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Cultura japonesa em sua essência

A cultura japonesa se apresenta de inúmeras formas. Por ser tão diversa, por vezes fica difícil entender como uma cerimônia do chá e todo seu ritual convive lado a lado de personagens como o Pikachu. Pois é, os dois representam muito a cultura e a sociedade japonesa. O mesmo vale para as artes tradicionais, a cultura pop, a música, dança, arquitetura, gastronomia etc. Todos possuem algo que os identifica como “pertencentes à cultura japonesa”, difícil de ver uma relação em um primeiro momento, mas estão profundamente relacionados.

Esse foi um dos meus principais objetivos, quando comecei a planejar a segunda edição do Japão.br: fazer com que os participantes percebessem essa ligação. Mas, afinal, qual é a relação? A resposta é: todos foram criados ou mantidos por japoneses. Pode parecer óbvio, mas os japoneses possuem valores profundamente enraizados que são transmitidos em tudo o que fazem.

Não por acaso, o evento começou com uma palestra da coach Carla Okubo para falar exatamente disso. Dos valores da cultura japonesa que estão por trás de tudo e que exala em cada cantinho que visitamos. “Para entender a essência de uma cultura, de um povo, é preciso calçar os seus sapatos”. Foi assim que a Carla começou seu discurso.

A cultura japonesa tem valores que formam sua base e são transmitidos em cada forma de manifestação - artes, arquitetura, gastronomia, educação, idioma...

 

Bushido – o código de ética dos samurais

O bushido é o código de conduta, baseado em princípios morais, que regia a vida dos samurais, dentro e fora do campo de batalha. Manter-se dentro dele era algo de extrema importância para esses guerreiros tanto que a única forma de limpar uma reputação manchada era o harakiri (suicídio).

São 7 princípios que regem essa filosofia de vida:

  1. Justiça
  2. Coragem
  3. Compaixão e benevolência
  4. Respeito e cortesia
  5. Honestidade
  6. Honra
  7. Lealdade

Apesar de ser bastante antigo, o bushido foi adaptado e está muito presente na cultura japonesa hoje. Esses princípios são a base do que os japoneses chamam de yamato damashi, ou o espírito japonês. O jeito japonês de ser, de viver de forma coletiva, de ter orgulho de ser japonês, de respeitar sua história e se superar a cada dificuldade.

 

Valores da cultura japonesa

São muitos os valores que estão presentes na cultura japonesa e alguns deles foram destacados durante o evento. Foi bem bacana ver os olhinhos admirados durante a palestra e a conexão que os participantes fizeram durante os outros momentos do evento.

 

Disciplina

Quem já ouviu dizer que os japoneses são mais inteligentes que os outros? Isso tem muito mais relação com atitudes que com a genética. A disciplina parece que nasce junto com eles, mas é ensinada dentro de casa, nas escolas e pela própria sociedade. Faz parte do jeito de ser dos japoneses.

Isso fica muito fácil de ver quando falamos em educação. Eles se dedicam aos estudos, seguem uma rotina diária e fazem tudo sem aquele sentimento de obrigação, mas por entenderem que é importante para eles mesmos. Esse valor foi trazido pelos imigrantes e os nikkeis dão grande importância aos estudos. Eu mesma sempre tive muita cobrança em casa para estudar e tirar boas notas. Podemos então, trocar o “os japoneses são mais inteligentes” por “são mais disciplinados, devido à cultura em que vivem”.

Essa disciplina se aplica para qualquer área da vida, não só educação. Vida profissional, esportes, relacionamentos, projetos pessoais e por ai vai.

cultura japonesa, disciplina
Disciplina, dedicação e comprometimento são características que fazem parte da cultura japonesa.

 

Hierarquia

A hierarquia vai muito além de obedecer o que o chefe diz. Tem total relação com o respeito aos mais velhos, que é bastante perceptível na cultura japonesa. É possível ver como isso é ensinado para as crianças nas escolas. Os senpais (veteranos) são responsáveis por receber e ensinar os kohais (calouros) sobre as regras, condutas e funcionamento da escola. No ano seguinte, quem era kohai passa a receber os novatos. Os mais velhos vão ganhando a responsabilidade e o respeito dos mais novos. Isso vale das crianças pequenas aos estudantes de universidades.

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Isso vale fora da escola também. Os japoneses são ensinados a respeitar pessoas com mais idade, com cargo mais alto, com mais representatividade. Esse é um valor que está tão enraizado na cultura japonesa, que é aplicado inclusive no idioma. A forma de falar com um amigo, com seu avô, com o chefe ou com o imperador varia bastante. E não estamos falando apenas de um vocabulário mais ou menos polido, mas de uma gramática toda que envolve, inclusive, formas diferentes de conjugar os verbos.

Cultura japonesa, hierarquia
O respeito aos superiores é ensinado desde cedo | Photo credit: Christian Kaden

 

Tradição

Como um país tão tecnológico ainda preserva tradições milenares? Há muita relação com a hierarquia que falamos logo acima. Os japoneses respeitam, têm orgulho e mantém o que foi criado por seus antepassados. Tudo no Japão tem significado e isso é preservado de geração para geração.

Assim como qualquer outra cultura, a japonesa é viva e está em constante transformação. Mesmo com tantas variações e adaptações que surgem, vemos algo que se mantém. O ritual de uma cerimônia do chá, o cuidado com que é feito um ikebana, todos os detalhes na hora de vestir um kimono entre outros. Preservar essa essência é respeitar sua história e quem as escreveu.

Cultura japonesa, tradição
Preservar as tradições é respeitar sua própria história | Photo credit: Japanexperterna.se

 

Coletividade

Ao contrário da maioria dos países do Ocidente, mais individualistas, o Japão vive de forma coletiva. Uma sociedade que tem pessoas que, desde crianças, aprendem a se importar com os outros, a trabalhar de forma unida e a se complementar, merece respeito. Já falei sobre esse assunto em uma colaboração para o Baú do Viajante e para o Rodando pelo Mundo, mas esse é sempre um tema que vale ser retomado.

A escola japonesa é um grande exemplo para muitos dos valores que falamos aqui. Lá, as crianças são encarregadas de limpar as salas de aula e áreas comuns e isso faz parte da rotina diária deles. Cada um deles aprende a ser responsável e a zelar pelo local onde estão estudando. Quando adultos, a vizinhança se reúne para limpar as ruas e parques. A profissão de gari não existe, já que isso é feito pelos próprios moradores, que sabem que precisam cuidar do local onde moram. Os japoneses limpando as arquibancadas da Copa do Mundo ao final dos jogos faz mais sentido agora?

Um exemplo marcante que a Carla nos deu durante o evento foi no episódio do tsunami e acidente nuclear que o Japão passou em 2011. Um estudo mostrou que casos de câncer decorrentes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki levaram cerca de 10 anos para aparecer. Diante disso, um grupo de profissionais aposentados se voluntariou para trabalhar em uma zona de alto risco de radiação para preservar a vida dos mais jovens. Pessoas que dão a própria vida em prol da sociedade, se existe outro caso que exemplifique melhor o que é viver no coletivo, eu não conheço.

Cultura japonesa, senso coletivo
Uma sociedade que, desde criança, vive de forma coletiva merece ser respeitada.

 

Harmonia e respeito

Esse espírito do coletivo leva os japoneses a viverem em harmonia. Ao se preocupar com o outro, passamos a entender até onde vão os limites de cada um. Isso forma uma sociedade baseada no respeito ao próximo e que convive em harmonia.

Com isso em mente, alguns comportamentos que se desdobram passam a fazer muito sentido. A pontualidade extrema dos japoneses significa que o tempo do outro é respeitado e não vale menos que o meu tempo. O silêncio dentro dos vagões de trem e metrô demonstra o respeito ao espaço do outro. A organização de uma sociedade em que tudo funciona tem muito de política sim, mas muito se deve aos valores que cada pessoa que faz parte carrega dentro de si.

Cultura japonesa, harmonia, respeito
Valores como respeito e harmonia refletem na forma como a sociedade se organiza.

 

Gentileza

Outro ponto que se destaca, e tem tudo a ver com coletividade, harmonia e respeito, é a gentileza e cortesia da cultura japonesa. Quem vai para o Japão percebe isso já no primeiro dia. É diferente. Isso não quer dizer que os brasileiros ou outros povos não sejam gentis, mas lá é algo que impacta.

