América do SulAtacamaChile

Geysers del Tatio, a força da Terra

Os tours para esse local começam muito cedo. Às 4h da madrugada as vans já circulam para pegar os turistas em seus hotéis, hostels, acampamentos etc. A essa hora ainda está escuro e faz frio. São cerca de 2 horas de viagem por uma estradinha que tem tantas pedras e buracos que o banco da van parece uma cadeira de massagem.
 
Perto das 6 da manhã alcançamos nosso destino, há 4.200m de altura. A altitude pode causar alguns efeitos para quem não está acostumado. Falta de ar, cansaço, dores de cabeça e enjôo são comuns. Os guias recomendam andar devagar, não fazer movimentos bruscos e tomar muita água.
 
Nesta hora o sol ainda não deu as caras, apesar de já estar claro. O horário e a altitude fazem com que as temperaturas despenquem! Vá preparado para o frio. No verão os termômetros ficam perto do zero grau, já no inverno peguei -13 graus.
 
A primeira parada é o banheiro. Prepare-se para não lavar as mãos (ou seja uma pessoa prevenida e leve um álcool gel), já que há grandes chances da água do encanamento ter congelado e a torneira não funcionar por algum tempo. Aqui também é o lugar onde se paga a entrada do parque.
 
A van estaciona um pouco mais a cima, de onde é possível ter uma boa visão do lugar e caminhar entre os geysers. São muitos! Desde pequenos buraquinhos no chão até erupções que parecem mini vulcões. De todos eles saem água ou vapor, às vezes de forma continua, às vezes com algum intervalo de tempo.

Geysers em atividade. Um espetáculo!

Cuidado! A água é bem quente, na temperatura de fervura (85 graus a essa altitude). Ela também carrega muitos minerais, o que dá ao lugar um maravilhoso cheiro de ovo (devido ao enxofre) e um colorido diferente em cada pedaço do chão. 

 
No inverno, apesar do frio, os vapores podem chegar a 10m de altura. É exatamente o choque da água quente com a baixa temperatura da manhã que causa o espetáculo. Por isso é preciso chegar tão cedo lá, antes do sol nascer e do dia esquentar.
 
Veja a diferença entre verão e inverno:

Geysers no verão

Geysers no inverno

Geralmente o passeio inclui o café da manhã, desfrutado por ali mesmo e preparado com a água fervente do local, que pode esquentar o leite ou cozinhar ovos. Uma boa pausa para encher a barriga, aquecer o corpo e ver o sol nascer. Com a luz direta do sol o lugar parece totalmente diferente! 

O guia abrindo o leite quente. A caixa está meio destruida porque foi mergulhada na água fervente

Seguindo em direção a entrada há uma piscina quente com água vinda diretamente do chão. Leve suas roupas de banho para relaxar e se esquentar, ou pelo menos molhar os pés. No inverno esse é um desafio que só os mais corajosos encaram, mas no verão não é tão difícil assim. Se não quiser se molhar há mais geysers que podem ser vistos desse lado. 

A piscina de água quente. Veja mais geysers ao fundo

Mais geysers atrás da piscina

Saindo de lá e de volta as cadeiras de massagem da van, a próxima parada é o povoado de Machuca. No caminho, preste atenção pois é possível ver vicunhas e vizcachas (coelho selvagem).
 
O povoado Machuca não tem nada de especial. Uma ruazinha com algumas casinhas bem rústicas, uma igreja em cima de um morro e alguns artesanatos a venda. 

Casinha típica de Machuca

A igreja Machuca

Artesanatos locais

A visita vale a pena pelas comidas que eles vendem! Não deixe de provar a empanada de queijo feita pelas senhorinhas de lá. São fritas e com uma massa muito gostosa. Para quem gosta de comidas exóticas, churrasquinhos de carne de lhama! Muito saboroso e bem temperado. 

As melhores empanadas!

Churrasquinho de lhama. Delícia!


O retorno para SPA é por volta das 2h da tarde. Ainda dá tempo para um passeio que sai às 4h – Lagunas Cejar ou Valle de la Luna.Lá perto tem um lugar com muitas lhamas, que acredito que vão virar churrasquinho em algum tempo.

Lhamas no altiplano!

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *