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Conceição de Ibitipoca, por Renata Midori

A região de Ibitipoca, até pouco tempo desconhecida para a maioria dos brasileiros, de repente entrou na lista de lugares para conhecer e virou modinha. Não por acaso, o lugar parece ser lindo e incrível! Eu ainda não conheço, mas a Renata foi passar uns dias por lá e nos conta todos os detalhes e dicas.

Confere aí o que ela tem a dizer:

Ibitipoca – um distrito de Lima Duarte, em Minas Gerais (450 km de São Paulo), é um vilarejo super bonitinho e onde está localizado o Parque Nacional do Ibitipoca. A melhor forma de chegar ao vilarejo é de carro, mas caso queira se aventurar de ônibus é necessário ir até Juiz de Fora, pegar um ônibus até Lima Duarte e por fim pegar um ônibus de Lima Duarte até Ibitipoca. Ai, já deu até canseira.

A estrada de São Paulo até Ibitipoca é boa, porém no final, de Lima Duarte a Ibitipoca, tem um trecho de terra de 25km. Apesar da estrada estar em boas condições, é um percurso longo a ser percorrido e levamos cerca de 1h a 1h20 para fazer este trajeto.

 

A CIDADE de Ibitipoca

O centrinho de Ibitipoca é uma graça! As casinhas coloridinhas, as ruas de pedra, possui restaurantes bem bonitinhos e lojinhas de artesanato. Tem um mercadinho que da para comprar os lanches de trilha e água. Lá não tem muito como se perder, a vila é bem pequenininha.

Não tem posto de gasolina e nem caixa eletrônico, então vá com o carro abastecido e com dinheiro na carteira. Os celulares também não pegam muito bem. Na vila tem sinal de vivo e claro.

A noite, o point é o Portal da Serra, o “shopping” da cidade, que tem vários restaurantes, pastéis (deliciosos) e uma banda que toca a partir das 19 – 19:30. Jantamos duas vezes no restaurante “Tempo e Tempero”, onde tem uma costela MA-RA-VI-LHO-SA. Além do Portal da Serra, existem outros restaurantes bem bonitinhos pela cidade.

Um pouco mais afastado fica o Candéias Bar, também conhecido como Bar do Firma. É um bar bem exótico com um esquema de roldanas e as cachaças vem do teto para a sua mesa. É bem curioso.

Não deixe de provar o pão de canela. Compramos na Beth, que fica entre o parque e a vila. Tem uma placa indicando o lugar.

E não subestime o frio de Ibitipoca. Durante o dia esquenta bastante, mas a noite da uma esfriadinha. Tem várias pousadas na cidade e casas para locação.

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Parque Estadual do ibitipoca

 

O PARQUE estadual do ibitipoca

O parque fica bem perto da Vila (cerca de 3km de paralelepípedo). Para entrar paga-se uma entrada no valor de R$ 20,00 (em feriados, emenda de feriados e finais de semana) ou R$ 10 em dias de semana (valores de set/2017). Lá também tem um estacionamento que cabem 50 carros, então, caso queiram estacionar o carro la, precisa chegar cedo.

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Fomos no feriado de 7 de setembro. O Parque abre as 7h, porém antes disso já tem fila para o estacionamento. Por volta das 7h30 as vagas de carro já se encerraram. Tem uma taxa de estacionamento para parar o carro la dentro. Para quem não estiver ou não quiser ir de carro para o parque, tem umas kombis que levam e trazem as pessoas do parque para a cidade.

A quantidade de pessoas que pode entrar no parque diariamente também é limitada. Aos finais de semana e feriados esse limite é de 1200 pessoas e as vagas se esgotaram por volta das 9h30 nos dias que estávamos lá.

Para quem não conseguir a vaga no estacionamento, ou não quiser pagar por ele, é possível deixar o carro do lado de fora do parque. Só não indico chegar muito tarde, pois a fila de carros vai aumentando e a distância a ser caminhada até a entrada também.

