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Miyajima, a ilha sagrada

O segundo dia no Japão foi para conhecer a ilha de Miyajima, uma ilha sagrada.  Por esse motivo, as pessoas não podem nascer nem morrer lá. Não há maternidades nem cemitérios no local. 

Para chegar lá, saindo de Hiroshima, é preciso pegar um trem até a estação de Miyajimahuchi e depois um ferry de 10 minutos até a ilha. O Japan Rail Pass cobre o trajeto.

A principal atração da ilha é um grande torii (portal japonês) que fica na água e marca e  entrada da ilha. Na maré baixa dá para andar até lá (mas como mostra a foto, não tive essa sorte).

Torii sagrado de Miyajima

Existem duas religiões predominantes no Japão: budismo e xintoísmo. Pode-se ver demonstrações de sua presença em todo lugar. Os santuários são representações xintoístas e tem como principal ícone o torii. Já os templos são budistas e sempre representados por imagens de buda e pagodes. Seus nomes geralmente terminam com ~ji ou ~dera.


Outra atração, e provavelmente a primeira que se encontra ao entrar na ilha, por ficar bem próxima ao pier, é o santuário de Itsukushima, bem antigo e com a melhor vista para o torii. Existem alguns rituais a serem seguidos nos locais religiosos.

Santuário de Itsukushima

Jogue uma moeda, bata 3 palmas, faça uma reverência e uma oração

Escreva seus pedidos nessas placas de madeira e eles serão levados aos deuses, durante uma cerimônia

Tire sua sorte. Se não for boa, amarre aqui

A ilha tem veadinhos por todo lugar (os animais), que andam entre as pessoas e são muito dóceis e bonitinhos!

 

O ponto mais importante do local é o Monte Misen, uma montanha onde, lá no topo, alguém importante (não lembro quem foi) teve uma visão de Deus. Esse é o motivo da ilha ser sagrada. Para subir até lá, um teleférico te ajuda boa parte do caminho (até onde se deveria ter uma boa visão da paisagem e das ilhas próximas, mas o tempo não me ajudou muito), e os últimos quilômetros são feitos a pé (cerca de 30 minutos). Essa foi dispensada, pois como estava muito nublado, o esforço não iria valer a pena.

Os teleféricos te levam montanha acima

Essa é a vista que eu deveria ter de lá (é a foto de um quadro)

Mas era assim que eu estava vendo =[

Além disso, a ilha ainda tem muitas lojinhas de souvenirs, artesanato, comida etc. E também um pagode de 5 andares, bem próximo ao caminho de volta para o pier, onde peguei o ferry para a estação de trem e de volta a Hiroshima.

Pagode de 5 andares

Doce típico de Miyajima


Para fechar Hiroshima, antes de partir para o próximo destino, uma refeição típica do local – Okonomiyaki a moda de Hiroshima (feito com soba ou udon). Delícia!

Okonomiyaki. Mais que aprovado!

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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