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A aventura de Uyuni – Dia 1

Depois de longas e desconfortáveis 6 horas de viagem, de passar pelas aduanas, conhecer o grupo e o guia que nos acompanhariam por todo o passeio, seguimos para nossa primeira parada. Se você não leu os posts anteriores, veja como foram os preparativos e a chegada na Bolivia. 

Chegamos ao Mirador Ollague, uma parada rápida para apreciar a paisagem de cima de pedras vulcânicas. Foi também uma pausa para perceber que a altitude tem seus efeitos. Uma rápida corridinha e uma subida nas pedras me deixaram completamente sem ar!

A subida que me deixou sem ar

De lá, seguimos para a primeira lagoa, a Laguna Cañapa, aos pés de um vulcão nevado e cheia de flamingos. Na outra margem dava pra ver como é a situação climática de Uyuni – nada previsível. Parecia que uma tempestade acontecia bem na nossa frente, mas nós estávamos secas!

Laguna Cañapa

Revoada dos flamingos

A tempestade do outro lado

Foi uma parada rápida e logo fomos para a segunda lagoa, a Laguna Hedionda. Nesse lugar tivemos nosso almoço – macarrão com atum, salada e coca-cola (quente). Tudo simples, mas não estava ruim. Só foi preciso cuidar dos copos e guardanapos que quase foram levados pelo vento algumas vezes.

Laguna Hedionda

Pausa para o almoço

Esse é foi o único lugar que paramos que tinha um banheiro. É preciso pagar 5 bolivianos para usar e é um dos mais bizarros que já vi! Tinha um quadro com instruções de como usar. 

Instruções para usar o banheiro

O guia nos deu 40 minutos para conhecer o lago, fora o tempo que levamos para almoçar. Achamos um tempo bem longo, mas logo entendemos porque. Voltando do banheiro, vimos o guia deitado embaixo do carro. Perguntei se havia algum problema e ele disse que era uma manutenção de rotina. Seguimos lentamente para o próximo destino (na verdade, o guia estava dirigindo bem devagar desde o começo, mas a princípio, achamos que ele era devagar mesmo. Depois percebemos que o carro tinha algum problema). No meio do caminho minha amiga, que estava no banco da frente, pergunta: O pedal do meio é o freio? Ele pisa várias vezes e nada acontece! Pois é, estávamos no meio do nada, em caminhos com pedras, subidas e descidas, e em um carro sem freio.

A descoberta do dia: carro sem freio!

E assim seguimos para mais duas lagoas. Não lembro o nome da primeira, e ficamos muito pouco lá porque o tempo começou a fechar. A segunda foi a Laguna Negra, de cor bem escura pelas cinzas vulcânicas e com formações rochosas bem interessantes ao redor. 

A lagoa que não lembro o nome

Laguna Negra

Formações rochosas interessantes

Essa planta esquisita se chama llareta

A última parada do dia foi o Valle de las Rocas, com infinitas pedras imensas formadas por lava vulcânica e esculpidas pelo vento, chuva, neve e tempo. Estar lá é como olhar para um céu cheio de nuvens e ficar procurando formas de animais. Use a imaginação para enxergar um pouco de tudo nas pedras! 

Valle de las Rocas

A coruja

Pedra gaivota

Deveríamos ter ido para outras lagoas nesse dia, mas como ficamos muito tempo na outra (porque o carro não estava bom), não tínhamos tempo. O roteiro original incluía a Laguna Colorada, Geysers, Arbol de Piedra e Laguna Verde nesse dia também, mas como fizemos um caminho de 6 horas (e não 40 minutos) pela manhã também não tivemos tempo e esses pontos ficavam muito perto do local das manifestações, e não fomos para manter nossa segurança. 

Chegamos a um alojamento em Alota, onde deveríamos passar a noite, mas não tinha lugar para todos nós (supostamente, deveria estar reservado para o grupo). Fomos então para um outro alojamento a poucos metros dali, onde deixamos nossas coisas. Não espere luxo e conforto desses lugares. Ficamos em um quarto triplo, que tinha apenas 3 camas, um cabideiro e uma tomada. Era bem simples, mas sinceramente eu esperava algo pior pelo que havia lido antes de ir. O banho custa 10 bolivianos.

O guia nos disse que nosso jantar seria no primeiro alojamento que fomos (o que não tinha vaga) e que deveríamos ir para lá que depois ele nos encontraria. Durante esse tempo ele foi arrumar o carro. Pelo menos o freio não seria problema no segundo dia!

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O sol estava se pondo enquanto caminhávamos até o local da janta. Não sei se é o clima, a altitude ou qual a explicação, mas as cores do por do sol são únicas!

Tinha um grupo bem grande de coreanos do nosso lado e nossa comida veio depois da deles, o que nos deu um bom tempo para conversar. Foi uma conversa um tanto quanto confusa, já que os chilenos não falavam inglês (muito menos japonês), o japonês e uma das brasileiras não falavam espanhol, o meu japonês é bem básico e nem preciso comentar se alguém falava português (só as 3 brasileiras). Foi uma mistura de todas as línguas e um tentando traduzir para o outro, mas no final acho que todos se entenderam.

Jantar poliglota

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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