A arte do receber e tratar bem faz parte do DNA deles. A educação dos atendentes de lojas e restaurantes chama atenção. Estar no último andar de uma loja de departamento ao final do dia, quando ela está fechando, é praticamente um show de bem receber. Você vai descendo as escadas rolantes e os funcionários fazem reverências para agradecer a sua presença no local de trabalho deles. Não importa se você fez compras ou não.

Esse foi um dos pontos mais comentados pelos participantes do II Japão.br. A gentileza com que foram recebidos e a forma como foram bem tratados. Parece óbvio que isso deva acontecer em um evento, mas se destacou.

Cultura japonesa, gentileza
A arte de receber e tratar bem faz parte do DNA da cultura japonesa

 

Omotenashi, a arte da hospitalidade japonesa

Omotenashi é um conceito difícil de ser explicado. É um pouco dessa percepção de que os japoneses são um povo super educado com um tanto a mais de significado. Pode ser traduzido como hospitalidade, mas é algo mais profundo e que vai além de um bom tratamento. É algo que vem de dentro das pessoas, que está enraizado na cultura e já faz parte do jeito de ser dos japoneses. É o ato de servir bem que vem do coração. De querer agradar e não esperar nada em troca. De fazer algo já antecipando as necessidades dos outros.

O irasshaimase falado pelos funcionários cada vez que você entra em uma loja é omotenashi. Os potes enormes de shampoo, sabonete e condicionador que ficam à disposição nos hotéis também é omotenashi. Toda a gentileza que falamos aqui, idem.

Eu tenho uma história de quando estava no Japão e não conseguia sacar dinheiro dos caixas eletrônicos. Pelo site do banco, consegui um endereço que deveria funcionar. Quem já viu um endereço do Japão sabe que o sistema é totalmente diferente do nosso. Não faz sentido pra mim e eu não sabia para onde ir. Perguntei a um casal que estava na saída do metrô (provavelmente esperando alguém) e eles localizaram o lugar pelo mapa do celular deles. Além disso, me levaram até lá (o caixa era dentro de um mercado, jamais ia achar) e voltaram correndo para o metrô (lembra que eles não se atrasam?). Isso é muito omotenashi.

cultura japonesa, omotenashi
Omotenashi pode ser percebidos nos pequenos detalhes do dia a dia.

 

Omoyari, espírito de consideração pelo próximo

Essa é outra palavra cheia de significados difíceis de serem explicados. Tem tudo a ver com a gentileza, o coletivo, a harmonia e o respeito que já falamos. É a preocupação com os sentimentos das outras pessoas, o evitar julgamentos e aceitar diferenças. Cabe aqui também o zelo pelos lugares públicos.

Um exemplo bastante claro foi o comportamento dos japoneses após o desastre causado pelo tsunami, em 2011. Mesmo em uma situação tão crítica, eles mantiveram a ordem. Filas organizadas para receber as doações de comida foram super respeitadas. O espírito de “se eu pegar mais pra mim, vai faltar para alguém” prevalece, inclusive em casos extremos.

Cultura japonesa, omoyari
Valores como o omoyari estão enraizados na cultura japonesa.

 

Gaman, a perseverança de forma leve

Por mais que você nunca tenha escutado essa palavra, há grandes chances de já ter associado o gaman aos japoneses. É a persistência de seguir em frente, de não desistir no primeiro obstáculo, de encarar as dificuldades como aprendizados. É o não reclamar, se reerguer, recomeçar e acreditar que vai melhorar. Há muito esforço e lições envolvidas.

O período pós-guerra do Japão tem muito gaman. Um país derrotado e destruído por 2 bombas atômicas que se reestruturou e se transformou em uma das maiores potências do mundo. A recuperação do tsunami também tem muito gaman. Um exemplo mais prático? Artes marciais. Perder faz parte e treinar com afinco é fundamental para se superar nas próximas lutas. Isso é gaman também.

Cultura japonesa, gaman
Um país destruído na guerra que se reergueu. Isso é gaman.

