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Feria Tristán, um pouco de tudo

Domingo foi um dia dedicado a feiras livres. Frutas e verduras, minhocas, cabides velhos, bolinhas de gude, pasta de dente, roupas made in china, cactos, porcelanas antigas, artesanato, filhotes de gatos e cachorros, sapatos, livros velhos, lenços, antiguidades, pássaros, galinhas e galinhas d’angola, cadeiras de praia, fitas de videogame, DVDs eróticos, garrafas de leite, flores, brinquedos, comida de peixe, rolos de tecido, temperos, cuias de chimarrão e mais uma infinidade de coisas. Qual é o lugar onde se encontra tudo isso junto e misturado? Esse lugar se chama Feria Tristán. 

É uma feira livre, ruas e ruas cheias de “barraquinhas de camelô” com as coisas mais comuns, diversas, exóticas, esquisitas e velhas que se pode imaginar. Essa feira acontece apenas aos domingos, na Rua Tristán Navaja e seus arredores, um labirinto de barraquinhas onde não é muito difícil se perder. Imagino que uma boa parte dos vendedores devem voltar com os bolsos da mesma forma como chegaram (quem teria interesse em comprar cabides velhos e sujos ou livros guias de viagem totalmente desatualizados?). Mas é exatamente toda essa diversidade que torna o lugar tão interessante e uma ótima parada para os amantes da fotografia.

Artesanatos

Porcelanas

Passarinhos

Guias de viagem desatualizados (!)

Plantas

Livros

Antiguidades

Cabides velhos (!)

Roupas

Tecido

Cuias de chimarrão

Lojas com tudo o que se pode imaginar!

Foi-se toda a manhã nessa feira. E depois, rumo a Feria del Parque Rodó, também uma feira livre com muitas barracas de camelô que formam um labirinto, mas essa é bem menos interessante. Muitas roupas, sapatos, artesanatos e bijuterias. Algo que lembra muito as feiras de artesanato que tem nas praias do nordeste. 
 

 

Uma pausa para o almoço, uma volta no Shopping Montevideo (nada de diferente) e uma tentativa de conhecer um museu. Museu de Arte Contemporânea (se não falha a memória), uma portinha discreta no meio da principal avenida da Ciudad Vieja, dois lances de escada acima e o museu é uma pequena exposição de quadros esquisitos e umas esculturas em madeira ainda mais esquisitas (não sou grande entendedora de arte). O museu pode ser muito bem visto em apenas 5 ou 10 minutos, já que é apenas uma salinha, um dos andares de um prédio que tem também uma escola de espanhol e um escritório comercial.
 
De volta para o quarto para descansar os pés e arrumar as malas antes de jantar e dormir por algumas horas. Acordei as 2h30 para terminar de arrumar as coisas e seguir para o aeroporto (que é longe do centro, na verdade, em outro departamento do Uruguai – o país se divide em departamentos, como se fossem estados no Brasil. Não esqueçam que o país todo tem o tamanho de um único estado brasileiro e menos de ¼ da população da cidade de São Paulo). Antes das 4h estava no check in, com algum tempo para uma volta do duty free e embarcar no vôo das 6h. Às 8h30, de volta a terras brasileiras, de volta a rotina, uma rápida passagem em casa e direto para o trabalho. 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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