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Chegando em El Calafate

Uma tarde de descanso foi bom para colocar as coisas em ordem. Tentei dar uma volta na cidade, mas tudo que não estava em torno da praça central parecia estar fechado e foi só lá que encontrei um lugar aberto para comer alguma coisa (já eram umas 3h da tarde).

Sopa simpática no almoço!

Ontem foi a noite da pizza no hostel. Acho isso tão prático. Não precisar sair e procurar lugares abertos e baratos e a comida era boa, incluindo uma bebida. Dessa vez conheci um casal de espanhóis, 2 brasileiros e uma chinesa. A chinesa era uma figura. Primeiro ela não acreditou que eu era brasileira, achava que eu era coreana, e depois insistiu em saber quando eu ia voltar para o Japão.

 
Os brasileiros estão fazendo exatamente o mesmo roteiro que eu, mas alguns dias depois (era meu último dia em Puerto Natales e eles tinham acabado de chegar). Descobri que dei sorte com o tempo mesmo, pq eles pegaram vento, chuva, frio, e o tempo tem me ajudado bastante todos esses dias.
 
Pela manhã, peguei o ônibus de Puerto Natales para El Calafate, na Argentina. E quem estava sentado do meu lado? O mesmo alemão, que fala espanhol e não fala inglês (geralmente os alemães tem um inglês tao bom), que veio do meu lado as 12h de Ushuaia para Punta Arenas, ao lado do banheiro. Tenho encontrado muitos rostos familiares em todos os lugares, pessoas que pegam o mesmo ônibus, ou fazem o mesmo tour. O roteiro de todo mundo é basicamente o mesmo, o que muda é de que lado se começa.
 
A viagem foi tranquila, sem cheiro de banheiro dessa vez! Até as passagens pela aduana não demoraram tanto. Cheguei na rodoviária e fui descobrir onde ficava meu hostel. Perto, umas 3 quadras, e resolvi ir andando. Quase voltei quando descobri que a última das quadras era 3 vezes maior que as outras, uma subida enorme e não asfaltada, com um vento que me empurrava de um lado para o outro e um monte de terra voando na minha cara.
 
A referência que eu tinha era uma casa rosa. A casa na verdade era um hotel, mas parei lá de qualquer jeito para respirar e tomar um pouco de água depois desse mini-trekking, e também para perguntar se estava no lugar certo. Por sorte estava, o hostel era o prédio do lado.
 
Fui para o centro almoçar (pq a Argentina é tao cara??) e andar um pouco. A princípio não tinha gostado dessa cidade, mas o centro até que é bonitinho. O problema é que uma quadra depois da rua principal as ruas passam a ter calçadas de terra e uma quadra mais, as ruas nao sao asfaltadas.
 
Já fiz minhas reservas para os próximos dias, e agora preciso descobrir onde tem um caixa-eletronico. Essa cidade nao aceita cartao!

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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