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Curiosidades de Singapura

Após 21 horas de viagem, chegamos em Singapura. Foram 14 horas até Qatar, praticamente dormindo. Acordei só para comer e assisti um filme nas últimas 2 horas de vôo.  Uma parada rápida para conhecer o aeroporto de Doha, a capital de Quatar, e seu imenso free shop e embarcamos novamente para as próximas 7 horas até Singapura. Dessa vez sem sono, foi o tempo de assistir 3 filmes e comer mais.
 
Singapura é uma ilha do sudeste asiático e, pelo que entendi, um país com uma única cidade. Não é muito grande – são 5 milhões de habitantes e uma área equivalente a metade do Nova York, porém, uma cidade extremamente limpa, moderna, civilizada, arborizada e com pessoas educadas.
A educação aqui dói no bolso. Já no avião essa cultura já é perceptível, pois os limites para entrar com bebidas alcoólicas e cigarros são bem baixos e mesmo assim, ainda é preciso pagar uma taxa. Jogar lixo no chão, fumar em locais proibidos e atravessar a rua fora da faixa de pedestres todos sabem que são coisas erradas, mas aqui são motivos para multas.  Você também pode ser penalizado por coisas bem mais simples como comer ou beber dentro do metrô ou por não dar descarga no banheiro.  É proibido entrar no país com chicletes (sim, chiclete!) e eles também não são vendidos aqui. Mascar chicletes é sinônimo de multas altas (cerca de 300 dólares). O motivo dessa penalidade estranha é simplesmente para manter a cidade limpa – não ter chicletes colados no chão, nem embaixo dos assentos dos trens. Porte de drogas é ilegal e punido de forma severa – pena de morte.

 

A lista de multas do país é bem grande, mas isso garante que ele seja limpo e organizado

As cobranças não param por ai. Os taxis também tem. Além do valor de partida mais a quilometragem, como no Brasil, existem taxas para uso do taxi em horário de pico (25%) e para uso após meia-noite (50%).
 
Ter um carro aqui é absurdamente caro. Não há produção no país então todos são importados (a maioria do Japão) e, além das taxas e impostos, é preciso que cada carro tenha um certificado para rodar. O preço dessa autorização varia conforme oferta e demanda, mas pode chegar a custar 46 mil dólares (apenas o certificado. Isso não inclui o valor do carro, impostos ou taxas), válida por 10 anos. Depois de vencida, é preciso renová-la. Após cerca de 7 anos de uso, os carros são vendidos para outros países, o que faz Singapura o segundo maior exportador de carros usados do mundo (depois do Japão), e uma cidade sem carros velhos.
 
As placas dos carros são, geralmente, pretas ou amarelas, mas em alguns horários começam a aparecer algumas placas vermelhas. Esses carros (de placa vermelha) só podem circular fora do horário de pico, após as 7h. Para circular durante o dia, é preciso pagar uma taxa de 20 dólares por dia (imagino que esses carros tenham valores de impostos diferenciados por isso).
 
O país possui 4 idiomas oficiais. O inglês é a língua comum entre todos e de ensino obrigatório nas escolas, junto com a língua da descendência de cada um – chinês, malay (da Malasia) ou um dos dialetos do norte da Índia. Ou seja, teoricamente, todas as pessoas deveriam ser bilíngues, mas na prática não é bem assim (o inglês de alguns é bem ruim, mas não encontrei muitos casos assim). Isso explica também como é formado o povo daqui – multi racial, a maioria de descendência chinesa. A própria divisão do local mostra, por ter bairros como Chinatown, Little Índia e Arab Quarter. Aqui não há uma religião oficial, mas são praticadas 10: o principal é o budismo, mas há também taoístas, hindus, mulçumanos, cristãos, e outras 5 que não me lembro mais.
 
São esses e outros motivos que fazem desse país um lugar extremamente limpo e organizado, e que convive bem com tantas culturas diferentes.
 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

2 Comments

  1. Adri
    02/01/2013 at 19:48 — Responder

    Adorei seu blog, Patê!Ah, Feliz ano novo!!! Que seja cheio de muitas viagens!!!bjs., Adri=)

  2. Pattylene
    04/01/2013 at 13:02 — Responder

    Oi Adri!Feliz Ano Novo para vc também!Fico feliz em te ver por aqui. Volte sempre!bjo,

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