 

Mottainai, sem desperdício

O mottainai é o lado da cultura japonesa que diz não ao desperdício. Sabe aquela história que países que passaram por guerras e dificuldades aprendem a aproveitar tudo? É por ai, mas acho que vai ainda um pouco além. Não é apenas o desperdício pelo desperdício, mas um sentimento negativo por estar desperdiçando algo. É um conceito mais profundo. E isso não vale só para “coisas”, mas também para tempo, energia, dinheiro, sentimentos etc.

Comprou comida, esqueceu e deixou vencer? Mottainai. Usou algo pela primeira vez e quebrou? Mottainai. Passou horas fazendo algo que não deu certo? Mottainai. Uma pessoa que tem potencial que não é aproveitado? Mottainai. Uma discussão que não leva a lugar nenhum? Mottainai.

Enfim… são formas diferentes de usar o mottainai, mas todas com a mesma essência. Um bom exemplo de aplicação é a culinária japonesa. A parte mais nobre do peixe vai para o sashimi, outras partes vão para os sushis, a cabeça e osso viram caldo, a escama é frita e pode ser comida também. Todas as partes são aproveitadas, não tem mottainai.

Cultura japonesa, mottainai
Mottainai é um grande valor da cultura japonesa que está presente na gastronomia.

 

Kansha, o sentimento de gratidão

Kansha é o sentimento de gratidão que os japoneses têm por tudo. Pelas oportunidades, pelas pessoas que fazem parte de suas vidas, por tudo que possuem, pelos lugares que frequentam. Vai além do simples agradecer. Está mais para o “ser grato”. É um sentimento profundo expresso nas ações do dia a dia.

Voltemos ao exemplo das crianças limparem a escola e os adultos, os parques e ruas. Essa é uma forma de agradecer o local que está os recebendo para aprender ou para morar. A reverência feita aos professores, além de demonstrar respeito, é o agradecimento à pessoa que está se dedicando seu tempo e energia para ensinar pessoas e torná-las melhores.

Outro exemplo se aplica à religião. No Brasil, é comum ouvir histórias de pessoas que vão às igrejas para pedir ajuda ou pedir por um milagre. No Japão, as visitas aos templos e santuários geralmente são para agradecer.

Cultura japonesa, kansha
Kansha é o profundo sentimento de gratidão que está presente no dia a dia dos japoneses| Photo credit: Ray in Manila

 

O que é ser nikkei?

Os nikkeis são os descendentes de japoneses que estão espalhados pelo mundo. Por exemplo, temos em São Paulo uma grande comunidade de nikkeis brasileiros. Em Lima há a comunidade dos nikkeis peruanos, e assim por diante.

Há quem diga que somos metade brasileiros e metade japoneses, mas isso não é bem verdade. Nascidos, crescidos e criados no Brasil, somos 100% brasileiros. Mas carregamos um pouco desses valores trazidos pelos imigrantes – nossos pais, avós, bisavós – que são passados de geração para geração.

Em uma visão mais atual, há o nikkei que não tem descendência, mas se identifica, participa e tem grande interesse em fazer parte da comunidade. Então, se os seus valores cruzam com os que falamos aqui, vem pro time!

 

Esse post faz parte da série de textos produzidos a partir do II Japão.br. 

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The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

17 Comments

  1. 22/11/2018 at 21:41 — Responder

    Nossa, Patricia, que demais esse texto. Fiquei encantada e sensibilizada com tanto cuidado e história. Parabéns! Sucesso no evento!

    • 26/11/2018 at 23:27 — Responder

      Obrigada Ale!
      Sou muito suspeita para falar, mas admiro muito esses valores da cultura japonesa.

  2. 23/11/2018 at 09:51 — Responder

    Que legal ler mais sobre a cultura japonesa, me provoca muita admiração! Se todo mundo seguisse o código de ética dos samurais o mundo estaria bem melhor, não é mesmo? 🙂

    • 26/11/2018 at 23:28 — Responder

      Com certeza, Gabriela!
      São valores que fazem mesmo a diferença no mundo. =)

  3. 23/11/2018 at 10:30 — Responder

    Muito didático e esclarecedor. Realmente são princípios admiráveis, um exemplo a ser seguido por todos. Muito bom ler a respeito, obrigada por compartilhar.

