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A história de Bobby e Hachiko

Animais fofos são sempre sucesso na internet, principalmente os cachorros. Em viagens isso não é diferente e é possível encontrar histórias muito bacanas!

Passeando por ai encontrei 2 estátuas que homenageiam cães pela lealdade aos seus donos. São animais distintos, de países diferentes, porém com histórias um tanto quanto parecidas! Prepare-se para encher os olhos de lágrimas.

 

 

 

BOBBY

A história de Bobby, se passa em Edimburgo, na Escócia. Seu dono, John Grey, era um policial noturno em uma época em que Edimburgo não era o lugar mais seguro do mundo. Bobby veio para lhe fazer companhia, um skye terrier um tanto quanto pequeno para a função, mas que se tornaram amigos inseparáveis por 2 anos.

Em fevereiro de 1858 John morreu de tuberculose e foi enterrado no cemitério Greyfriars Kirkyards. Bobby passou 14 anos sentado no túmulo de seu dono. O jardineiro e o segurança do cemitério por diversas vezes tentaram tirar Bobby de lá, mas ele sempre voltava, então acabaram construindo um abrigo para o cãozinho e o alimentando todos os dias.  Diz a história que Bobby nunca passou uma noite longe do túmulo, mesmo nos dias das maiores tempestades.

Bobby morreu em 1872, porém não pode ser enterrado junto de seu dono. Seu túmulo foi feito no portão de entrada do cemitério, não longe de seu dono, e até hoje recebe visitas. Não é difícil ver brinquedos e gravetos que as pessoas deixam em homenagem a Bobby.

Do lado de fora do cemitério fica uma placa com a sua história e do outro lado da rua, uma estátua em sua homenagem.

O leal cãozinho Bobby (Edimburgo, Escócia)
O leal cãozinho Bobby (Edimburgo, Escócia)

 

 

HACHIKO

A outra história vem do outro lado do mundo, de um cão japonês da raça akita, tão fiel ao seu dono quanto Bobby. Seu dono, Ueno, era o professor da Universidade de Tokyo e Hachiko o acompanhava todos os dias de casa até a estação de trem de Shibuya, de onde Ueno seguia para o trabalho. Ao final do dia Hachiko retornava à estação para que ambos voltassem juntos para casa.

Em 21 de maio de 1925 o professor sofreu um derrame durante uma reunião e faleceu, nunca retornando à estação onde Hachiko sempre o esperava. A história conta que na noite do velório Hachiko quebrou as portas da casa e fez seu caminho até o local, ficando deitado ao lado de seu dono.

Hachiko foi enviado aos parentes de Ueno, que moravam em Asakusa, um bairro na região leste de Tokyo, mas por várias vezes ele fugiu retornando à casa em Shibuya, onde vivera com seu dono. Após um ano ele foi dado ao jardineiro de Ueno, mas também fugiu de sua casa. Todos os dias Hachiko retornava para a estação de Shibuya no horário de sempre à procura de seu dono e fez isso por anos, até 8 de março de 1934, quando morreu ao lado da estação de trem.

Essa história é super conhecida no Japão e um exemplo de dedicação e lealdade. Os ossos do cão foram enterrados juntos com seu dono e sua pele foi empalhada, podendo ser vista no Museu Nacional de Ciências. Em abril do mesmo ano uma estátua de bronze foi colocada em uma das saídas da estação de Shibuya (a saída se chama Hachiko). Hoje é possível ver sua réplica (a original foi derretida durante a IIGM), mas ainda assim e é um ponto de grande movimento e sua história continua sendo popular.

Um filme foi feito contando a história do leal cãozinho e regravado pela indústria americana em 2009 (no Brasil chegou com o nome de “Sempre ao seu lado”).

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Hachiko
Hachiko, o fiel akita japonês (Tokyo, Japão)

 

E você? Conheceu outras histórias de animais durante suas viagens? Conte para gente!

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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