CuritibaParaná (PR)

Curitiba de ônibus turístico

Curitiba tem uma infraestrutura fantástica para o turismo e se tem uma boa dica que eu posso dar para quem quer visitar a cidade é o ônibus turístico. Eles criaram uma linha que abrange os principais pontos turísticos da cidade. O bilhete custa 27 reais e dá direito a 5 embarques, em qualquer uma das estações dessa linha, e pode ser usado em dias diferentes (com exceção de segunda-feira, o dia que a linha não opera). Os ônibus passam de meia em meia hora em cada ponto e rodam em apenas um sentido. A volta completa passa por 24 pontos e leva cerca de 2h e meia.
Não tive muita sorte com o tempo e peguei um dia bem nublado com alguns períodos de chuva. O primeiro ônibus que entrei era um doubledeck (dois andares) todo aberto em cima, ótimo para tirar fotos e para dias bonitos. Fiquei me perguntando o que fazer em dias de chuvosos. Todos os outros que entrei tinham uma lona cobrindo o andar superior, que resolviam o problema da chuva e mantinham a boa solução para fotos, já que as laterais ainda eram abertas. Vi também ônibus todos fechados, de um e dois andares. Uma boa variedade e uma bela frota para atender o turistas!
 
Apesar de não terem a pontualidade britânica, ainda assim funcionam muito bem se comparado aos padrões brasileiros. Visores eletrônicos mostram a próxima parada e uma gravação passa uma rápida descrição de cada atração. Estrangeiros não tem problema algum em usar esta linha, já que as gravações são trilíngues – português, inglês e espanhol.
 
Comecei o passeio cedo, pelo Jardim Botânico. A principal atração é a estufa de vidro, com uma variedade de plantas. Um belo jardim a frente completa a paisagem. Ótimo local para fotos! O parque é bem agradável, apesar de não ser muito grande, mas passei por tudo com pressa e com medo da chuva começar.

A estufa de vidro

O jardim que fica em frente


De lá, uma rápida caminhada até a entrada do parque, onde ficava o ponto de ônibus para o meu primeiro embarque. Desci no Museu Oscar Niemeyer, quando a garoa já estava apertando. Ouvi pessoas no ônibus dizendo que a visita valia, mas a entrada era muito cara. Resolvi pagar pra ver, já que esse é um dos maiores museus da América Latina. Era um sábado e por algum motivo que não entendi, a entrada do dia não estava sendo cobrada. De qualquer forma, mesmo pagando não seria nenhum absurdo – R$ 4,00. A entrada é livre aos primeiros domingos do mês.

Museu Oscar Niemeyer, com destaque para o olho

O museu possui 9 salas no andar superior, cada uma com temática diferente. Quadros, esculturas em bronze e artes modernas que não fazem o menor sentido pra mim (não sou entendedora de artes). Uma das salas era de design de objetos, com eletrodomésticos, móveis e até vidros de perfume. Outra era proibida para menores de 14 anos e tinha quadros com imagens fálicas. O andar inferior possui maquetes das “obras” de Niemeyer e uma exposição sobre sua vida e carreira. A principal atração é a sala que fica no prédio anexo, conhecido como olho. O tema era Paulo Leminsky.

Bailarinas em bronze

Arte moderna (não entendo!)

Uma das maquetes das obras de Niemeyer

Uma caminhada de 2 minutos leva à próxima parada do ônibus (economia de um embarque) que é o Bosque do Papa e Memorial Polonês. Uma pequena trilha e algumas casinhas antigas com decoração típica e uma lojinha de artesanatos. 

Bosque do Papa

De volta ao ônibus (segundo embarque), fui para a Ópera de Arame, um teatro construído em estrutura tubular e uma das principais atrações da cidade. Quem tem problemas com altura terá dificuldade para andar lá, o chão é feito de grades, por onde se vê os andares debaixo ou o lago. Uma caminhada de 1 km leva ao Parque Tanguá (o próximo ponto do ônibus, mais uma economia de embarques), mas como estava garoando, optei por não passear no parque e na chuva.

Ópera de Arame

Entrando...

O auditório. Aqui acontecem apresentações populares

Toda a estrutura tem  chão assim. Não vá de saia nem de salto alto. Se tiver medo de altura, não olhe para baixo

A ponte que leva à Ópera de Arame. Ela também é feita de grades, não olhe para baixo!

O terceiro embarque foi rumo à Santa Felicidade, um bairro italiano e pólo gastronômico. Já estava na hora do almoço e essa parada veio bem a calhar. A rua principal tem mais comércios e lojas de artesanatos que restaurantes, uma opção de compras – objetos de decoração, cestas de vime, utensílios de cozinha e uma infinidade de outras coisas são encontradas por lá. Os restaurantes são grandes e estavam bem cheios!

Meu almoço. Isso era uma porção individual e sobrou mais da metad


O quarto embarque foi rumo ao centro da cidade. Desci na Rua 24 horas e a chuva estava forte nesse momento. A rua é bonitinha, mas pode ser vista em 2 minutos. Meia dúzia de lanchonetes, uma loja de bijuterias e um information center. A grande vantagem para mim é que era um local coberto. De lá dá para conhecer o centro e seus prédios históricos a pé, o que não consegui fazer na chuva.

Rua 24 horas. A rua inteira aparece na foto


O quinto e último embarque foi para o Museu Ferroviário, pequeno, mas bem cuidado. A sua saída é dentro do Shopping Estação (motivo da escolha desse ponto) onde dei uma volta e aproveitei para jantar antes de voltar para o hostel.

Museu ferroviário

Shopping Estação, com uma decoração inusitada feita com jatos d'àgua

Boa opção para refeições. Existem várias unidades em Curitiba

Peguei um taxi de volta para o hostel, tomei um banho e passei um tempo na sala comum. Tinha um grupo de jogadores de rugbi que estavam lá por algum campeonato, fazendo uma bagunça e tanto barulho que foi até difícil de dormir.

 
No domingo, fui para o centro, onde tem uma feira livre enorme, com todas as tranqueiras que se pode imaginar – artesanatos, comida, livros, antiguidades, roupas, e muitas outras coisas. Muito interessante!

Feira do Lago da Ordem. Algumas dentre as centenas de opções de compras

Todo o comércio é fechado aos domingos e as ruas estavam bem desertas (com exceção da região da feira). A grande dica para esses dias é que todos os ônibus da cidade custam R$ 1,00. O governo fez isso para que a população da cidade utilize o transporte público nesse dia para lazer, visitar parentes etc. A qualidade de vida lá é outra coisa. O sistema de ônibus é diferente, os pontos são tubos e a passagem é cobrada lá, antes do embarque. Diferente, fácil de se acostumar e bem melhor que o sistema de SP.

Rua das Flores, uma das principais ruas do centro. Deserta!

Depois de uma volta na feira, caminhei até o ponto de ônibus e paguei R$ 1,00 para chegar ao aeroporto (o taxi que peguei do aeroporto para o hostel foi R$ 50,00). Há também a opção de um ônibus executivo que vai direto para o aeroporto, mais rápido e confortável, por R$ 10,00.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

2 Comments

  1. Akira Horai
    15/07/2013 at 21:20 — Responder

    Maderoo! hahahah

    • 15/07/2013 at 21:38 — Responder

      Akira,
      Recomendação aprovada! A comida do Madero é muito boa.
      E a boa notícia é que em breve poderemos repetir sem ter que ir para Curitiba, logo teremos unidades abrindo em Sampa!

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