  4. 23/11/2018 at 16:01 — Responder

    A cultura japonesa é fascinante. Minha viagem ao Japão me transformou. Foi muito aprendizado. Adorei o seu texto!

    • 26/11/2018 at 23:30 — Responder

      Ver todos esses valores aplicados no dia a dia do Japão é outra coisa, não é?
      O choque cultural é marcante por vários motivos. Tem muita coisa que chama atenção mesmo.

  5. 23/11/2018 at 16:47 — Responder

    Super interessante o post para conhecer mais da cultura japonesa. O evento deve ter sido muito bom! Adorei o conteúdo!

    • 26/11/2018 at 23:30 — Responder

      Mariana,
      Foi incrível! Dá saudades só de lembrar.

  6. 23/11/2018 at 20:51 — Responder

    Que post! Enquanto lia, fui comparando com nossa cultura brasileira, e não pude deixar de pensar: `puxa, com tantos imigrantes japoneses por aqui, por que nunca aprendemos um pouco com eles?` Tantas qualidades que poderiam transformar nosso país, mas por aqui nas últimas décadas disciplina parece ter virado algo negativo. Coletividade, honra, respeito e cortesia… seria pedir muito?
    Mas claro há pontos negativos, como a pressão que leva muita gente ao suicídio por ter ‘falhado’. Equilíbrio é a chave para viver bem.

    • 26/11/2018 at 23:33 — Responder

      Marcia,
      Equilíbrio é o segredo da vida.
      A cultura japonesa tem valores lindos sim, mas tudo ao extremo não é bom. Casos de suicídio são reais exatamente por isso, por levar algo no seu limite.
      Não é uma cultura perfeita. Tem seus lados negativos (ao nosso ver), como toda cultura tem. O importante é aprendermos o que podemos levar de bom para gente. E o que conseguimos irradiar para atingir outras pessoas de forma positiva.

  7. 25/11/2018 at 12:37 — Responder

    Nossa Patty, acabei de ler o post e novamente me emocionei, como aconteceu durante a palestra da Carla. Muito bem escrito e completo… parabéns pelo artigo perfeitamente divulgado!!! Amei… e que bom que pude participar disso tudo de alguma forma!!!

    • 26/11/2018 at 23:35 — Responder

      Andrea,
      Fico muito feliz por ver o quanto vc gostou do Japão.br e do quanto a cultura japonesa te encantou. Eu acho que tem muitos pontos admiráveis e que podemos levar de lição para a vida. Agora é aplicar e passar para frente. =)

  8. 26/11/2018 at 08:31 — Responder

    Que artigo super interessante. A cultura japonesa é mesmo surpreendente. A questão do desperdício é mesmo algo que devíamos todos aprender os com japoneses.

    • 26/11/2018 at 23:36 — Responder

      Carla,
      Tem muita coisa bacana, né?
      Quando a gente consegue entender o mottainai e aplicá-lo além do material, é um aprendizado que muda nossa vida.

  9. 29/11/2018 at 10:26 — Responder

    Muito do que li neste texto sobre a cultura japonesa ilustra o que vi e vivenciei no Japão. Foi uma visita que mudou muito minha maneira de me relacionar com minhas viagens, mudou meu tempo e meu ritmo.

    Você menciona o silêncio como um sinal de respeito ao espaço do próximo e eu sempre falo sobre isso, pois esta pequena atitude não existe em minha cidade. Eu costumo falar baixo para não invadir ninguém e mesmo assim lembro de um episódio num museu de Tóquio: um silêncio delicioso, as pessoas imersas nas obras e fui comentar algo com meu marido. Meu sussurro ecoou por aquelas salas, me constrangendo. Aprendi a falar ainda mais baixo em sinal de novo aprendizado e respeito.

    De fato o acolhimento e gentilezas foram constantes em meus dias no país do sol nascente. O que você narra sobre o caixa eletrônico eu vivenciei de inúmeras maneiras distintas.

    Eu acho que conhecer um pouco da cultura japonesa nos ensina muito, influencia nossa maneira de nos relacionarmos com o mundo. Um bonito e interessante texto esse!

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