ÁsiaTailandia

Chegando em Bangkok

Cheguei em Thai! A viagem foi tranquila, apesar de muito longa.
O primeiro susto veio logo no check in. A primeira pergunta: você mora em Londres? (é isso que acontece quando se compra todas as passagens separadas. Como comprei por milhas, a ida e a volta foram compras diferentes).
– Qual o seu destino final?
– Tailândia.
– Você tem o visto? (esse foi o susto!)
 
Até onde minhas pesquisas foram, brasileiros não pecisam de visto. Como só eu e mais meia dúzia de gatos pingados devem vir pra cá, acho que ele não sabia que não precisava de visto mesmo (até 90 dias não precisa). Depois disso fui despachar minhas malas e a mulher disse que era pra pegar só em Bangkok. Aí tive certeza que ia perder minha mala. (Comprei o voo para londres em um dia na loja da Tam, o de volta em outro dia e o trecho Londres-Bangkok pela internet).
Embarquei tranquila. Cheguei em Londres depois de assistir 2 filmes, ouvir 1 cd inteiro, comer 2 vezes e domir muito. Com essa história de vôos separados, fui descobrir o que tinha que fazer. Me mandaram pegar um trem para ir para o terminal 3 (não sei onde foi que eu desembarquei, mas o trem para trocar de terminal foi uma viagem de 10 minutos).
O aeroporto de Heatrow é muito grande! Fiquei só no terminal 3, que tem um shopping completo e uma praça da alimentação também. Só nesse terminal tem 55 portões (o terminal é só pra Europa e partes da Ásia, como Tailandia, Singapura e Malásia). Imaginem quantos portões tem nos outros terminais! 

Entrei em todas as lojas, almocei, li metade do livro que eu levei já no primeiro dia! Ainda dormi e tive que esperar um monte. 8 horas depois, entrei no avião de novo. Como se já não bastassem as 8h de espera, o avião ainda demorou 2h para decolar porque eles estavam tirando o gelo que estava por fora do avião. Assisti mais 1 filme, comi e dormi muitoooooo (e pela primeira vez eu perdi um refeição no avião porque estava dormindo!) 

Cheguei em Bangkok! Que aeroporto confuso! Placas pra todos os lados que não ajudam e só confundem! Cheguei na imigração e me mandaram passar pelo médico. Cheguei no médico e fui perguntar no lugar onde tira o visto onde estava o médico. O cara falava: brasileiro não precisa de visto! Não era isso que eu tava perguntando, mas foi uma resposta boa (para tirar a duvida que o cara da Tam deixou). De repente chega um cara vestido com roupas brancas, que parecia umuniforme da marinha. Esse era o médico? Acho que era e ele mandou preencher um formulário, pegou meu passaporte e carimbou antes de eu chegar na metade do preenchimento. Na verdade eles só foram ver se eu tinha a vacina da febre amarela. 

Com isso, consegui passar pela imigração e minha mala estava lá! Fui trocar os dólares por baths, a moeda local (e não faço ideia ainda de quanto vale isso), e procurar o terminal de ônibus. Peguei um ônibus que me deixou no Sofitel, mas obviamente eu não ia me hospedar lá. Sai perguntando na rua onde era o lugar que eu precisava ir (eu não entendo nada que está escrito nas placas) e cheguei no albergue! 

Saindo do aeroporto passei por um viaduto cheio de estátuas douradas de “pessoas” com as maos juntas, como se estivessem rezando (não eram pessoas, mas alguma imagem meio humana). Não sei o que isso significa, mas parecia que eles estavam desejando boas-vindas e rezando por quem estava chegando. Prefiro acreditar nessa versão! 

Aqui é super tranquilo, limpinho e estou num quarto para 6 meninas (mas só tem 5).

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *