Bagagem de Memórias

Conhecendo a blogueira: Patricia

Quem acompanha blogs de viagens percebeu que faz algumas semanas que está rolando a brincadeira “Know your blogger” que consiste em contar 11 curiosidades e responder 11 perguntas sobre nós mesmos.  Tudo começou com o pessoal do 360 meridianos, um blog super bacana que eu acompanho com grande frequência.

A ideia é trazer informações que você, leitor, não sabe sobre mim, mesmo que acompanhe o blog sempre. Ou seja, esse não é um post sobre viagens (mas de alguma forma elas vão entrar aqui).

Então, vamos lá as 11 curiosidades e, logo em seguida, as 11 perguntas:

 

1. Sabe aquelas pessoas viciadas em televisão? Não sou eu. Se as TVs do mundo acabarem eu nem vou perceber. Eu raramente ligo a TV de casa, não acompanho nenhuma dessas séries americanas, nenhum reality show, nenhuma novela etc. Há bons anos atrás fui em um acampamento e os monitores fizeram um teatro no primeiro dia (aqueles para quebrar o gelo) fazendo uma sátira de Big Brother e Casa dos Artistas. Todo mundo rindo e eu fiquei sem entender nada. Muito de vez em quando eu assisto filmes, mas ou são em dvd ou daqueles alugados pela TV a cabo mesmo. Nem preciso dizer que não conheço a cara dos atores e fico boiando quando o assunto é a nova propaganda do produto XYZ.

Nem sempre foi assim. Eu assisti muito desenho e diversos programas na minha infância e adolescência, mas quando fui morar no Japão (isso foi em 2003) eu não falava japonês, ou seja, não entendia nada que passava na TV e desde então perdi o hábito de vê-la.

 

2. Quando eu era criança eu adorava ler. Tinha coleção de gibis da Turma da Mônica e implorava dinheiro para minha mãe para gastar na Feira do Livro que tinha na escola. Acho que graças a isso gramática e redação nunca foram problema para mim. Tudo mudou quando cheguei na época de estudar para o vestibular e tinha que ler aquela lista gigantesca de livros de literatura para a Fuvest. A partir daí, ler virou obrigação e eu passei a ter uma preguiça enorme dos livros. Estou superando este trauma e hoje tenho alguns livros na cabeceira da cama e outros digitais no celular, mas não leio mais como na infância.

 

3. Eu sempre tive um lado meio artístico. Quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, eu fazia iniciação esportiva, um tipo de aula para desenvolver a coordenação motora das crianças, e o professor me indicou para fazer ginástica olímpica. Um ou dois anos depois, a professora de ginástica me indicou para a professora de ballet. E assim eu comecei essa vida da ginástica e dança bem cedo.

Foram 11 anos treinando ginástica olímpica, 3 anos de ballet, 5 de jazz, 3 de ginástica aeróbica, 4 de street dance, 1 de ginástica rítmica e ainda fiz parte dos grupos de dança e ginástica olímpica da faculdade, além de dançar em outros grupos pontuais. Cresci participando de competições, mas como sempre treinei na escola, nunca cheguei perto de um nível olímpico. Hahaha. Hoje eu faço aula de acrobacias aéreas de circo, só por diversão mesmo.

circus
Brincando de circo!

 

4. Acho que esse histórico esportivo explica minha decisão universitária, mas minha indecisão profissional ainda não tem explicação. Eu preenchi o campo do curso na hora de entregar meu formulário de inscrição da Fuvest, nunca soube o que queria ser. Me formei em educação física, saí da faculdade com a certeza de que aquilo não era minha vida. Fiz uma pós em eventos, um MBA em comunicação e trabalhei anos no mundo corporativo, nas áreas de comunicação e marketing.

Além disso, trabalhei em uma equipe de baladas (na época em que eu curtia a night) divulgando, controlando lista de entrada e fechando comandas no caixa. Também trabalhei em uma linha de montagem de motor de motos, quando morei no Japão, e passava horas e horas apertando parafusos. Quando morei na Austrália era garçonete (e eu adorava meu trabalho e minha vida lá). E ainda trabalhei alguns meses em um atelier que faz trabalhos com papel, simplesmente porque eu gosto dessas artes japonesas que transformam uma simples folha de papel em uma obra de arte.

