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Jalapão, por Renata Midori

O Parque Estadual do Jalapão fica no estado do Tocantins e vem, aos poucos, entrando na lista de destinos desejados por pessoas que gostam do contato com a natureza. Confesso que ele já está na minha lista faz tempo, mas ainda não tive oportunidade de conhecer (o que espero que aconteça em breve). A Renata esteve no Jalapão e nos conta suas impressões e dá as dicas para quem quer visitar o local.

Confere aí:

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Bem-vindo ao Parque Estadual do Jalapão!

 

Dizem que o Jalapão é bruto. E é mesmo!

Fomos para o Jalapão no Carnaval de 2018. Saímos de São Paulo rumo a Palmas e contratamos um guia com 4×4 que nos buscou no aeroporto e nos levou para os passeios. Recomendo fortemente que contratem um guia com experiência, pois rodamos quase 1000 km em estrada de terra e vimos vários carros atolados pelo caminho.

No carro do Cristiano cabem 6 pessoas, porém as pessoas que vão nos 2 últimos bancos ficam meio apertadinhas e o trajeto é longo. O Cristiano foi muito atencioso e tirou todas as nossas dúvidas antes da viagem. Além disso, ele quem fez a reserva das pousadas e restaurantes por lá e fechou um pacote com tudo incluso (com exceção de bebidas e de 2 passeios opcionais). Não precisamos nos preocupar com nenhuma reserva e ele adequou nosso roteiro de acordo com o clima e com a quantidade de pessoas. Como era Carnaval e estava cheio, fizemos uma ordem diferente dos passeios. Ainda assim encontramos bastante gente, mas acredito que tenha sido menos do que se tivéssemos seguido o roteiro tradicional de todas as agências.

Só uma ressalva: ele tem pé de chumbo. Rsrs

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O guia Cistiano e seu 4×4

Existem 2 épocas para visitar o Jalapão: a época de chuva e a de seca. Fomos na época de chuva e realmente choveu alguns dias, porém nada que atrapalhasse o passeio. Um dia antes de chegarmos caiu uma tempestade e isso fez com que os fervedouros ficassem mais barrentos, por isso não vimos a cor natural deles. Ainda assim o banho foi uma delícia, as temperaturas foram mais amenas e as estradas não levantavam aquela poeira.

Fomos na Cachoeira do Sussuapara (ou Cânion do Sussuapara). Tem uma trilha bem pequena e o cânion e a cachoeira são lindos.

Visitamos a serra do Espírito Santo e as dunas. Para subir nas dunas é necessário ir pela lateral. Lá em cima não chegue muito próximo do final da duna para que a areia não caia. Demora muito tempo para que ela se reconstrua. Infelizmente não conseguimos assistir ao por do sol, pois estava nublado.

Na entrada para as dunas, tem um lugar onde vende sorvetes de vários sabores diferentes, das frutas do cerrado. São uma delícia.

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As dunas, um dos atrativos do Jalapão

Os trajetos entre os atrativos são longos, então sugiro levar alguma distração para o caminho ou aquelas almofadinhas para tirar um cochilo. Tentei levar um livro, mas o carro balança muito e acabei não conseguindo ler. É bom também ter alguns snacks. Ah sim, e um Dramin também para quem enjoa. Recomendo também ter papel higiênico, pois alguns banheiros que paramos não tinha.

Leia também: Conceição de ibitipoca, por Renata Midori

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Fizemos todos os passeios de chinelo, sem nenhum problema. No nosso roteiro tinha apenas uma trilha (da serra do Espírito Santo, para assistir o nascer do sol, porém não fomos por estar nublado). Além disso, é bom ter uma toalha, pois quase todos os passeios tem opção de entrar na água.

As pousadas que ficamos foram simples, porém bem aconchegantes e com café da manhã deliciosos. Os restaurantes também eram simples, de comidinha caseira, mas muito saborosos.

No dia seguinte visitamos diversos fervedouros. Como eu disse, alguns deles tiveram as cores afetadas e ficaram barrentos, como o fervedouro Bela Vista (o maior deles). Mesmo assim conseguimos entrar e a água estava muito boa. Nos fervedouros não é permitido a entrada com protetor solar, repelentes, shampoos e nada que deixe resíduos na água.

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Fervedouro Bela Vista, no Jalapão

Seguimos para a cachoeira da Formiga e a água estava bem verdinha (também estava bastante lotada de pessoas).

Seguimos para o povoado dos Mumbuca, onde há o artesanato de capim dourado e depois fomos rumo ao fervedouro das Bananeiras (também conhecido como Fervedouro do Ceiça). Todos os fervedouros tem tempo de permanência (de 10 a 20 minutos por grupo) e tem limite de número de pessoas por vez. Então é provável que ter fila para entrar no fervedouro, mas vale muito a pena.

A maioria dos atrativos possuem taxa de entrada, porém como fechamos o pacote com o Cristiano, não tivemos que nos preocupar com isso.

Fomos também para o fervedouro dos Buritis. Este estava mais clarinho e fervia bastante (da até para ver na foto).

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Fervedouro dos Buritis

Também visitamos:

Cachoeira das Araras.

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Cachoeira das Araras

 

Serra da Catedral

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Serra da Catedral

 

Cachoeira da Velha. Aqui que tem a opção de fazer rafting, mas a empresa que fazia este passeio não estava la no dia que fomos.

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Cachoeira da Velha

 

Prainha do Rio Novo. É a continuação da cachoeira da velha. Na prainha, não tem nenhuma estrutura, então é bom levar uma canga para deixar seus pertences ou ficar sentado. Também levem repelente, pois tem muitos insetos.

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Prainha do Rio Novo

 

Pedra furada (sim, são muitos furos rsrs) para assistir ao por do sol. Pena que também estava um pouco nublado.

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Pedra Furada

 

No último dia pedimos para mudar o roteiro e fomos para a Lagoa do Japonês. Leve snorkel e alguma botinha ou calçado, pois dentro da lagoa tem pedras que cortam os pés. Lá tem algumas botinhas para alugar, colete salva vidas e colchões infláveis que são usados como botes, mas não tinha óculos e snorkel para locação. Este lugar merece muitas fotos! Só se chega na gruta pela água e não da pé. Os peixinhos “picam” a gente, então mantenha-se sempre em movimento. Fora da água também tem bastante inseto, então leve repelente.

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Lagoa do Japonês, excelente para snorkel

Adoramos o passeio e pretendemos voltar na época da seca agora, para ver uma paisagem diferente!
Para quem enjoa é bom ter um Dramin também. E em alguma noite, peça para parar o carro na estrada mesmo, longe das luzes e olhe para o céu. Foi o céu mais estrelado que já vi.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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