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Botanic Gardens, Aventuras no ônibus, e… Vengaboys??

Essa semana 2 chilenas da minha classe voltaram pro pais delas, e tivemos uma básica festinha de despedida. Tem um suíço na minha classe que é chef e ele fez spagueti a carbonara pra gente, muito muito bom! E depois fomos pro bar.
No outro dia fui pro “Royal Botanic Gardens”, um jardim super gigante com plantas de vários lugares do mundo. Achei até uma planta brasileira que eu nunca vi na minha vida! Mas é um lugar bem bonito e tranquilo. E como eu estava cansada, sem dormir direito os 5 ou 6 últimos dias e de ressaca do dia anterior, deitei na grama e dormi por meia hora, eu acho. Mas eu não virei nenhuma atração turística, tinham várias pessoas fazendo a mesma coisa. Aliás, muitos picnics, pessoas tomando sol, dormindo, até um casamento acontecendo eu vi lá!
 
Sexta estava eu saindo do restaurante que trabalho pra voltar pra casa, entrei num ônibus que parecia um “ônibus do terror”. O motorista ea louco, tinha  uma voz engraçada e falava: ‘lights off’, e apagava a luz, ‘lights on” e acendia. Foi engraçado até começarem os problemas, sexta a noite é um péssimo dia pra pegar ônibus aqui. Entraram umas 7 ou 8 pessoas, deviam ter uns 18 anos, que pagavam e saiam xingando por causa do preço. Uma das meninas disse que era under 16 e ia pagar menos, mas o motorista disse que ela nao era mesmo depois dela mostrar uma identidade, não sei o que aconteceu depois. Mas sei que ficamos uns 10 minutos esperando eles se resolverem, até o motorista mandar todo mundo descer. Todos começaram a reclamar pedindo o dinheiro de volta, e depois que todos desceram um deles socou a janela do ônibus e voou caco de vidro pra tudo quanto é lado. 
 
O motorista fez uma ligação e logo chegou outro ônibus. Tive pegar um ônibus que fazia um caminho diferente, que pra mim não fez diferenca, já que ele passava no ponto que eu tinha que descer, mas minha amiga teve que descer e esperar mais de meia hora pelo outro ônibus, sendo que ela nem precisaria trocar de ônibus se não tivesse acontecido nada.
Sábado foi sem problemas, mas ficamos conversando no restaurante, perdemos o onibus e tivemos que esperar pelo outro. Dentro do ônibus fiquei conversando com o indiano que trabalha comigo, perdi meu ponto e tive que voltar andando pro ponto certo. Peguei o último ônibus do dia! Ainda bem que não teve problemas, senão ia ter que andar 1h até em casa, ou pegar um taxi, ou dormir no ponto até as 4h da manhã e pegar o primeiro ônibus do dia.
Falando no indiano que trabalha comigo, outro dia estávamos conversando, e ele disse que sabia cantar uma musica brasileira:
 
 “Brasil, la la la la la la la laaaa…
  la la la la la la la laaaa…  “
 
Me surpreendeu! Era Aquarela do Brasil. Perguntei como ele conhecia essa musica, e a resposta: eu conheço, é de um grupo que chama Vengaboys!
 
OMG! Vengaboys? De onde ele tirou isso? Fiquei brigando com ele, dizendo que não era desse grupo, e ele dizendo que sim. No fim das contas descobri que o Vengaboys fez uma versão dance dessa música que foi sucesso nas rádios da Índia. Vivendo e aprendendo…
 
 
 
CURIOSIDADE DO DIA: aqui o ônibus é pago por ‘sections’. O trajeto é dividido em partes, e cada parte é uma “section” com um número X de pontos. O preço a ser pago varia dependendo da quantidade de ‘sections’ que se anda. Por exemplo: de 1-2 ‘sections’ é um preço, de 3-5 é mais caro, e assim por diante. Ou seja, se você fizer um trajeto longo, acaba saindo meio caro.
 
Para facilitar a vida, existe um ‘bus ticket’ no qual o preço unitário da viagem acaba saindo menor, e não é preciso ficar contando moedas toda vez que subir no ônibus: 10 viagens dentro de uma mesma ‘section’ ou um que vale por 7 dias para viagens  ilimitadas em uma determinada região. Confuso? Eu também acho!
 
E menores de 16 anos pagam mais barato.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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