 

5. Há mais de 10 anos sou voluntária em uma ONG que faz trabalhos sociais. Me sinto privilegiada pelo simples fato de ter um teto para dormir, nunca ter passado fome e ter tido a oportunidade de estudar. Conhecer outra realidade (que é a realidade de boa parte do nosso Brasil) te faz enxergar o mundo de outra forma. Existem diversos outros trabalhos envolvidos (sejam eles administrativos ou para arrecadar dinheiro) onde aprendi a trabalhar em grupo, a me relacionar melhor com as pessoas, a organizar eventos de forma mais criativa (e sem o aporte financeiro com que eu trabalhava em empresas), a assumir outras responsabilidades e… nem dá para listar tudo aqui. Fui diretora dessa ONG por 6 anos e decidi deixar o cargo para tocar projetos pessoais, mas continuo lá ajudando em trabalhos pontuais. De fato, eu sou uma pessoa muito melhor depois de todas essas experiências. Quem quiser conhecer: www.abeuni.org.br. Recomendo!

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6. Eu sou viciada em curry. Pode ser o japonês, o tailandês, o indiano, o cambojano ou qualquer outro. Com pimenta, com muita pimenta ou o adocicado. De carne, de frango, de frutos do mar ou só de legumes. Uma porção de arroz e um curry bem temperado bastam para fazer meu estômago feliz. Já passei 20 dias em viagem comendo curry todos os dias e não enjoei (na verdade, senti falta dele quando voltei para o Brasil). Trabalhei em um restaurante de curry indiano quando morei na Austrália e além de jantar lá, ganhava comida para levar para casa (duplamente feliz – no estômago e no bolso).

thai-curry
Thai curry

7. E também sou viciada em cerveja. Isso é uma coisa que não pode faltar na geladeira de casa. Já fiz um curso de cerveja artesanal para entender melhor o assunto (mas não tenho vontade de fabricar cerveja em casa) e fiz o tour da cerveja quando fui para Bélgica. Fazer outro curso de cerveja faz parte dos meus planos.

Já fiz um milhão de degustações de vinho e nunca consegui identificar os aromas de frutas e notas de madeira. Inclusive, não sei diferenciar um vinho bom de um vinho ruim e o sabor deles não me agrada. Tem quem goste de vinho, tem quem goste de cerveja. O que seria do verde se todos gostassem do amarelo, não é mesmo?

 

8. Eu adoro trilhas e sempre quero fazer alguma em todo lugar que eu vou. E toda vez que me meto em alguma delas me pergunto “Por que é que eu estou fazendo isso? Eu já tinha prometido pra mim mesma que nunca mais ia fazer isso novamente!”. O fato é que, apesar de gostar, eu não tenho a menor resistência para longas caminhadas, principalmente quando são subidas, e habilidade zero para andar em pedras ou qualquer coisa que se mexa (é… meu equilíbrio não é dos melhores). Eu sempre sou aquela pessoa que fica por último e atrasa o grupo, que chega morrendo quando todo mundo está te esperando e ainda pede um tempinho para descansar.

 

9. Adoro comer, mas se tem uma coisa que eu não gosto de fazer é cozinhar! Acho legal quando é culinária a dois ou em grupo de amigos, também já fiz algumas aulas de culinária local durante viagens, mas tudo é pela diversão do momento e não pelo cozinhar em si. Cozinhar só para mim é tortura e acho que viveria de miojo, ovo, congelados e delivery. Hahaha. Eu não morro de fome, mas seria a parte estressante do dia. Vamos fazer um trato? Você cozinha e eu lavo a louça!

