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Ayutthaya: overdose de buda

Bangkok ficou pra trás e agora só volto lá para pegar meu vôo de volta, se tudo sair conforme o planejado. Meu trem para Chiang Mai era às 9h da noite, peguei o trem das 10 para Ayutthaya. Fui para estação e comprei minha passagem. Fui perguntar no information center e, além de descobrir onde era a plataforma de embarque, descobri que o trem estava meia hora atrasado .

Fiquei esperando na plataforma essa meia hora, que na verdade virou 1 hora. Nesse meio tempo, quase entrei no trem errado. Como eu não entendo nada que estava escrito na passagem, nem no trem, e muito menos qual a conexão de uma coisa com a outra, eu fui perguntar para uma mulher que vende doces. Ela não falava inglês, mas disse para esperar que não era aquele trem (que eu ia entrar errado mesmo). Para ter certeza que tinha entendido certo, fui perguntar pro cara que fica cuidado da chegada e partida dos trens e ele disse a mesma coisa. Quando o outro trem chegou perguntei pra mesma mulher e ela disse que agora sim eu podia subir!
 
Achei meu lugar e do meu lado foi uma menininha muito fofa com a mãe. Ela devia ter uns 2 anos no máximo e foi a viajem toda conversando comigo, mas não entendi nada que ela falou. =[
1h e meia depois, cheguei em Ayutthaya. Fui descobrir onde era o locker para deixar minha mala e sair para conhecer o lugar. Veio um cara me oferecer tuk tuk muito mala que grudou no meu pé e não me deixava fazer nada. Como ele foi baixando o preço até chegar na metade do inicial, resolvi acabar com a insistencia e aceitei, mas disse que queria almoçar primeiro. (lição No 1 – sempre tenha alguma coisa para comer na mala se estiver viajando de trem).
1h e meia depois, cheguei em Ayutthaya. Fui descobrir onde era o locker para deixar minha mala e sair para conhecer o lugar. Veio um cara me oferecer tuk tuk muito mala que grudou no meu pé e não me deixava fazer nada. Como ele foi baixando o preço até chegar na metade do inicial, resolvi acabar com a insistencia e aceitei, mas disse que queria almoçar primeiro. (lição No 1 – sempre tenha alguma coisa para comer na mala se estiver viajando de trem).
Ele disse que eu podia comer em um dos templos. Ele me levou para o lugar que ele deve comer todo dia, chegou e já foi se servindo de água, como se estivesse em casa, e disse que já tinha pedido um prato pra mim. Perguntei o que era e ele nao soube responder. Pedi um cardápio e ele disse que não tinha. “Você come igual eu”. Como ele quer me dar uma comida que ele nem sabe se eu como ou nao? Levantei da mesa e disse que não ia comer. Ainda tive que esperar ele terminar de almoçar! Enquanto isso, peguei o mapa do local e tracei os pontos de interesse, o caminho etc. Quando ele terminou de comer, falei para me levar de volta para a estação de trem.  De volta ao ponto de partida, disse que ia me virar e ele ainda achou ruim que eu não paguei! Ele não me fez nada, só me fez perder tempo e ainda tive que esperar ele comer!
 
Sai andando procurando o ferry boat que cruzava o rio e de la ia alugar uma bicicleta para andar pela cidade. Adivinhem! Não tinha mais bicicleta. Fui procurar um outro lugar para alugar quando um outro cara do tuk tuk veio me encher o saco. O preço inicial dele era metade do que eu tinha fechado  com outro. Lição No 2 – nunca confie em pessoas que oferecem coisas em estação de trem, rodoviária etc. É sempre mais caro!
 
Aceitei o tuk tuk dessa vez (e almocei antes de atravessar o rio). O cara era super bonzinho e com um sorriso de orelha a orelha. Me explicou todos os lugares que passamos. Foi uma ótima troca!
 
Passei em alguns templos e vi budas de todas as formas – sentado, em pé, deitado, dormindo, grandes, pequenos, de pedra, madeira, e por ai vai. Ainda fiz um passeio de elefante. Por um lado foi bom não ter ido de bicicleta. Eu ia me perder várias vezes, ia passar por menos lugares e estava um calor absurdo!


Wat Yai Chai Mongkhon:

Ayutthaya: overdose de buda

Wat Maha That: 

Wat Phra Si Samphet:
 
Wat Lokayasutharam:
Wat Chaiwatthanaram:
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É comum encontrar árvores com tecidos perto dos templos. São árvores sagradas

Passeando de elefante

Voltei para a estação depois de um longo dia, perto das 5h. O meu trem era as 9h. Troquei para o trem das 7h. Além de esperar menos tempo lá sem ter nada mais para fazer, ia ganhar algumas horas em Chiang Mai, que estou com o tempo meio contado. Problema das passagens resolvido, fui fazer um momento de relaxamento. Fui para um bar beber alguma coisa (foi realmente relaxante, sai de la com sono) e depois passei na Seven Eleven para comprar comida para o trem.

Pausa para uma cerveja. Chang e Singha são as principais marcas do país


Quando deu o horário do meu trem, chegou um trem! Peguei minhas coisas e ia embarcar quando veio um cara da estação correndo e disse que não era aquele trem! Ainda bem que ele falou! Ele disse que avisava quando era o trem certo e realmente ele avisou quando estava chegando e para onde eu tinha que ir.
 
 
Embarquei e, para minha surpresa, o trem tinha bancos estilo poltronas para 2 pessoas. Achei que era um trem leito, mas ok, acomodei minhas coisas lá e fiquei esperando o tempo passar. De repente veio um cara desmontando os bancos, mesas, abre aqui, puxa lá e em um minuto ele transformou os bancos em 2 camas (uma em cima e outra embaixo).
Fui pra minha cama comer. Tinha comprado um nikuman (pão chinês). Como só tinha um na loja, era o que tinha pra hoje, mesmo o recheio sendo “rabbit alguma coisa que não lembro”. Achei que ia ser carne de coelho, mas na hora da fome vale tudo, né? Mas era doce! Eu queria comer alguma coisa salgada na janta, mas não tinha mais o que fazer.
Deitei e dormi. Acordei suando, um calor infernal dentro do trem. Nem fechei a cortininha para o ventilador que estava do meu lado ajudar um pouco. Como a minha cama ficava no caminho do banheiro, todo mundo passava por lá e me via dormindo. Bom, melhor assim do que passaar calor. Acordei no meio do caminho com o trem parado. Parece que tinha algum problema no ar condicionado e eles estavam arrumando. Explicado o calor, mas mesmo depois de arrumado ainda estava quente!
 
Pela manhã o cara veio desmontando as camas e transformando em poltronas de novo. Cheguei em Chiang Mai! Estou no hostel, mas meu quarto ainda não esta pronto. Enquanto espero, já fiz minha programação dos próximos 2 dias.

Desembarcando em Chiang Mai! (não sei porque pandas!)

Preciso ver minhas passagens logo! Estão ficando cada vez mais caras. Já estão o dobro do que quando eu vi no Brasil.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Nascida em São Paulo, já chamou de casa o Japão, a Austrália, o Chile e tem o passaporte carimbado por uma volta ao mundo. Descendente de japoneses com orgulho e ativa na comunidade nikkei, participa de projetos para divulgação do Japão e para o fortalecimento da cultura japonesa no Brasil. Está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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