FlorianópolisSanta Catarina (SC)

A Fortaleza São José da Ponta Grossa

Essa é mais uma opção para quem vai pata Floripa, mas quer algo diferente de praia. É um passeio mais para quem quer aproveitar a viagem para adicionar uma bagagem histórica e cultural

A cidade tem 12 fortalezas que foram construídas no século XVIII para consolidar o domínio português no sul do Brasil. As principais são as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antonio de Ratones e São José da Ponta Grossa, que formavam um sistema defensivo triangular no norte da ilha.

A Fortaleza de São José da Ponta Grossa foi construída em 1740, fica entre as praias de Jurerê e Forte e é possível chegar de ônibus ou carro. As outras duas ficam em ilhas e o acesso é feito de barco. Algumas agências fazem o passeio até essas ilhas e incluem paradas para mergulho também, mas não posso dar muitos detalhes pois não as conheci.

Para chegar de ônibus em São José da Ponta Grossa, uma das opções é pegar o 272 – Jurerê, um ônibus que sai do Tisan (Terminal Integrado Santo Antonio). Quem opera é a empresa Canasvieiras e no site deles tem todo o itinerário e os horários. O ponto final é na Servidão José Cardoso de Oliveira, a rua do forte, basta subir o morro (é uma bela subida, mas curtinha).

É preciso caminhar ao redor da fortaleza para chegar à bilheteria. A entrada tem o valor de R$ 8,00 (R$ 4,00 para estudantes e idosos e menores de 5 anos não pagam) e toda a arrecadação é destinada para a conservação do local. O chão é todo de pedras irregulares, portanto evite ir de salto alto ou sapatos que possam escorregar. Um sapato confortável é uma ótima escolha.

Placa na entrada do forte
Placa na entrada do forte

 

Logo ao lado da bilheteria ficam a casa da guarda e o calabouço. Subindo uma rampa você chega a um grande pátio e a primeira coisa que vai reparar é nos canhões que estão por lá. Eles, juntamente com os canhões dos fortes de Anhatomirim e Ratones, formavam um sistema de fogo cruzado. Esses fortes dominavam o mar da região e devido a sua posição elevada e à potência dos canhões conseguiam atingir qualquer navio que aparecesse, antes que o mesmo pudesse revidar o ataque.

É possível visitar o que sobrou da Casa da Palamenta, onde eram guardados os apetrechos de artilharia, as guaritas que ficam nos vértices das muralhas, o quartel onde as tropas moravam, a casa do comandante, o paiol da pólvora e a capela.

Na Casa do Comandante fica uma exposição arqueológica chamada “Cotidiano da Fortaleza de São José: Aspectos da Alimentação”, com peças que foram encontradas no local, entre elas muitas cerâmicas e ossos de animais. No Paiol da Pólvora está a exposição fotográfica “Fortaleza de São José: Retrospectiva”, com painéis que contam a história do forte. E no quartel da tropa fica a oficina e exposição de rendas de bilro, onde rendeiras ficam trabalhando e vendendo as peças produzidas. Uma forma de preservar a cultura e promover a comunidade local.

O Forte São José da Ponta Grossa
O Forte São José da Ponta Grossa

 

Além de toda a parte histórica, o forte tem uma vista linda! Tente ir em um dia menos nublado que eu. Saindo da fortaleza há uma trilha que vai até a Praia do Forte. Uma boa opção é visitar o forte depois da praia (ou o contrário).

 

Fortaleza São José da Ponta Grossa
Endereço: Servidão José Cardoso de Oliveira
Entrada: R$ 8,00 inteira | R$ 4,00 estudantes | Idosos e crianças menores de 5 anos não pagam
Horário: das 9h às 12h e das 13h às 19h (nos meses de baixa temporada fecha às 17h)
Tel.: (48) 3721-8302
www.fortalezas.ufsc.br
 
 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

2 Comments

  1. Sheila Wayszceyk
    25/06/2015 at 11:14 — Responder

    Oiii Patricia,
    Conheci seu blog hoje e amei. Tens que vir conhecer o Vale do Itajai em SC, principalmente Blumenau (minha cidade) e região, serás com certeza muito bem recebida.
    Abraços
    Sheila Wayszceyk

    • 25/06/2015 at 11:17 — Responder

      Sheila,
      É um prazer te ver por aqui. Volte sempre!
      Sugestão anotada =] Estive em Blumenau quando tinha uns 6 anos, confesso que não lembro de nada. Preciso voltar!

      Beijo

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