 

10. Falando em comida… eu como sem culpa. Sem aquela neura de quantas calorias tem esse sanduíche, quanto tempo de esteira vou ter que fazer para gastar o que estou comendo, vou trocar as fritas por saladiha, oh! mundo cruel, engordei 300g essa semana e bla bla bla. Se a comida estiver gostosa eu vou comer 2 pratos, se eu estiver com vontade eu tomo um pote de sorvete com muito leite condensado e se estiver na tpm eu como chocolate todos os dias. Uma coisa é preocupação com a saúde, outra muito diferente é ser neurótica com o corpo perfeito e a barriga tanquinho. Minha única preocupação é minhas roupas não servirem mais (porque vou ter que comprar roupas novas e isso vai me pesar no bolso).

 

11. E aproveitando o gancho, eu sou meio pão-dura. Na verdade eu sempre fui uma pessoa econômica, nunca sai comprando tudo o que via pela frente, fazendo dívidas infinitas e nunca descontei a raiva e o estresse no cartão de crédito. Quando decidi fazer a volta ao mundo, comecei a economizar cada centavo – recusar viagens com os amigos, trocar os estacionamentos pelo transporte público, até os jantares em restaurantes com o namorado viraram experiências gastronômicas em casa ou lasanha congelada. Desde então, só piorou. Uma vez eu andei mais de 2 horas porque não queria pagar um taxi. 😛

 

 

Diz aí

Agora é hora de responder as 11 perguntas que o pessoal do 360 meridianos escolheu.

 

1. Mostre uma foto de infância

Mini me
Mini me!

2. Bolacha ou biscoito

Como boa paulistana… bolacha.

 

3. Para onde você voltaria em uma viagem no tempo?

Para a civilização inca. Adoro a história deles!

 

4. Do que você tem medo

De andar (a pé) por São Paulo depois que escureceu. Ah, eu tenho pavor de baratas!

 

5. Escolha um livro para ler o resto da vida

Manual para Sonhadores, da Nathalie Trutmann

 

6. Você tem algum bichinho de estimação?

Temos uma calopsita em casa, que é super engraçada e barulhenta.

Kiko
Esse é o Kiko

7. Uma comunidade do orkut que te representa

Pergunta difícil… eu tinha orkut, mas não era uma pessoa ativa nas comunidades. Para falar a verdade, eu nem lembro de quais comunidades eu fazia parte.

 

8. Pareço legal, mas…

… as vezes eu concordo com as pessoas por pura preguiça. Na verdade eu não concordo, mas só de pensar no trabalho que vai me dar explicar meu ponto de vista e argumentar… ah, deixa pra lá. Principalmente quando eu sei que são pessoas mais “cabeça dura” ou quando a pessoa não conhece o assunto e é preciso explicar tudo desde o começo. É claro que não dá pra fazer isso com qualquer conversa, dependendo do que for é preciso “brigar” pela sua opinião sim.

 

9. Escolha um drink, eu pago

Pode ser uma cerveja artesanal?

 

10. Facebook, Twitter ou Instagram

Facebook, apesar de gostar do Instagram também. Eu nunca me entendi muito bem com o Twitter.

 

11. Qual música está na sua cabeça agora?

Happy – Pharrel Williams

Não sou uma pessoa muito ligada em música, fui buscar o nome do artista no Google  😛

 

 

Fica aqui os links para conhecer os blogueiros do 360 meridianos também:

Conhecendo a blogueira Naty, do 360meridianos

Conhecendo a blogueira Lu, do 360meridianos

Conhecendo o blogueiro Rafa, do 360meridianos

 

E os outros blogueiros que entraram na brincadeira:

Conheça a Luisa, do Janelas Abertas

Conheça a Fernanda, do Preciso Viajar

Conheça o Rodrigo, do Serviço de Bordo

Conheça a Fernanda, do Tá indo pra onde?

