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Hiroshima, a luta pela paz mundial

Ah, O Japão! Há 9 anos atrás prometi pra mim mesma que voltaria para cá quando estava saindo desse país. Promessa cumprida, estou de volta! Saindo de Singapura, foram pouco mais de 7 horas de vôo até Narita (perto do Tokyo) e mais um trem e 2 shinkansens (trem bala) até Hiroshima. Foi um dia só de viagens cansativas, mas necessárias para começar o tour por aqui.

Uma dica valiosa para os turistas é comprar o Japan Rail Pass. Ele não é vendido no Japão, por isso compre-o antes de sair do Brasil. O passe dá direito a embarques ilimitados em todos os transportes da linha JR (com algumas poucas exceções) que inclui metrôs, trens, ônibus e até os shinkansens. Não é barato, mas se você pretende viajar pelo país todo, vale muito a pena. Vai sair mais barato que comprar cada passagem e ainda vai economizar seu tempo em filas e em descobrir como funcionam as máquinas que vendem os bilhetes (tudo é eletrônico).

A primeira cidade foi Hiroshima e a primeira parada não poderia ser outra senão a Praça da Paz. Lá ficam alguns monumentos que remetem a primeira bomba atômica da história, que atingiu Hiroshima durante a IIGM. Todos eles representam o pedido pela paz mundial e pelo fim das armas nucleares. 

Um deles é o A-Bomb Dome, ou o que sobrou do prédio da Prefeitura de Hiroshima – um prédio em ruínas com destaque para a estrutura do teto, em forma de abóboda (só a estrutura foi o que restou). O topo do prédio foi praticamente o local onde a primeira bomba atômica explodiu, em 6 de agosto de 1945.

A-Bomb Dome

Visto de outro ângulo


Há também o monumento das crianças, construído em homenagem a Sadako e que deu origem a história dos mil tsurus, o símbolo da felicidade e longevidade. 

Resumindo a história, Sadako ficou doente devido à radiação da bomba. Hospitalizada, ela acreditava que se dobrasse mil tsurus estaria curada. Infelizmente ela morreu antes de completar esta missão, que foi finalizada por seus amigos da escola com o pedido pela paz mundial. A história é conhecida em todo o Japão e no mundo e dobraduras enviadas por pessoas e escolas de todo o planeta estão expostas ao lado do monumento.

Monumento das crianças rodeado de tsurus

Homenagem a Sadako

Detalhe do sino. O tsuru é o símbolo da felicidade e longevidade

Enviados de todas as partes do mundo, os tsurus pedem pela paz mundial

 

O Monte da Memória guarda as cinzas das milhares de pessoas que morreram e lá foram cremadas. A Chama da Paz ficará acesa até que todas as armas nucleares do mundo acabem. 

Monte da Memória. Aqui estão as cinzas das vítimas da bomba

Chama da Paz. Seu fogo só se apaga quando as armas nucleares do mundo acabarem

O Sino da Paz transmite a mensagem de paz para todos que ouvem seu som, que deve ecoar por todo o mundo. O Cenotáfio homenageia todas as vítimas da bomba e contém uma inscrição com o nome de todas as pessoas que morreram por causa da bomba.

Sino da Paz. Seu som deve repercurtir por todo o mundo, levando a mensagem de paz

Cenotáfio. Uma homenagem às vítimas da bomba

"Descansem em paz. Nós nunca repetiremos o erro."

Nessa mesma praça ainda se encontra o Museu Memorial da Paz, com uma maquete que representa o antes e depois da bomba, fala sobre a guerra, armas nucleares, os efeitos da radiação, com imagens de pessoas com a pele derretendo igual vela, e termina com um pedido pela paz do mundo.

Museu Memorial da Paz

Antes da bomba

Depois da bomba

Sombra de uma pessoa que estava sentada na escada quando a bomba explodiu. Ela foi desintegrada e só sua sombra restou

Saindo do museu, hora de ver algo menos tenso, menos pesado e menos triste. Uma rápida visita por 2 museus de artes, para chegar no Shukkeien Gardens, um jardim japonês  lindo, imenso, com direito a lago, pontes, e não podia faltar as árvores de sakura (cerejeira) e ume (ameixa). 

Shukkeien Gardens

Pontes típicas do Japão

As árvores de sakura e ume

Para finalizar o dia, uma visita ao Castelo de Hiroshima, que mostra a época dos samurais. A construção foi destruida pela bomba e fielmente reconstruida em 1958.

Castelo de Hiroshima

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

2 Comments

  1. 01/03/2013 at 21:30 — Responder

    Olá, tbém sou da RBBV, e estou aqui apreciando seu blog e todas as suas andanças, parabéns, seu blog tem um conteúdo muito bacana, dicas e destinos sensacionais, vou aproveitar p fazer um convite, seguindo os conselhos do Ducs Amsterdam, abri uma série no meu blog p que outros viajantes possam compartilhar por lá suas viagens, seria um imenso prazer receber vc nesta série contando sobre algum destino que esteve a sua escolha, tenho um publico cativo que está sempre por lá, e sei que eles vão apreciar muito, se vc topar manda um e-mail para artesbittencourt@hotmail.com! Abraçosss e mais uma vez parabéns pelo blog! Um dia chego lá rsrs

  2. 01/03/2013 at 21:52 — Responder

    Olá Kellen!Será um imenso participar dessa sua série. Fico muito feliz pelo convite! Vou pensar com carinho sobre o destino e te mando um e-mail, ok? Beijos.

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