GramadoRio Grande do Sul (RS)

Gramado

Gramado é uma cidade super bonitinha e totalmente construída para o turismo. A influência alemã é bem visível, principalmente nas casinhas, que parecem ter saído da cenografia de filmes. A forma mais fácil de chegar é por Porto Alegre, de onde partem diariamente  ônibus para lá. Se estiver de carro, siga pela Rota Romântica, um caminho super bonito de cerca de 2 horas, cheio de árvores e flores. Agora em dezembro a estrada está cheia de hortênsias colorindo o trajeto dos viajantes. Não tem como não perceber a entrada de Gramado, já que você vai passar por  um portal de pedra com telhado que já te introduz no clima da cidade. 

Saia sem tomar café da manhã, pois opções de comida não faltam por lá! Passe em um dos diversos cafés coloniais da cidade, algo bem típico da região, e se prepare para comer muito! Eles abrem às 11h30 e servem uma diversidade de pratos, todos de uma vez – pães, frios, geléias, salgadinhos, linguiça, tortas, bolos, doces, polenta frita, frango a passarinho, além de suco de uva, vinho, café, chá e uma geladeira com pudim e os mais variados tipos de bolo. Tudo à vontade, por um preço fixo (R$ 53), e se quiser repetir eles trazem mais. O cardápio e o valor podem variar conforme o lugar.

Essa foto abaixo foi parte da mesa servida para 2 pessoa (algumas coisas ficaram de fora por falta de espaço). Passamos quase 1 hora comendo, o que garantiu a satisfação das nossas barrigas por umas 10 horas, mas sobrou 80% de tudo isso. O restaurante diz que o desperdício de comida é muito grande e eles doam o que sobra.

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Gramado tem muitas opções de entretenimento e parques temáticos e museus não faltam por lá. Mas não vá com expectativa de nada muito grandioso, eles são bem cuidados e organizados, mas no geral são bem pequenos. Tem Museu da Cera, Casa do Papai Noel, Museu do Chocolate, Museu de Motos e por aí vai. Tem até uma estação de esqui indoor com neve de verdade!

O Reino do Chocolate conta a história do chocolate de uma forma bem fantasiosa. A entrada custa R$ 10 e o passeio começa na fabricação dos chocolates, vista por uma janela de vidro. No corredor tem quadros com frases bem-humoradas sobre chocolate, como “Chocolate é a maneira que a natureza encontrou de compensar as segunda-feiras”. Depois vem a máquina do tempo, uma salinha com luzes piscantes e barulhos de engrenagens te leva de volta para o tempo dos Maias, Astecas e você vai vendo como cada povo utilizava o cacau. A bebida feita a partir do fruto já foi considerada a bebida dos deuses e só era tomada em cálices de ouro. Como todo parque temático, o final do passeio termina em um café e em uma lojinha, onde você pode comprar muito chocolate!

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O Mundo a Vapor é bem fácil de identificar porque tem um trem caindo de uma casa. A entrada custa R$ 17 e o parque fala sobre a revolução industrial, mais precisamente das possibilidades que a invenção das máquinas a vapor trouxeram. Lá você encontra miniaturas de fábricas em funcionamento, como olaria, siderúrgica, usina termoelétrica, hidrelétrica etc. Claro que todas adaptadas para manter a segurança do local. A menor fábrica de papel do mundo está lá! De tempos em tempos acontecem visitas guiadas e são bem interessantes para entender o processo de funcionamento de cada uma delas. Você ainda pode degustar vinho e suco de uva, sem custo, e fazer um passeio de trenzinho (não é nada demais, mas as crianças gostam bastante).

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O Mini Mundo é um parque a céu aberto com miniaturas de obras arquitetônicas na escala 1:24. As réplicas são grande maioria de castelos e monumentos da Alemanha, mas tem alguns exemplares brasileiros, como a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto – MG, ou o Museu do Ipiranga, em São Paulo. Todas são muito bem feitas e ricas em detalhes, com trenzinhos circulando que passam em túneis e em pontes, além das pessoas e carros, também em miniatura, que dão “vida” ao lugar. O engraçado é que, apesar da escala ser seguida a risca em cada monumento, isso não vale para a distancia entre eles, então uma estação de trem da Alemanha passa logo embaixo do aeroporto de Bariloche. O português também é língua universal, e está presente na sinalização das ruas da Alemanha e em placas como “Corpo de Bombeiros”. Ah! Um taxi de Nova York também circula no aeroporto argentino. Não encare isso como uma crítica, acredito que isso seja proposital e dá a graça do lugar. A entrada custa 18 reais.

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A Rua Coberta e seus arredores é a concentração das principais lojas e restaurantes de Gramado e também onde acontecem as apresentações. Boa opção também para aquele momento de chuva.

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Quer mais dicas? Então dá uma olhada no post da Paula, do Roteirando, com dicas de Gramado, especialmente para quem viaja com crianças.

 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

2 Comments

  1. 18/03/2017 at 19:40 — Responder

    Ah que saudade me deu de Gramado ao ler seu post, fiquei apaixonada pela região, têm tantos lugares lindos e uma gastronomia tão rica que eu logo quero voltar!!
    Beijos.

    • 20/03/2017 at 23:28 — Responder

      Gramado é uma graça mesmo! Tem um monte de coisa pra fazer, dá pra voltar várias vezes sem repetir programa.

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