Conheça a Laise, do Coordenadas do Mundo

Conheça a Thais e a Mariana, do Viajadora

Conheça a Juliana, do De mala e Cuia pelo Mundo

 

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

18 Comments

  1. Kão
    06/04/2015 at 18:29 — Responder

    Adorei!!! 🙂

    Beijo

  2. Barbara Quadros
    07/04/2015 at 12:22 — Responder

    Patty! Saber mais um pouco de voce foi ótimo. Como eu sempre digo, voce escreve muito bem e deve pensar seriamente em publicar um livro. Gosto muito de ler o que voce escreve, colocando suas impressões de forma simples, verdadeira e transparente. Ainda quero ir na sua tarde ou noite de autógrafos. E continue viajando pelo mundo afora pois quando voce viaja nos leva junto com as suas fotos e comentários. Beijos e Parabéns!

    • 07/04/2015 at 12:44 — Responder

      Barbara,

      Obrigada por tantos elogios!
      Antes eu achava que não tinha capacidade para escrever um livro, hoje acho que é totalmente viável. Aguarde… 🙂

  3. Fabia
    07/04/2015 at 13:01 — Responder

    Paty, adorei! Sabe o que eu acho mais engraçado, meu tem vários aspectos seus parecidos com os meus.. Hahaha
    Vou adorar ler seu livro.
    Bjos

    • 07/04/2015 at 14:38 — Responder

      HAahha… Vai ver que é perfil de viajante, Fabia.

      bjo,

  4. Dani Brandão
    08/04/2015 at 01:09 — Responder

    Paty,
    Eu A-M-O seu blog e a admiro muito por tudo o que você faz e é. Parabéns pelo blog, pelos 2 anos, foi bom conhecer um pouquinhoais de vc, ver sua foto de criança (linda!!!), sensacional! Continue viajando, pois assim quando vc publica fotos e fatos eu viajo com você. Beijos

    • 08/04/2015 at 12:17 — Responder

      Dani Dani! Muito feliz em te ver por aqui =]
      Viajar sempre! 🙂
      bjo

  5. 12/04/2015 at 20:23 — Responder

    Oi Patricia, tb resolvi participar dessa tag: http://taindopraonde.blogspot.com.br/2015/04/tag-conhecendo-blogueira-11-coisas-aleatorias-sobre-mim.html. Eu tb como sem culpa! Tem coisa melhor rs?

    • 13/04/2015 at 16:47 — Responder

      É como eu sempre digo: comer sem culpa não engorda! hahaha
      bjo,

  6. 16/04/2015 at 10:21 — Responder

    Adorei te conhecer, Patrícia.

    E eu também acabado concordando com gente cabeça dura por pura preguiça de argumentar. Não vale o esforço. hahaha

    Abraço!

    • 16/04/2015 at 11:52 — Responder

      Muito legal te ver por aqui Rafa!
      Pois é, as vezes vale a lei do mínimo esforço. hahaha

  7. 16/04/2015 at 14:17 — Responder

    Oi, Patrícia!

    Que legal que você também participou da brincadeira, obrigada por linkar o nosso blog também! Adorei saber mais sobre você, principalmente o fato de que curte fazer trabalho voluntário e trabalhar com ONGs, gosto muito dessa área também, seria legal conversar sobre isso qualquer dia desses. 🙂

    Beijos

    • 17/04/2015 at 12:56 — Responder

      Oi Thais!
      Pois é, eu nem consigo mensurar mais os benefícios do trabalho voluntário. Você acha que vai ajudar os outros e quem acaba sendo ajudada é você mesma. Vamos conversar sim!

      bjo,

  8. 28/04/2015 at 10:07 — Responder

    Primeiro obrigada por linkar o meu blog por aqui. E me senti identificada com o ponto 11. Eu também sou pão-dura rsrsrs #tamojunto !!! Beijos

    • 28/04/2015 at 11:01 — Responder

      Oi Laise!

      hahaha, ser pão dura deve ser coisa de mochileiros (vi sua foto com a mochila no seu blog).

      bjo,

  9. 11/05/2015 at 10:11 — Responder

    Adorei! Confesso que também sou meio pão dura e já andei do Leme até o Arpoador, no Rio, para não ter que pagar um táxi.

    • 11/05/2015 at 13:48 — Responder

      hahahah… Mais uma pro time dos pão-duros!

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