volumes e andávamos somente com o necessário. Seguimos estas instruções e a nossa viagem foi bastante tranquila.

 

  • Dicas do viajante

Neste cantinho, gostaria de deixar algumas dicas:

 

Como escolher a data para viajar:

Em Maceió você poderá conhecer as piscinas naturais, sejam elas de Maragogi, da Pajuçara, de Paripueira, de São Miguel dos Milagres etc. Mas, para estes passeios serem realizados, dependemos da maré, se ela está alta, não dá para ver as piscinas naturais, porque viram tudo uma coisa só. Assim, antes de agendar sua viagem, verifique se é época de lua nova ou cheia, ou, se preferir, consulte o site da Marinha do Brasil, que tem a Tábua das Marés. Quanto mais baixa for, melhor. De acordo com o que fui informada, os passeios são realizados com a tábua até 0.5.

 

Como escolher os lugares a visitar:

Lugares a serem visitados tem de monte. Para escolher onde irá, eu não sugiro perguntar aos outros turistas “e aí, gostou?” porque o gosto é pessoal e cada um tem o seu jeito. Tem pessoas que gostam de locais mais tranquilos, outras gostam da badalação. Tem pessoas que não precisam de muita estrutura, tem pessoas que gostam do colchão à beira da praia. Por ser natureza, pode ser que quando o fulano visitou, havia chovido e o mar não estava tão bonito. O que me ajudou na escolha foi pesquisar na internet sobre os passeios, ler alguns blogs, sites e seguir o que meu coração mandou – e deu certo.

 

Piscinas naturais:

Se agendar um passeio que tenha piscina natural, não se atrase. Para fazer alguns passeios, estes podem ser agendados bem cedo e pode ser que você tenha que sacrificar o seu café da manhã. E eles são agendados cedo para o turista ter a melhor experiência e, lembre-se: a maré não te espera para subir, rs. Minha ideia é: tomar um bom café da manhã eu posso tomar todos os dias, ter a oportunidade de conhecer uma piscina natural pode ser só naquele dia. Se sua fome é incontrolável, que tal improvisar um lanchinho?

Se gostar de mergulhar, leve sua máscara de mergulho e snorkel. Alguns passeios te emprestam, outros te alugam e outros não tem.

Se seu aparelho para tirar fotos não for a prova d´água, vá atrás de uma capinha. Se arrependimento matasse, eu já não estaria aqui. Fiz o passeio de jangada às piscinas naturais de São Miguel dos Milagres e não tenho uma foto para registrar um dos lugares mais lindos que já vi.

 

Compras:

– Feira de artesanato da Pajuçara: como escrevi anteriormente, há uma em frente a outra. Os produtos oferecidos repetem entre as barracas, mas os preços variam. Então, minha sugestão é dar uma volta, conhecer o que oferecem, ter uma base de preços e depois sair negociando. Alguns vendedores dão desconto, outros não, mas você só vai ganhar desconto, se pedir, rs.

– Pontal da Barra: são várias lojas ao longo da “Rua das Rendeiras”, que oferecem produtos em rendas e bordados. Um dos mais interessantes é o filé, que é um trabalho tipicamente alagoano. Lá, os preços também variam e a qualidade do trabalho também.

– Casa Nordeste: oferece muitos produtos nordestinos, com direito à degustação. Aceita cartão, no entanto, paga-se pela comodidade e conforto – lá os produtos são mais caros.

– Foz do Rio São Francisco: lá é possível comprar os artesanatos dos nativos. Você encontrará produtos em argila, cocadas, bolsas de palha e tudo baratinho. Eu fiquei encantada com os trabalhos em argila e queria trazer tudo para casa. Para este passeio leve dinheiro, porque não passam cartão. Ou melhor, nem celular tem sinal, rs.

Rio São Francisco e os barcos e as barracas ao fundo
Rio São Francisco e os barcos e as barracas ao fundo

 

Mais dicas:

Muitos locais aceitam pagamento com cartão, mas os passeios opcionais são pagos em dinheiro.

Protetor solar sempre. O vento constante poderá te enganar, mas não deixe de se proteger, ok?!

A maré pode estar baixa, mas lembre-se que ela sobe. Se for caminhar na areia, atente-se com a maré para não se dar mal.

 

 

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The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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