Dentro do parque existem 3 trilhas principais: Circuito das Águas (5km), Janela do Céu (16km) e Pico do Pião (11km). As trilhas são todas autoguiadas, ou seja, não é necessário o acompanhamento de um guia.

Da portaria até o restaurante (onde se iniciam a trilha do Circuito das Águas e Pico do Pião) tem 1,3 km. A trilha da janela do céu se inicia antes de chegar no restaurante. Nas trilhas encontramos diversos atrativos, como mirantes, grutas e cachoeiras.

Mais informações do parque: www.ibitipoca.tur.br

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Sinalização no Parque Estadual do ibitipoca

 

CIRCUITO DAS ÁGUAS

Roteiro de 5km, que pode ser feito de forma circular. Passamos pela Gruta dos Coelhos, Cachoeira dos Macacos, Ponte de Pedra, Lago das Miragens e Prainha. A água das cachoeiras é bem gelada. Fomos em setembro, que é época de seca, então as cachoeiras estão com pouquissima água.

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Cachoeira dos Macacos, no Parque Estadual do Ibitipoca

 

JANELA DO CÉU

Essa é a trilha mais longa do parque. São 16km no total, e o caminho é cheio de subidas e descidas. É uma trilha bastante cansativa e pode ser feita de forma circular também. Na ida, basta seguir as placas de Janela do Céu e na volta, seguir a direção do camping (que fica próximo ao restaurante da entrada).
Essa é a trilha mais procurada do parque, em feriados enche bastante e tem fila para tirar a foto cartão postal da cidade. É preciso chegar bem cedo para conseguir um espaço. Chegamos no parque umas 7:30, quando começamos a trilha, fizemos ela com bastante calma e paramos nas grutas na ida, pois na volta iríamos voltar por outro caminho. Porém, ao chegarmos na Janela do Céu, estava tão, tão cheio que não deu nem para tirar uma fotinho.

No caminho de ida, passamos pelo Cruzeiro, Gruta da Cruz, Gruta dos Três Arcos, Gruta dos Fugitivos, Gruta dos Moreiras, Janela do Céu e Cachoeirinha. No trajeto de volta, tem outros atrativos, porém não paramos em nenhum deles, pois passaríamos por lá na trilha do Pico do Pião.

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Cachoeirinha, na trilha da Janela do Céu, em Ibitipoca

Não há pontos de água no caminho, então leve bastante água. Tem pessoas que bebem água da cachoeira, mas ela estava meio turva e não arriscamos. No trajeto também não tem sombra.

 

PICO DO PIÃO

Essa trilha tem 11km ida e volta (não é circular). Neste percurso passamos pela Gruta do Monjolinho, Gruta do Pião, Gruta dos Viajantes, Pico do Pião, Lago dos Espelhos e Lago Negro (esses dois últimos fazem parte do Circuito das Águas, mas como os caminhos acabam se cruzando, deixamos para fazer no último dia, pois no primeiro estávamos bastante cansados da viagem).

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Gruta do Pião, em Ibitipoca

No caminho entre o restaurante e a saída do parque, tem uma área com várias pedras. As pessoas ficam la sentadinhas aguardando o por do sol.

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Por do sol no Parque Estadual do Ibitipoca

 

ALÉM DO PARQUE

Existem trilhas que podem ser feitas fora do parque (como por exemplo, a Janela do Céu por baixo), porém essas precisam de 4×4. Existem agências que fazem esses passeios. Além das trilhas, no mês de agosto tem o Ibitiblues, que é um festival musical, e que atrai bastante gente.

The Author

Patricia

Patricia

Patricia é educadora de formação, marketeira de profissão e viajante por paixão. Amante da natureza, de aventuras, da cultura asiática e de causas sociais, reside em São Paulo, mas já morou no Japão, na Austrália e no Chile, já deu uma volta ao mundo e está sempre em busca de boas recordações para adicioná-las à sua bagagem de memórias.

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